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Mochilar: 6 coisas que você precisa saber antes de embarcar

5 de julho de 2018

Recentemente, fiz um mochilão com a minha mãe, por algumas cidades de São Paulo. Foram 5 dias de viagem e nosso roteiro incluiu as cidades: Campinas, Holambra, Campos do Jordão, São José dos Campos, Caçapava e São Paulo. Portanto, nosso tempo era limitadíssimo nesses lugares e precisávamos aproveitar ao máximo. Sem contar que levar pouca bagagem era fundamental. Acredito que, agora que temos a possibilidade de viajar pagando menos, quando não despachamos bagagem, ficará cada vez mais comum mochilar. Além disso, vez ou outra a gente acaba conseguindo dar uma fugida das obrigações por alguns dias e embarcar para conhecer lugares novos é a melhor alternativa para relaxar.  

Meu sonho de princesa é rodar o mundo inteiro. Para isso, sei que vou ter que me acostumar a andar com bagagens mais leves e me tornar perita em pesquisa pré-embarque. Ou seja, já venho treinando sempre que posso. Então, essa viagem serviu como mais um treinamento. Passei por algumas situações ótimas por já ter desenvolvido alguns hábitos em outras viagens. Mas, também passei uns problemas e aprender com os erros faz parte. Como eu sei que muita gente que lê o blog também tem vontade de mochilar, separei 6 coisas principais que aprendi e que podem ajudar vocês. 

Escolha uma boa mochila:

É bom pesquisar bastante antes de comprar e ter em mente os seus pré-requisitos básicos. Inclusive, essa foi a primeira vez em que eu mochilei realmente usando apenas uma mochila. Comprei uns dias antes dessa viagem, já pensando nos roteiros que eu faria e quais seriam os pontos positivos da bolsa que iriam facilitar o meu dia-a-dia. Portanto, foquei em uma mochila bem grande e espaçosa, que tivesse vários bolsos para ir com as coisas mais organizadas ali dentro. Além disso, foquei em comprar uma mochila que também tivesse rodinhas. E isso quebrou um galho enorme, por que batemos tanta perna pelos lugares que passamos, que chegamos ao ponto de as pernas não responderem mais. 

Leve somente o necessário:

Você vai passar poucos dias e vai andar bastante. Então, para que vai carregar peso atoa? Pesquise a temperatura do lugar que vai visitar, antes de separar as roupas que vai levar. Seja objetivo nas escolhas. Nessa última viagem, por exemplo, eu levei uma calça jeans, uma blusa para cada dia e duas extras. Além de um short, para o caso de não fazer o frio que eu estava esperando e casacos, já que é um período de temperaturas mais baixas lá em São Paulo e eu estou acostumada com o calor do Norte. Logo, qualquer temperaturazinha amena eu já passo frio.

Outras coisas que são fundamentais: carregador portátil para celular, assim você não corre o risco de ficar sem bateria e perdido por aí; e um monopod (vulgo pau de selfie) para ajudar nas fotos. Aliás, se você, assim como eu, tem dúvida se pode ou não viajar com monopod na bagagem de mão: fique tranquilo! Pode sim. 

Tenha um pré-roteiro e informações importantes em mãos:

Essa deve ser a dica mais importante desse post. Sério! Leve um caderninho com todos os seus contatos de emergência anotados. Isso inclui: pessoas que você vai encontrar por lá, parentes que precisam saber notícias suas, telefone do local aonde você está hospedado. Enfim, anote. E, é claro, os endereços! Tanto dos pontos que você pretende conhecer, o que vai te ajudar na hora de pedir um uber ou pesquisar em mapas a melhor maneira de chegar, e o endereço de onde você estiver hospedado. Por que fazer isso? Se algo acontecer com seu telefone, você não fica perdido por aí. E, tendo as anotações em mãos, você evita ficar com seu celular em mãos em lugares que podem te por em perigo, ok? 

Consulte o trajeto antes de sair do hotel:

Você está em uma cidade que não conhece bem, então pesquisar é fundamental. Verifique todas as possibilidades. Consigo ir caminhando? Como chegar de transporte público? Quanto vai custar? Será que ir de uber não sai mais barato? Isso aconteceu muito com a gente. Tinha roteiros que pagar metrô para duas pessoas saia igual ou mais caro do que ir de uber. Sem contar que, reforçando o que disse no tópico anterior, isso evita que você fique com o celular na mão em áreas da cidade que não conhece, correndo perigos desnecessários. 

Não abra mão de passeios turísticos específicos:

Sabe aquelas cidades mega turísticas, que tem pontos principais? Não perca a chance de conhecer esses lugares. São eles que vão te dar a real experiência de conhecer aquele lugar. Digo isso por que, eu e minha mãe quase desistimos de conhecer os campos de flores em Holambra, antes de encontrar o Rafa Tour. Se não tivéssemos feito o passeio, nós não teríamos conhecido Holambra de verdade. A viagem ganha um brilho novo, quando conhecemos os pontos fortes das cidades que estamos explorando. 

Pesquise bem. Principalmente, onde você vai se hospedar:

Mochilar sempre é melhor quando você pesquisa antes. E tenho duas situações para provar isso. Antes de ir para Holambra, pesquisei como chegar lá e descobri que de ônibus pagaríamos R$6.95 por passagem. Quando chegamos no terminal, paramos para pedir uma informação para os taxistas que estavam na entrada. Um deles tentou convencer a gente de que gastaríamos mais indo de ônibus e quis nos levar por R$140. Dá para acreditar? Talvez, se não soubéssemos da informação com antecedência, poderíamos ter caído naquela conversa. Mas, como nem tudo são flores, caí no conto do hostel maravilhoso só pelas fotos no Expedia.

Vi comentários positivos lá e esqueci de ir olhar na página oficial do hostel no facebook. Foi a pior noite da viagem e vários funcionários foram mal educados conosco. Quando entrei no facebook para reclamar, vi outras reclamações e fiquei triste por não ter pesquisado direito. Porém, aprender faz parte, né?! 

Enfim! Mochilar ainda é uma das minhas coisas preferidas e espero ter ajudado com essas dicas. Se você tiver experiências e dicas, compartilhe com a gente aí nos comentários! <3

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