Patrinando

Geo: coração pulsante cibernético

23 de abril de 2019

Tecnologia transmite emoção? Robôs têm coração? A tela que você toca é um corpo vivo? Essas três perguntas estão presentes na obra de uma cantora pop independente chamada Geo, que aborda questões sentimentais e cibernéticas de um jeito suave como uma roupa de cetim. Ela lançou a primeira música em 2017, mas não se engane: as músicas não são triviais, como muita gente mais velha costuma avaliar (e desdenhar) artistas jovens. É novo e relevante.

A persona robótica de Geo não é desumanizada. Pelo contrário, os sentimentos são à flor da pele. É tão humana quanto qualquer um. O que suscita algumas questões: as pessoas agora realmente estão vivas ou são máquinas? Existimos para viver ou só para fornecer dados virtuais que serão coletados? Quem nos conhece melhor: algoritmos ou entes queridos?

Sintético e verdadeiro

O som é calmo. As batidas sintéticas são suaves e harmônicas, fugindo do clichê de bate-estaca que é muito associado erroneamente  ao eletrônico. Dá pra ouvir tranquilamente, de forma sossegada ou para extravasar algum sentimento entalado na garganta. O show é envolvente e conquista até o mais desconfiado da plateia. É notável como ela se envolve na performance e entrega uma experiência diferenciada, que surpreende e prende cada pessoa.

O single mais recente da cantora, Acrílico, é uma parceria com o rapper Nill. Nessa música, fica evidente em como o virtual se mistura ao orgânico, como se vivêssemos numa ficção científica. Aliás, a realidade consegue ser mais espantosa do que o imaginário. As relações interpessoais não escapam disso: o quão carentes de contato humano estamos? Muitas vezes, tocamos mais teclas ou telas do que pessoas. Como isso interfere em nós?

Sei que o leitor que me acompanha pode estranhar um pouco a quantidade de perguntas presentes no texto. Mas isso é inevitável se tratando de Geo. As músicas e a estética geram questionamentos que deveríamos fazer sobre nossa própria existência, mas que são esquecidos por causa da velocidade insana da rotina. Será que toda essa correria, autocobrança é realmente necessária ou só é induzida? Não sei. Talvez não achemos a resposta logo.

 

 

 

Li, Gostei, Resenhei

Mônica: Força – Bianca Pinheiro

22 de abril de 2019

Autora: Bianca Pinheiro;
Editora: Panini Comics;
Páginas: 84;
Sinopse: Sempre que é preciso, a Mônica usa sua força para resolver os problemas. Agora, terá que enfrentar o maior deles. E não poderá ser na base da coelhada. Em Força, Bianca Pinheiro faz a principal personagem de Mauricio de Sousa (e do quadrinho brasileiro) encarar o grande desafio de sua vida, numa história tão dolorida quanto emocionante. (Panini Comics)

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Tapa Virtual

Amigos: que seja eterno enquanto dure.

21 de abril de 2019

Quando fazemos aniversário, acaba sendo inevitável, sempre vem aquele momento de reflexão sobre o último ano. Acontece sempre igual e eu meio que me acostumei com o sentimento nessa data.  Esse ano refleti demais sobre amigos e como uma amizade pode mudar tanto com o passar dos anos. Ninguém fica ao seu lado pra sempre, mas isso não significa que estará só. Continue Reading

Sem categoria

No good Nick: série adolescente sobre uma pequena trapaceira

20 de abril de 2019

Gênero: comédia, família;
Roteiro: David H. Steinberg, Erika Kaestle, Keetgi Kogan;
Direção: Andy Fickman, Bob Koherr, Eric Dean Seaton, Erika Kaestle, Jody Margolin Hahn, Phill Lewis, Robbie Countryman;

Sinopse: Liz (Melissa Joan Hart) e Ed (Sean Astin), uma mãe super-competitiva e um amável mas bobo “pai divertido”, acabam dando boas-vindas à uma garota de 13 anos na sua família, Nick (apelido de Nicole). Mal sabiam, é claro, que ela é uma golpista, com motivações secretas. (Filmow)

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Rádio RM

Playlist – Especial Mood: me jogando em busca de inspiração

19 de abril de 2019

Todo mundo que escreve, pinta, borda, canta, compõe ou faz algum tipo de arte, sempre está em busca da musa inspiração. Mas, às vezes, parece que ela foge ou desaparece mesmo. Só que, com o tempo, aprendemos que precisamos nos esforçar um pouquinho para ela aparecer. É necessário viver e receber outros estímulos para ter ideias novas. Portanto, como a música é uma das artes mais populares e presentes, esta playlist é para você que está buscando se inspirar para colocar aquela ideia em prática. Ou para quem está tentando ter um pensamento novo. Não se esqueçam que não podemos só depender da inspiração. Treino e esforço fazem parte do processo criativo, ok? Mas por enquanto, aproveitem as músicas da seleção e relaxem. “Deixe o som te levar”.

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Para amar

Compre um livro, doe um livro: iniciativa da editora Belas Letras

16 de abril de 2019

Se você é uma devoradora de livros, provavelmente gostaria que todos ao seu redor fossem também. Mas, infelizmente, a leitura não é um hábito incentivado com frequência no nosso país. Porém, nós do blog Ré Menor acreditamos na leitura e a Editora Belas Letras também! Inclusive, de acordo com as informações do site oficial da Belas Letras, eles acreditam que a leitura “tem o poder de aproximar as pessoas de tudo que elas amam. O poder de aproximar você do que você mais ama. E de transformar pessoas. Nós desenvolvemos projetos editoriais inovadores, inspiradores e encantadores, prestando atenção em cada detalhe. Compartilhamos experiência, história e conteúdo por meio dos livros, para que eles façam a diferença na sua vida”. Mas, não satisfeitos em transformar a vida das pessoas que compram os livros da editora, a Belas Letras criou um projeto para aproximar leitores.

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Li, Gostei, Resenhei

A probabilidade estatística do amor à primeira vista – Jennifer Smith

15 de abril de 2019

Autora: Jennifer E. Smith;
Editora: Galera;
Páginas: 224;
Sinopse: Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia. (Skoob)

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Check-in

Por onde andei: 5 coisas que amo em viajar sozinha

14 de abril de 2019

Aos 17 anos fiz minha primeira viagem sozinha. Meu irmão mais velho trabalhava na Azul e eu viajei como stand-by. Que, nada mais é, do que um benefício de só pagar as taxas de embarque (se não estou enganada). Porém, se o voo lotar, o passageiro stand-by é o primeiro a ficar para o lado de fora e esperar o próximo voo. Ou seja, péssimo jeito de voar sozinha pela primeira vez. Ainda como menor de idade. Fui com o coração na mão e prestes a vomitar de nervoso a qualquer momento, juro. Eu ia para Campinas, ver parte da família paterna, mas o voo fazia escala em Manaus. A porcaria do aeroporto em obra e eu pedindo para morrer. Nem piscava para não perder as minhas coisas ou qualquer mudança no voo. Morrendo de medo de ser deixada para trás.

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Jukebox

Trilha sonora: O date perfeito (2019)

12 de abril de 2019

Em O date perfeito, Brooks encontra uma forma inteligente para arrecadar dinheiro para a faculdade. Para isso, cria um aplicativo onde ele é contratado para fazer o papel de namorado perfeito para cada tipo de situação. Ou seja, se você quer enganar seus pais, marque um encontro com Brooks. Sem par para o baile? Não tem problema! Afinal, ele também pode dar um jeito nisso. Sendo um personagem a cada encontro, Brooks vai passar a entender mais sobre ele mesmo. E, é claro, vai se apaixonar pela verdadeira garota dos seus sonhos. O date perfeito é, sem tirar nem por, o perfeito filminho adolescente. Ou seja, casal perfeito e a trilha sonora melhor ainda. Inclusive, ela é uma das melhores coisas dessa trama. Claro que só perde para o Noah Centineo, né?

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