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B não é de Biscoito: 5 vídeos sobre o universo bissexual

17 de julho de 2019

Descobrir uma orientação sexual diferente da heterossexualidade, tida socialmente como o normal e aceitável, é um processo individual e, geralmente, tortuoso por vários motivos: LGBTfobia internalizada, autonegação e até falta de conhecimento sobre o diferente. Afinal é possível se atrair sexualmente e romanticamente por mais de um gênero? Sim, é perfeitamente possível! A bissexualidade é invisibilizada diariamente, até mesmo por uma parcela da comunidade LGBT+, mas existe e estamos aí! Por isso, muitos bissexuais demoram um pouco para se entender e assumir como tais, infelizmente. O B de LGBT não é de Beyoncé, é de bissexual!

Para você que tá curioso sobre a bissexualidade, não importam quais os motivos para isso, preparei uma seleção de videos para ajudar um pouco. O meu critério de escolhas se baseou na diversidade de experiências, perguntas e diferentes maneiras de autodescoberta. Embora os relatos tenham pontos em comum, o momento de se descobrir bissexual é diferente para todos.

Caso ainda não se entenda completamente ou esteja em dúvida, não se preocupe! O processo de autoconhecimento demora o tempo que tiver que ser levado. Não existe tarde ou cedo demais para sair do armário, pode confiar. Só conseguimos assumir o que nos sentimos plenamente à vontade para expor. E se assumir como LGBT+ ainda é um tabu, mesmo que isso esteja diminuindo continuamente na base de muita luta. Por isso, não tenha pressa para escancarar o armário. Aperte o play e aproveite os vídeos para refletir, dar risada ou se identificar!

BISSEXUALIDADE – Saindo do armário! | featsabi
BISSEXUAIS SAO CONFUSOS c/ Thiessita #CriandoOrgulho | Luci Gonçalves
BISSEXUAL: TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER FT. PRETA ARAÚJO #OrgulhoDeSer | ellora
SOU BI, E AGORA?! | Dora Figueiredo
BISSEXUAIS RESPONDEM: prefere namorar HOMEM ou MULHER? | Põe Na Roda
Patrinando

A gente não quer só música

16 de julho de 2019

A arte reflete a realidade. Não importa qual seja: cinema, pintura, literatura. E obviamente, claro que na música não é diferente. Por isso, temas políticos devem  sempre estar presentes. Invariavelmente política faz parte do cotidiano. Movimentos sociais pautam conversas, maneiras de agir e mudanças em vários aspectos. Isso não quer dizer necessariamente que tem a ver com um determinado partido político, afinal movimentos sociais costumam durar décadas, sobrevivendo aos diferentes tipos de ideologias e práticas governamentais. Por isso que a cultura incomoda os autoritários e fascistas. Eles não a compreendem e nem a apreciam totalmente. Não possuem a sensibilidade para a emotividade sincera, seja amor, raiva, tristeza.

Mas pra quê estou abordando esse assunto? A política brasileira (e mundial, convenhamos) não é desesperadora o bastante? Sim, infelizmente é. Por isso mesmo que a música deve afrontar, questionar, escandalizar, fazer pensar sobre isso. Em tempos desesperadores, a arte renasce e ferve por todas as partes. O caos pode gerar o belo. É uma forma de sobreviver e não perder a sanidade diante de fatos enlouquecedores. E quando um artista tem como público-alvo alguma minoria social, como LGBT+, negros ou mulheres, é dever apoiar as causas, falar sobre isso, não ser covarde e fazer média. Senão fica claro que não se importa nem um pouco com quem consome. Isso deveria ser mais importante do que o lucro.  Mas lamentavelmente ainda vemos o constrangimento de alguns artistas em se posicionar e perder dinheiro.

Quero comida, diversão, balé, funk e tudo que tenho direito, parafraseando tortamente os Titãs. Quero dançar, cantar, incomodar, rir, chorar e protestar. E realmente não quero estar só nisso. Uma andorinha só não faz verão. Precisamos de andorinhas, papagaios, gatos e da fauna toda. Vem todo mundo, vamos mostrar que estamos aqui. Precisamos urgentemente mudar essa estação tenebrosa que vivemos.

Li, Gostei, Resenhei

A lista do ódio – Jennifer Brown

15 de julho de 2019

Autora: Jennifer Brown
Editora: Gutenberg;
Páginas: 336;
Sinopse: E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista das pessoas e das coisas que ela e Nick odiavam. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, depois de passar o verão reclusa, se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio.

Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas. A lista do ódio, de Jennifer Brown, é um romance instigante; leitura obrigatória, profunda e comovente. (Skoob)

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Li, Gostei, Resenhei

Persépolis: completo – Marjane Strapi

8 de julho de 2019

Autora: Marjane Satrapi;
Editora: Quadrinhos na Cia.;
Páginas: 352;
Sinopse: Marjane Satrapi tinha apenas 10 anos quando viu-se obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979, ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita, apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão dos persas. 25 anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que transformou-se, Marjane, emocionou leitores de todo o mundo com sua autobiografia nos quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o popular encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor infiltra-se no drama, e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar. (Skoob)

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Azar Crônico

Rondônia: fazendo as pases com o meu estado

4 de julho de 2019

Nasci e cresci em Porto Velho, Rondônia. E confesso que em boa parte da minha história, também culpei o estado. Também culpei a falta de mercado para a minha profissão. Também pensei que ir para outros polos me faria alguém melhor. Me abriria mais espaço. Me faria atingir novos níveis. Mas, de coração aberto aqui, preciso dizer que fazer as pazes com Rondônia foi uma das melhores coisas que eu já fiz. Entretanto, sei que a maior parte dos leitores do blog são de outras regiões. E, de ante mão, ressalto que nossas realidades são bem distantes. É exatamente por isso, que preciso contextualizar um pouco. Sendo assim, vamos do começo? 

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Patrinando

O show da minha vida

2 de julho de 2019

A minha banda favorita é o Queen, isso não é nenhum segredo. Ouço realmente todo santo dia. Embora eu tenha nascido após a morte do Freddie Mercury, sempre quis ir em um show da banda. Afinal, depois disso, o Queen continuou a tocar, homenageando o inesquecível vocalista, e sempre convidando diferentes cantores para completar a banda.

Em 2015, a banda anunciou uma turnê em conjunto com o Adam Lambert, quem atualmente assume os vocais. Fariam uma apresentação em São Paulo e no Rock in Rio. Obviamente fiquei louca para ir. E conseguir ir. A emoção foi indescritível: não conseguia acreditar que estava vendo Brian May e Roger Taylor bem na minha frente, que minhas músicas favoritas estavam sendo tocadas ao vivo. Quando começou os primeiros acordes de Under Pressure, senti que estava no paraíso.

O show inteiro foi repleto de emoção. Na hora em que tocou Love of My Life, Adam Lambert se retirou do palco e Brian May assumiu o vocal, quase recriando o icônico momento do Rock in Rio de 1985 em que a multidão brasileira entoou a música e deixou a banda, principalmente Freddie, extremamente surpresos. Queria chorar, gritar, rir.

Para mim, música é transcendental e sinestésica. Eu não só ouço, mas também sinto, danço, muda meu humor. Quando me deixo levar pela música em um show é um ritual energizador. Vale muito mais a pena para mim frequentar apresentações musicais do que um culto religioso, por exemplo. Música é minha religião. Não me sinto bem indo em igrejas ou lugares do tipo.  A energia do ambiente me aterroriza. Mas em um show, a sensação que tenho deve ser parecida com a de uma pessoa que tem fé forte no divino, seja qual for. É inefável. Ou qualquer outro adjetivo diferente.

 

Popcorn

Rocketman: Elton John transparente e explosivo

22 de junho de 2019

Categoria: Filme;
Gênero: Biografia, drama, musical;
Duração: 121 minutos;
Roteiro: Lee Hall;
Sinopse: A história de ascensão do cantor Elton John, de um aluno prodígio da Academia Royal de Música até uma lenda do rock nos anos 70. (Filmow)

Musicais geralmente costumam ser grandiosos, vibrantes, fabulosos e contagiantes, mesmo que alguns sejam considerados (com razão) cafonas. Por isso, Rocketman é um musical de respeito: drama, romance e comédia. Tudo isso baseado em fatos escandalosamente reais, que é a vida de um dos mais emblemáticos cantores britânicos de todos os tempos, Elton John.

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Patrinando

Receita do pop brasileiro: farofada boa

18 de junho de 2019

Quem não curte um bom pop que atire a primeira pedra. Nem que seja para ouvir somente em festas para dançar quando estiver com teor alcoólico alto no corpo. O pop é um dos gêneros musicais mais abrangentes e revolucionários que existe. Ditam tendências, tocam exaustivamente nas rádios, aparecem em várias propagandas na Internet, influenciam comportamentos. Tudo isso ajuda a fomentar uma certa birra e aversão pelo gênero.

Os brasileiros têm uma certa tendência a menosprezar os produtos nacionais e consumir conteúdos estrangeiros e, majoritariamente, americanos. E com a música pop certamente não é diferente. Mas a safra atual de cantoras pop e drags queen está começando a mudar um pouco isso, ainda bem.

YoYo, música da Gloria Groove com  IZA, é uma farofa gostosa. As duas têm vozes poderosas, são carismáticas e dançam muito bem. O clipe já inicia com uma referência ótima: Telephone, parceria icônica da Lady Gaga com Beyoncé. É como se fosse uma continuação do clipe das divas norte-americanas. Além disso, é uma sequência de Coisa Boa, da própria Gloria Groove, outro clipe que conta com várias referências às parcerias da drag.

Outro lançamento popzeira é Garupa, da Luísa Sonza com Pabllo Vittar, que continua indo longe demais. As loiras fizeram um clipe tipicamente sexy, com letra realmente grudenta e que menciona o famoso funk dos anos 2000, Dança da Motinha, que tocou muito em festinhas, rádios e barzinhos pelo Brasil afora. A melodia tem uma pegada funk bem forte. Bem difícil não rebolar a raba ouvindo.

O pop brasileiro é bom, vale a pena ouvir e acompanhar, assim como é feito diariamente com divas gringas. A farofa, prato tipicamente nacional, está cada dia melhor e consistente. Música pode ser várias coisas, inclusive puro entretenimento. E não há nenhum problema nisso. Se solta e dança aí!

Li, Gostei, Resenhei

Olá, adeus e tudo mais – Jennifer E. Smith

17 de junho de 2019

Autora: Jennifer E. Smith;
Editora: Galera;
Páginas: 272;
Sinopse: Um romance divertido e emocionante, que explora as escolhas difíceis que surgem quando a vida e o amor conduzem a direções opostas. Ir para a faculdade é um momento emocionante e aterrorizante ao mesmo tempo. Ainda mais se você estiver em um relacionamento em que não tem certeza de seu próximo passo. Clare e Aidan têm apenas uma coisa a fazer na noite antes de partirem para a faculdade: descobrir se devem continuar namorando ou terminar. Ao longo de doze horas, eles irão refazer os passos do relacionamento, na tentativa de descobrir algo no passado que possa ajudá-los a decidir sobre o futuro.

A noite os leva a amigos e familiares, marcos simbólicos e lugares inesperados, verdades dolorosas e revelações surpreendentes. Mas, conforme as horas passam e a manhã se aproxima, chega o momento inevitável do adeus. A questão é será um adeus momentâneo ou para sempre? (Skoob)

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Popcorn

Justiça: para ter orgulho das produções nacionais

15 de junho de 2019

Gênero: drama;
Ano: 2016;
Roteiro: Manuela Dias;
Direção: José Luiz Villamarim;
Sinopse: Quantas vezes você já se pegou questionando a Justiça do nosso país? Em uma noite, na cidade de Recife, 4 vidas são completamente mudadas após se envolverem em crimes diversos. Ao questionar valores morais, a trama aborda histórias diferentes, que se cruzam e se enlaçam em um roteiro de cair o queixo. 

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