Patrinando

Chega de prazer culpado!

30 de julho de 2019

Achei esses dias uma playlist no Spotify chamada “Guilty Pleasures”. Para quem não conhece a expressão em inglês, é sobre aquilo que temos vergonha em gostar, um prazer culpado. Olhei a lista, que estava recheada de músicas legais, geralmente dançantes. Muita coisa do que gosto e ouço diariamente estava lá. Desde então fiquei pensando: pra quê nos culpamos de gostar de algumas coisas consideradas bobas? Temos que manter realmente uma pseudo pose de baluartes do “bom gosto”? Devemos realmente ligar para a maioria das críticas e dos críticos?

Sinceramente acho tudo isso extremamente desnecessário, me dá certa preguiça. Geralmente o clichê do parâmetro para o que é considerado bom é elitista, pasteurizado e se apropria de elementos culturais populares após dar uma maquiada (bem porca)  para parecer “sofisticado”. E tudo que foge desse conceito é rotulado precipitadamente como ruim ou vulgar. Aí vem a vergonha em admitir que gosta. Quem nunca disse ”ah, mas só ouço em festa”, ”danço quando estou bêbada” ou ”fulano que ouve, eu não” porque se sentiu inseguro em gostar de algo? Principalmente em um ambiente que sabia que não seria bem aceito ser verdadeiro.

Por isso, vai um apelo: não sinta vergonha do seu gosto musical. Seja sem vergonha mesmo, não se deixe afetar pelo pseudo gosto renomado alheio. A vida é muito curta para ser realmente sério. Ou fingir pateticamente isso. Talvez a seriedade esteja em não se deixar levar por paranoias aprisionantes. Curta verdadeiramente o prazer de viver sem culpa. Como cantava Jair Rodrigues: ”Deixe que digam, que pensem, que falem“. Chega de prazer culpado: admita. Mentir continuamente é uma das piores ciladas em que podemos cair porque nos anula. E a música é uma arte tão rica, gostosa e diversa que deve ser apreciada em sua totalidade sem preconceitos e moralismos bestas.

Acesso Hallyu

Hotel Del Luna: primeiras impressões do k-drama

28 de julho de 2019

cena do k-drama hotel del luna

Nota: o post pode apresentar pequenos spoilers dos episódios 1 e 2.

Ano: 2019;
Gênero: Fantasia;
Sinopse: Goo Chan Sung (Yeo Jin Goo), após um acordo feito por seu pai, é obrigado a gerenciar um hotel estranho e com uma clientela bastante peculiar no centro de Seul, o Hotel Del Luna. Que, além disso, é dirigido há milênios por Jang Man Wol (IU), que possui uma personalidade gananciosa e desconfiada. 

Logo no primeiro episódio é mostrado brevemente como Man Wol adquiriu o hotel. Sendo assim, como muita coisa não é explicada, deixa abertura para vários flashbacks ao longo dos próximos episódios. Logo em seguida nos é revelado como o hotel funciona, aparecendo aberto durante as noites de lua cheia. Vários cômodos, como a praia externa e o bar são apresentados ao público, evidenciando o quanto esse lugar pode ser mágico, além é claro dos clientes, fantasmas que procuram concluir algo que não puderam em vida, podendo contar com a ajuda dos funcionários do estabelecimento. 

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Popcorn

Good Omens: Céu e Inferno unidos

27 de julho de 2019

Gênero: comédia, fantasia, mistério;
Ano: 2019;
Roteiro: Neil Gaiman;
Direção: Douglas Mackinnon;
Sinopse: Anjos e demônios são inimigos desde que Lúcifer se rebelou no Céu. As criaturas divinas que outrora eram anjos viraram demônios e foram para o Inferno. Então, sem amizade com o inimigo. Ou jantares no Ritz. Pegar carona? Nem pensar. Claro que a regra vale para todos, menos Aziraphale e Crowley. O primeiro é um anjo, o outro, demônio. Foram enviados para a Terra, desde o começo da humanidade, para garantir que o Armagedom acontecesse. Mas seis mil anos de convivência entre si e com os humanos são capazes de mudar a opinião de qualquer ser. Então, quando é hora do Armagedom começar, eles tentam impedir a qualquer custo, nem que tenham que se rebelar contra Deus e Satã. Este é o enredo de Good Omens, série da Amazon Prime.

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Para amar

Herdeira da Beleza: você não pensa nisso com frequência

23 de julho de 2019

Nós temos uma mania terrível que é ser individualistas. E quando eu falo “nós”, quero realmente dizer eu e você aí que está lendo. Quantas vezes você entrou em uma loja, escolheu uma roupa do seu tamanho e foi embora sem parar para pensar que talvez sua amiga que é 3 ou 4 números maior que você, não encontra roupas ali? A gente também não pensa com frequência, que o racismo está presente até nas maquiagens. Enquanto você encontra seu tom de pele em quase todas as linhas de base, por exemplo, suas amigas que tem tons de pele mais escuros, não tem a mesma facilidade. Consegue entender? A Herdeira da Beleza vem para suprir a necessidade de nos acordar para isso. Nos faz pensar no próximo, que esteve ao nosso lado o tempo inteiro, e não é atendido da mesma forma.

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Li, Gostei, Resenhei

Chico Bento: Arvorada – Orlandeli

22 de julho de 2019

Autor: Orlandeli;
Editora: Panini Comics;
Páginas: 100;
Sinopse: Em Arvorada, Chico Bento, o caipira mais famoso dos quadrinhos, leva uma daquelas lições que a vida de vez em quando dá em todos nós. Porque nem tudo pode ser deixado pra depois… Numa reinterpretação belíssima do clássico personagem Mauricio de Sousa, o premiado cartunista Orlandeli cria uma história tocante, com visual magnífico e momentos de amor, dor, humor, mistério e, especialmente, aprendizado. (Skoob)

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Favoritando

B não é de Biscoito: 5 vídeos sobre o universo bissexual

17 de julho de 2019

Descobrir uma orientação sexual diferente da heterossexualidade, tida socialmente como o normal e aceitável, é um processo individual e, geralmente, tortuoso por vários motivos: LGBTfobia internalizada, autonegação e até falta de conhecimento sobre o diferente. Afinal é possível se atrair sexualmente e romanticamente por mais de um gênero? Sim, é perfeitamente possível! A bissexualidade é invisibilizada diariamente, até mesmo por uma parcela da comunidade LGBT+, mas existe e estamos aí! Por isso, muitos bissexuais demoram um pouco para se entender e assumir como tais, infelizmente. O B de LGBT não é de Beyoncé, é de bissexual!

Para você que tá curioso sobre a bissexualidade, não importam quais os motivos para isso, preparei uma seleção de videos para ajudar um pouco. O meu critério de escolhas se baseou na diversidade de experiências, perguntas e diferentes maneiras de autodescoberta. Embora os relatos tenham pontos em comum, o momento de se descobrir bissexual é diferente para todos.

Caso ainda não se entenda completamente ou esteja em dúvida, não se preocupe! O processo de autoconhecimento demora o tempo que tiver que ser levado. Não existe tarde ou cedo demais para sair do armário, pode confiar. Só conseguimos assumir o que nos sentimos plenamente à vontade para expor. E se assumir como LGBT+ ainda é um tabu, mesmo que isso esteja diminuindo continuamente na base de muita luta. Por isso, não tenha pressa para escancarar o armário. Aperte o play e aproveite os vídeos para refletir, dar risada ou se identificar!

BISSEXUALIDADE – Saindo do armário! | featsabi
BISSEXUAIS SAO CONFUSOS c/ Thiessita #CriandoOrgulho | Luci Gonçalves
BISSEXUAL: TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER FT. PRETA ARAÚJO #OrgulhoDeSer | ellora
SOU BI, E AGORA?! | Dora Figueiredo
BISSEXUAIS RESPONDEM: prefere namorar HOMEM ou MULHER? | Põe Na Roda
Patrinando

A gente não quer só música

16 de julho de 2019

A arte reflete a realidade. Não importa qual seja: cinema, pintura, literatura. E obviamente, claro que na música não é diferente. Por isso, temas políticos devem  sempre estar presentes. Invariavelmente política faz parte do cotidiano. Movimentos sociais pautam conversas, maneiras de agir e mudanças em vários aspectos. Isso não quer dizer necessariamente que tem a ver com um determinado partido político, afinal movimentos sociais costumam durar décadas, sobrevivendo aos diferentes tipos de ideologias e práticas governamentais. Por isso que a cultura incomoda os autoritários e fascistas. Eles não a compreendem e nem a apreciam totalmente. Não possuem a sensibilidade para a emotividade sincera, seja amor, raiva, tristeza.

Mas pra quê estou abordando esse assunto? A política brasileira (e mundial, convenhamos) não é desesperadora o bastante? Sim, infelizmente é. Por isso mesmo que a música deve afrontar, questionar, escandalizar, fazer pensar sobre isso. Em tempos desesperadores, a arte renasce e ferve por todas as partes. O caos pode gerar o belo. É uma forma de sobreviver e não perder a sanidade diante de fatos enlouquecedores. E quando um artista tem como público-alvo alguma minoria social, como LGBT+, negros ou mulheres, é dever apoiar as causas, falar sobre isso, não ser covarde e fazer média. Senão fica claro que não se importa nem um pouco com quem consome. Isso deveria ser mais importante do que o lucro.  Mas lamentavelmente ainda vemos o constrangimento de alguns artistas em se posicionar e perder dinheiro.

Quero comida, diversão, balé, funk e tudo que tenho direito, parafraseando tortamente os Titãs. Quero dançar, cantar, incomodar, rir, chorar e protestar. E realmente não quero estar só nisso. Uma andorinha só não faz verão. Precisamos de andorinhas, papagaios, gatos e da fauna toda. Vem todo mundo, vamos mostrar que estamos aqui. Precisamos urgentemente mudar essa estação tenebrosa que vivemos.

Li, Gostei, Resenhei

A lista do ódio – Jennifer Brown

15 de julho de 2019

Autora: Jennifer Brown
Editora: Gutenberg;
Páginas: 336;
Sinopse: E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista das pessoas e das coisas que ela e Nick odiavam. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, depois de passar o verão reclusa, se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio.

Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas. A lista do ódio, de Jennifer Brown, é um romance instigante; leitura obrigatória, profunda e comovente. (Skoob)

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Popcorn

Turma da Mônica – Laços: muita emoção para um coração só

6 de julho de 2019

Gênero: aventura;
Ano: 2019;
Roteiro: Maurício de Sousa, Thiago Dottori;
Direção: Daniel Rezende;
Sinopse: Floquinho, o cachorro do Cebolinha, desapareceu. Ele desenvolve um plano infalível para resgatar o cãozinho, mas para isso vai precisar da ajuda de seus fieis amigos: Mônica, Magali e Cascão. Juntos, eles irão enfrentar desafios e viver grandes aventuras para levar Floquinho de volta para casa. (Filmow)

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Azar Crônico

Rondônia: fazendo as pases com o meu estado

4 de julho de 2019

Nasci e cresci em Porto Velho, Rondônia. E confesso que em boa parte da minha história, também culpei o estado. Também culpei a falta de mercado para a minha profissão. Também pensei que ir para outros polos me faria alguém melhor. Me abriria mais espaço. Me faria atingir novos níveis. Mas, de coração aberto aqui, preciso dizer que fazer as pazes com Rondônia foi uma das melhores coisas que eu já fiz. Entretanto, sei que a maior parte dos leitores do blog são de outras regiões. E, de ante mão, ressalto que nossas realidades são bem distantes. É exatamente por isso, que preciso contextualizar um pouco. Sendo assim, vamos do começo? 

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