Estava pensando no roteiro do podcast da amoor e aí, como sempre que lembro desse projeto, você me veio a mente. E percebi o quão engraçado é pensar sobre você. Afinal, no momento em lembro de ti, minha boca sorri e meus olhos marejam. Pelo simples fato de que há tanto amor e gratidão por você, guardado em mim, que na primeira oportunidade que eu dou, eles transbordam em lágrimas e riso. Inclusive, vi um post de um amigo em comum, um dia desses, agradecendo a você por em poucas horas, a sua presença e os seus conselhos terem lhe mudado o rumo. E na hora pensei “eu já vivi isso”.
Depois da popularização da internet, a produção de conteúdo ficou um pouco mais fácil. Gravar vídeos, músicas, fazer blogs, gravar podcasts, expor fotografias, não importa o que seja. Inclusive, eu tenho um podcast chamado Dona Patrine no Jornal 140. Tem espaço para tudo e todos. Ou deveria ser assim.
Janeiro é o meu mês preferido: verão, praia, (geralmente) férias e meu aniversário, que é no dia 18, e o da Blanc, que é no dia 25. Feliz aniversário para nós duas! Além disso, esta coluna completou um ano de existência no primeiro dia do ano. Quem não leu o primeiro texto, pode conferir aqui. Então para comemorar, este texto vai ser sobre como foi este ano para mim como colunista de música no Ré Menor.
Fazia muito tempo que eu queria ler esse livro. Mas, tem certas coisas que acontecem na hora certa e a leitura de O ano que disse sim é exatamente isso. Inclusive, comecei no meio do ano passado, mas só engatei para terminar quase na virada do ano já. Shonda é a pessoa mais comum que podemos imaginar. Sério. Tudo bem, eu sei que ela é foda, famosa, escreve só séries incríveis e ainda vai aparecer com várias outras coisas maravilhosas. Mas, ainda assim, Shonda poderia muito ser a sua melhor amiga da escola. Ou, se estou conversando diretamente com alguém que foi popular e praticava bulling, Shonda seria um de seus alvos. Mulher, negra, infância pobre e gorda, faz Shonda se encaixar em muitas minorias e se tornar uma das pessoas excluídas que estamos acostumadas a ver. Todo esse contexto, fez Shonda se sentir menos.
Viajar é a melhor coisa do mundo, na minha opinião. Conhecer novos lugares, culturas, dar um tempo na própria rotina… Enfim, são benefícios demais para enumerar aqui. Mas, nem todo mundo tem tempo, paciência ou prática para montar um bom roteiro de viagem. E, talvez você caia no erro de só ir em lugares que estão na lista de principais pontos turísticos daquela determinada cidade e não fique tão feliz com o que vai encontrar. Por que, sejamos sinceros, como cada pessoa tem um gosto diferente, se diverte de formas diferentes, é muito difícil criar uma receita para o roteiro dos sonhos. Claro que tem os pontos chaves de cada cidade, como a torre lá em Paris, que você não vai deixar de ir. Mas, talvez você queira conhecer mais coisas do que só pontos turísticos.
Tem coisa que passa mais a sensação de recomeço do que virada de ano? Se tem, desconheço. Nos recomeços da vida, talvez escapar da morte seja a única coisa mais forte do que ter novos 365 dias para fazer diferente. Tudo bem que, nem precisa chegar em Abril, a gente já perdeu total o pique. Será que se fizermos uma virada de ano todo fim de mês, chegamos em dezembro com a lista de metas completinha e super motivados? Talvez. Qual é!? Você não faz lista de metas de ano novo? Nem me olhe com esses olhos de julgamento. Listas de ano novo são a minha religião. Eu vivo por elas, anualmente. E você sabe muito bem disso. Afinal, já vem conversando com a louca das listas há uns bons anos. Exceto que você seja novo por aqui. Sendo assim, se esse for o caso, você vai se acostumar. Juro.
Este ano de 2019 foi bem musical pra mim. Como sempre, aliás. Fui pela primeira vez em todos os dias de um festival realmente grande, que foi o Lollapalooza, vi artistas que pensei que nunca veria aqui no Brasil, como a Ms. Lauryn Hill, fui mais vezes em shows de artistas locais, dei chance pra músicas que nem pensaria em ouvir antes e dancei bastante, até fora de baladas, mesmo sem saber muito como fazer.
Se você é uma pessoa que está online com maior frequencia do que deveria, provavelmente já ouviu falar de Jout Jout. Afinal, já faz alguns anos que ela alcançou o grande público. Quem nunca ouviu falar do seu video mais marcante, “Não tira o batom vermelho”? E, se você não ouviu, clica logo aqui que é o primeiro video fundamental a ser assistido. Mas, para o caso de você não saber muito sobre ela, aqui vão algumas informações básicas. A Julia Tolezano, mais conhecida como Jout Jout, é uma youtuber de Niterói (RJ), com mais de 2 milhões de seguidores na plataforma.
Como toda boa “louca das listas”, essa época do ano é um prato cheio para mim. Mas, ao mesmo tempo, bate um certo desespero quando pego a lista de metas de ano novo e percebo que algumas coisas ficaram para trás. “Então é natal, e o que você fez?”*nada*. Metas que eu queria fazer, mas que esqueci durante o ano. Simplesmente isso, esqueci. Reavaliando esse processo de autojulgamento, percebi que a gente se culpa pelas coisas que não cumprimos, mas não temos o hábito de refletir sobre as coisas não planejadas e incríveis que aconteceram durante o ano (mais sobre isso aí embaixo). Nem adianta negar, eu sei que você também faz isso.