Eu sei que é um título estranho para uma coluna sobre música, afinal silêncio é o oposto de tudo que abordo aqui. Porém, por mais que a ideia pareça estranha, permanecer em silêncio também é uma boa ideia. Por mais que eu goste de sair, dar rolês e ir em shows, sou introvertida. Quando falo isso, as pessoas costumam estranhar já que a introversão é erroneamente ligada a timidez. Nem todo introvertido é tímido, mas todos precisam ficar sozinhos para recarregar as baterias, principalmente a mental.
Fotografia é uma das artes mais bonitas e valiosas na minha opinião. Afinal, é uma outra forma de contar histórias. Sobretudo porque marca momentos, registra a moda da época, guarda memórias. É lindo e tem muitos fotógrafos cada vez melhores nesse processo de registrar. Visto que, fotografar não é só apertar um botão, né? É preciso ter todo um cuidado na hora de configurar o equipanto, editar as fotos e, principalmente, o olhar para compor a foto. Pois é o olhar do fotógrafo que vai fazer a diferença no registro. Hoje em dia, as fotos estão ganhando um ar mais natural e suave. Sendo assim, aquelas fotos posadas e mecânicas vem perdendo espaço por aqui. Graças aos céus! Enfim, chega daquelas plumas anos 2000 e dos ensaios de quinze anos esquisitos.
Sabe aquele artista completamente singular e que parece simultaneamente uma mistura bem-sucedida de outros? E que te impacta à primeira ouvida? Um exemplo extremamente claro disso é Filipe Catto, cantor gaúcho que com certeza merece ser mais (re)conhecido.
Ele me lembra muito os maravilhosos Ney Matogrosso e Marina Lima. A voz límpida e cristalina prende o ouvinte. As letras são fortes e verdadeiras. A persona ultrapassa várias coisas: gêneros, estilos musicais, moda. É como se fosse um furacão brilhante, que arrasa não só a superfície, mas como arranca tudo do chão. Na turnê O nascimento de Vênus, Catto brilha tal qual a deusa romana do amor, que foi representada na pintura homônima de Botticelli. Aliás, o amor é tema recorrente nas canções de Catto: paixões avassaladoras, fortes desilusões e vinganças, tudo com bastante densidade.
Pensei em falar sobre isso em um video e, talvez, eu até faça isso mais para frente. Talvez não tenha espaço suficiente para falar tudo aqui, mas sou melhor escrevendo, então preferi não arriscar. Por enquanto.
Ser demitida, na cultura do nosso país, é a pior coisa que pode te acontecer. Você “suja” a sua carteira de trabalho e meio que te prejudica a conseguir novas oportunidades. É engraçado pensar nisso, agora, um ano depois, sabe? Principalmente, por que ao contrário do que o conhecimento popular, ser demitida foi a melhor coisa que me aconteceu. Até por que, eu passei a criar minhas próprias oportunidades e isso fez muito mais sentido do que esse papo de sujar a carteira. Mas, eu preciso voltar um pouco na história, para te explicar melhor sobre tudo.
Andando pelos stories do Instagram, esbarrei em uma publicação (clique aqui para ver) que questionava a pressão que sofremos para sermos bem sucedidos aos 20 e poucos anos. Portanto, o post começa, justamente, questionando de onde vem essa informação. Talvez a culpa seja da geração passada, que aos 20 e poucos já eram nossos pais e pareciam muito bem estabilizados em seus trabalhos. Talvez, a culpa seja das novas profissões, como bloggers e vloggers, que aos 20 e poucos já construíram um império e nós, pobres mortais, esperamos que o curso de graduação acabe logo. Por outro lado, a culpa seja de algo muito maior, que não conseguimos compreender. Mas, será mesmo que precisamos achar um culpado? Apontar o dedo para um motivo pode causar alívio, mas não soluciona o problema. Não soluciona mesmo.
Achei esses dias uma playlist no Spotify chamada “Guilty Pleasures”. Para quem não conhece a expressão em inglês, é sobre aquilo que temos vergonha em gostar, um prazer culpado. Olhei a lista, que estava recheada de músicas legais, geralmente dançantes. Muita coisa do que gosto e ouço diariamente estava lá. Desde então fiquei pensando: pra quê nos culpamos de gostar de algumas coisas consideradas bobas? Temos que manter realmente uma pseudo pose de baluartes do “bom gosto”? Devemos realmente ligar para a maioria das críticas e dos críticos?
Sinceramente acho tudo isso extremamente desnecessário, me dá certa preguiça. Geralmente o clichê do parâmetro para o que é considerado bom é elitista, pasteurizado e se apropria de elementos culturais populares após dar uma maquiada (bem porca) para parecer “sofisticado”. E tudo que foge desse conceito é rotulado precipitadamente como ruim ou vulgar. Aí vem a vergonha em admitir que gosta. Quem nunca disse ”ah, mas só ouço em festa”, ”danço quando estou bêbada” ou ”fulano que ouve, eu não” porque se sentiu inseguro em gostar de algo? Principalmente em um ambiente que sabia que não seria bem aceito ser verdadeiro.
Por isso, vai um apelo: não sinta vergonha do seu gosto musical. Seja sem vergonha mesmo, não se deixe afetar pelo pseudo gosto renomado alheio. A vida é muito curta para ser realmente sério. Ou fingir pateticamente isso. Talvez a seriedade esteja em não se deixar levar por paranoias aprisionantes. Curta verdadeiramente o prazer de viver sem culpa. Como cantava Jair Rodrigues: ”Deixe que digam, que pensem, que falem“. Chega de prazer culpado: admita. Mentir continuamente é uma das piores ciladas em que podemos cair porque nos anula. E a música é uma arte tão rica, gostosa e diversa que deve ser apreciada em sua totalidade sem preconceitos e moralismos bestas.
Nunca tinha pintado o cabelo. Por muitos motivos. Medo de danificar demais, medo de perder a cor natural, medo de não ficar como eu gostaria… Medo de tudo, na verdade. Mas, vontade nunca faltou. Sempre quis um cabelo colorido para chamar de meu. Além de achar que talvez um ruivo fosse ficar bacana e, quem sabe, até um loiro. Só que eu realmente gosto do tom original e não teria coragem de perder 100% a cor natural. Portanto, sempre soube que quando eu fosse pintar, provavelmente seria só as pontas. Eis que, do nada, me deu um surto de coragem no inicio de julho e era agora ou nunca. Cá estou eu, com as madeixas rosadas e pronta para explicar todas as expectativas e realidades desse processo. Sendo assim, se você também quer pintar, espero sanar suas dúvidas e se, por ventura, você já pinta, deixa suas diquinhas nos comentários, por favor? Estou precisando!
Autor: Orlandeli;
Editora: Panini Comics;
Páginas: 100;
Sinopse: Em Arvorada, Chico Bento, o caipira mais famoso dos quadrinhos, leva uma daquelas lições que a vida de vez em quando dá em todos nós. Porque nem tudo pode ser deixado pra depois… Numa reinterpretação belíssima do clássico personagem Mauricio de Sousa, o premiado cartunista Orlandeli cria uma história tocante, com visual magnífico e momentos de amor, dor, humor, mistério e, especialmente, aprendizado. (Skoob)
Eu não sei vocês, mas amo fazer qualquer coisa ouvindo música. Ler, passear com os cachorros, andar de carro, tomar banho, lavar louça… Enfim, tudo mesmo! Mas, quando o assunto é trilha sonora para escrever, aí tem que ter um cuidado todo especial. Sempre escolho uma música para dar o tom do que quero escrever naquele dia. Se estiver pronta para escrever sobre algo que me deixa triste, certeza que a trilha sonora irá pesar mais do que a nossa playlist para chorar. Mas, se a história do dia tiver uma vibe de empoderamento ou super feliz, você já pode imaginar eu escrevendo enquanto danço por que é exatamente o que acontece. Falando em músicas para escrever, tenho quase certeza que a Patrine ouve as músicas dos artistas sobre quem ela vai falar no dia. Mas, esse é só um palpite.
Eu comecei e recomecei esse texto várias vezes. Parte por não saber por onde começar. Afinal, são 6 anos e eu ainda nem acredito que esse cachorro realmente voltou para casa. Juro. Parte por que mexeu muito com o meu emocional, já que foi o último cachorro do meu pai. Parte por ainda estarmos com medo e assombradas pelos sequestradores do Apolo. Real, não tenho outro nome para chamar essas pessoas. Espero que a história tenha ficado compreensível e que você não se importe de eu citar Deus e o meu falecido pai. Vai saber se você não é agnostico ou ateu, né? Mas, eu também não sei achar outra explicação para essa história toda ter acontecido.
Contextualizando a era “Dingo”
Papai era louco por uma raça de cachorros chamada Cocker Spaniel. Mas, eles tinham que ser preto e branco, ter o rabinho cortado na altura certa e sempre se chamavam Dingo. Não me pergunte por que ele era metódico com cachorros. Ele era e ponto final. Foram uns 3 Dingos antes de eu chegar na vida do meu pai. E mais dois depois. O primeiro deles, chegou quando eu tinha 4 anos. Lembro de ouvir meu pai contar que era o cachorro que tinha que escolher você. Quando ele chegou no pet shop, o nosso Dingo era o que tinha sobrado de uma ninhada. Já tinha uns 4 meses até, não era tão filhotinho. Quando ele foi solto de onde estava, esnobou meu pai e correu para o fundo da loja. Papai estalou o dedo, chamou “Dingo” e ele correu para o colo dele. Foi assim que Dingo nos escolheu.