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8 palestras no TEDx feitas por mulheres brasileiras incríveis

3 de abril de 2019

Palestras no TEDx me deixam completamente louca. Mas, deixa eu explicar. Afinal, as pessoas costumam levar o louca como algo negativo. Me emociona como uma palestra, de mais ou menos 17 minutos podem ensinar tanto. Como podem abrir a sua mente para tantas coisas e gerar empatia sobre realidades que você não vive. Mas, acima de tudo isso, eu amo ver palestras no TEDx que foram ministradas por mulheres. A gente se sente representada, sabe? Afinal, não tem para onde correr. Quando você não vê seu (sua nesse caso) semelhante em um lugar que você gostaria de ocupar, algo dentro de você pode entender que aquele lugar não está aberto para você. Ou seja, quando vejo palestra de mulheres, debatendo questões tão importantes para nós, meu coração enche de alegria.

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Li, Gostei, Resenhei

Roube como um artista – Austin Kleon

1 de abril de 2019

Roube como um artista

Autor: Austin Kleon;
Editora: Rocco;
Páginas: 160;
Sinopse: Verdadeiro manifesto ilustrado de como ser criativo na era digital, Roube como um artista, do designer e escritor Austin Kleon, ganhou a lista dos mais vendidos do The New York Times e figurou no ranking de 2012 da rede Amazon ao mostrar – com bom humor, ousadia e simplicidade – que não é preciso ser um gênio para ser criativo, basta ser autêntico. Baseado numa palestra feita pelo autor na Universidade do Estado de Nova York que em pouco tempo se viralizou na internet, Roube como um artista coloca os leitores em contato direto com seu lado criativo e artístico e é um verdadeiro manual para o sucesso no século XXI. (Skoob)

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Popcorn

Durante a tormenta: filme que aborda o efeito borboleta

30 de março de 2019

Gênero: Drama, thriller;
Ano: 2019;
Roteiro: Oriol Paulo e Lara Sendim; 
Direção: Oriol Paulo;
Sinopse: A interferência entre dois planos paralelos, 1989 e o presente, faz com que Vera, uma mãe feliz e casada, salve a vida de um menino que viveu a 25 anos atrás. Mas as consequências de sua boa ação provocam uma reação em cadeia que a faz acordar em uma nova realidade, onde sua filha nunca nasceu. (Filmow)

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Being Êrica

Hello, Anxiety: desligar a mente em 3, 2, 1…

28 de março de 2019

“Penso em não pensar e daí já pensei, faço planos pra agosto de 2026. É tanta coisa que nem lembro e gente que conheço, tudo isso em pensamento, se eu não durmo eu enlouqueço”. Se você também se identificou com esse trecho da música 2026, da banda Lagum, provavelmente é uma pessoa tão ansiosa quanto eu. E olha que aqui existe ansiedade de sobra, viu? Mas, tem horas que essa agitação toda na nossa cabeça irrita. Cansa. E maltrata. Quando a ansiedade bate a nossa mente é nossa pior prisão. Inclusive, tem momentos que nada adianta, só dormir mesmo, como a própria música diz. Claro que o mais aconselhavel aqui é procurar um psicólogo e tratar suas questões da forma correta. Mas, na falta desse atendimento, algumas coisinhas já me ajudaram a desligar a mente. Portanto, pode ser que te ajude ou não, mas não deixa de procurar um médico, ok?

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Patrinando

Especial: como aproveitar festivais musicais

26 de março de 2019

Sou uma grande fã de festivais de verdade. É realmente muito bom conhecer artistas e bandas novas, além de ficar imersa numa vibe boa durante horas sem precisar consumir nenhuma substância química ou sintética. Pelo menos  não consumo nada. Para mim é sempre uma experiência sinestésica e simultaneamente recompensadora naturalmente.

E por isso, para quem quiser aproveitar sempre o máximo dos festivais e está meio perdido, darei algumas dicas. Ainda mais que na primeira semana de abril tem a edição brasileira do Lollapalooza, que dura três dias (bem agitados) com atrações variadas. Mesmo que não vá no Lolla, mas costuma frequentar outros tipos de festivais, não tem nenhum problema. Pago ou gratuito, o que importa verdadeiramente é a experiência.

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Li, Gostei, Resenhei

Os 13 Porquês – Jay Asher

25 de março de 2019

Os 13 porquês

Autor: Jay Asher;
Editora: Ática;
Páginas: 256;
Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, uma colega de classe e antiga paquera, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento. (Skoob)

Terceira temporada da série vem aí e agora?

Esse é daquele tipo de livro que você marcou como “Vou Ler” no Skoob há anos, mas nunca lê. Inclusive, posterguei por tanto tempo a leitura dele, que chego a ficar envergonhada. Porém, vamos ao que importa: Os 13 porquês é narrado por Clay. Um garoto como outro qualquer, que vê sua vida mudar totalmente depois de receber uma caixa com 7 fitas cassetes. Em cada uma delas, um número (de 1 à 13) pintados com esmalte. A partir disso, ao colocar as fitas para tocar, a voz de Hannah Baker toma conta do ambiente. Mas, aí temos duas situações. Sendo elas: 1- Clay era apaixonado por ela; 2- a menina se matou alguns dias antes do Clay receber a caixa. Ou seja, gravou cada uma dessas fitas para contar os seus motivos para ter feito isso.

Cada um dos motivos é relacionado com uma pessoa diferente e todas essas pessoas devem receber e ouvir todas as fitas, repassando para o próximo da lista. Além disso, dias antes da morte de Hannah, o garoto tinha recebido um mapa da cidade com algumas marcações. Mas, é só durante as narrações dela que os lugares marcados no mapa ganham significado. O garoto fica bem confuso de começo, por que tem a certeza que não fez nada de ruim para causar o suicídio de alguém. Portanto, a medida que a narração dela vai se desenrolando, ele vai narrando as próprias emoções. E, principalmente, o que acontece enquanto ele anda de um ponto a outro da cidade.

As pessoas são umas caixinhas de surpresa

Querendo ou não, Clay teve o motivo mais importante da lista. Enquanto caminha pela cidade e escuta a fita, Clay muda a concepção que tinha sobre muitas pessoas citadas nas fitas. Além de mudar a concepção que tinha sobre Hannah, percebendo que na verdade não conhecia a garota tão bem e que ela tinha muito mais a esconder do que ele poderia imaginar. Não sei se por eu ter lido esse livro em seguida de “Cidades de Papel” do John Green (lá em 2015), mas me lembrei muito dele durante essa leitura. Inclusive, talvez seja por que é narrado por um garoto que fica indo atrás de pistas deixadas por uma personagem misteriosa. Mas, Os 13 porquês é mais atrativo por ter duas narrativas diferentes.

Me impressionei muito com a escrita do autor. Narrou super bem problemas que as mulheres sofrem diariamente, com muita sensibilidade. Ele conseguiu transmitir perfeitamente as emoções da Hannah e do Clay. O livro é lindo e cheio de reflexões para a vida mesmo, chorei horrores. Indico para TODO MUNDO! E a série? Isso é assunto para outra categoria aqui do blog, inclusive tem post sobre a primeira temporada (que é a única relevante com o livro). Mas, se eu fosse você, se agarrava ao livro e deixava aquele roteiro maluco pra lá (pelo menos a segunda e terceira temporada que está chegando). 

Beijos e até a próxima resenha!
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Popcorn

Coisa mais linda: primeiras impressões da série brasileira

23 de março de 2019

Gênero: drama;
Ano: 2019;
Roteiro: Giuliano Cedroni, Heather Roth, Pati Corso;
Direção: Caito Ortiz, Hugo Prata, Julia Rezende;
Sinopse: Maria Luiza é uma jovem conservadora com pais rígidos que é abandonada pelo marido no Rio de Janeiro. Determinada a ficar na cidade, ela abre um clube de bossa nova e faz amizade com um grupo de moças liberais e feministas, que mostrarão a ela toda a revolução sociocultural que aconteceu ao redor do mundo nos anos 50. (Filmow)

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Li, Gostei, Resenhei

Mulheres Incríveis – Kate Schatz

18 de março de 2019

Autora: Kate Schatz;
Editora: Astral Cultural;
Páginas: 138;
Sinopse: Feche seus olhos e pense numa pirata. Agora imagine uma espiã. Ou uma presidenta. Pense numa guerreira em ação. Uma grande pintora ou na maior jogadora de futebol de sua época. Estas são apenas algumas das mulheres incríveis que você encontrará neste livro. São 44 perfis de mulheres extraordinárias, numa coleção de histórias que começa em 430 antes de Cristo e alcança os dias de hoje. Da Mesopotâmia até a Antarctica, “Mulheres Incríveis” conta a história de vida de jovens e adultas transgressoras, que subverteram leis, lutaram por menos desigualdade entre gêneros e ajudaram a construir um futuro melhor para todos nós. (Skoob)

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Popcorn

Documentário Jaci: Sete pecados de uma obra Amazônica

16 de março de 2019

Cartaz de divulgação de Jaci: Sete pecados de uma obra amazônica

Gênero: Documentário;
Ano: 2015;
Direção: Caio Cavechini, Carlos Juliano Barros;
Sinopse: Projeto de infraestrutura, a usina hidrelétrica de Jirau atraiu mais de 20mil trabalhadores ao interior de Rondônia a partir de 2009, promovendo um grande impacto na pequena vila de Jaci. Em 2011, uma rebelião paralisou os trabalhos da obra. Por quatro anos, este documentário levantou relatos e imagens, algumas coletadas pelos celulares dos próprios operários. Questionamentos ambientais, disputas trabalhistas, prisões e denúncias de pessoas desaparecidas fazem parte de um capítulo inacabado na dramática história do país. (Filmow)

Cena de Jaci: Sete pecados de uma obra amazônica

Sobre Jaci: Sete pecados de uma obra Amazônica:

O documentário Jaci: Sete Pecados de Uma Obra Amazônica, lançado em abril de 2015, tem como objetivo contar a histórias dos moradores do distrito de Jaci-Paraná, Rondônia, após a chegada de mais de vinte mil homens vindos para trabalhar na Usina de Jirau. Afinal, essa chegada trouxe um enorme impacto para o distrito e seus moradores. Realizado pelo Repórter Brasil, dirigido por Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros, foi gravado durante quatro anos, desde 2011 até 2014.

O documentário mostrou vários momentos da história, muitas vezes pelo ponto de vista dos moradores e trabalhadores, mas sem deixar de ouvir autoridades sobre o assunto. Por estar localizado entre as duas usinas construídas recentemente, outro momento marcante para esse povo, foi a cheia que deixou todo o distrito debaixo d’água em 2014. Inclusive, as usinas chegaram a ser citadas como um dos possíveis motivos causadores dessa enchente. O documentário também mostra a rebelião que causou os incêndios nos alojamentos, a prostituição, além de outros momentos e situações marcantes.

Jaci: Sete Pecados de Uma Obra Amazônica foi dividido em sete partes, classificando os pecados cometidos pelos moradores do distrito. Mais de 30 câmeras foram utilizadas, mostrando diferentes olhares sob uma única realidade. Desde câmeras profissionais (utilizadas pela equipe que produziu o documentário) até as amadoras como celular e câmeras compactas. Uma das coisas que mais me chamou atenção foi que os celulares quase não foram utilizados, já que em Jaci não pegava linha telefônica, poucos possuíam celular. Na maioria das imagens, você via uma porção de pessoas gravando com câmeras pequenas.

Cena de Jaci: Sete pecados de uma obra amazônica

A voz do povo é a voz de Deus:

Em Jaci: sete pecados de uma obra amazônica, quase não ouvimos uma narração de um repórter. Principalmente, por que a maior parte do documentário foi formado por falas de pessoas diferentes. Mas, sobre o mesmo assunto. Dessa forma, as falas foram se completando e formando um texto bem amarrado e completamente compreensivo. As falas, eram dos moradores de Jaci e dos trabalhadores da usina de Jirau, que narravam as imagens, sem aquele texto rico e trabalhado do repórter. Afinal, havia erros de concordância, demonstrando o vocabulário simples e de gente que não teve muitas oportunidades para estudar. Algumas entrevistas não seguiram o padrão de ter o entrevistado em frente à câmera. Ás vezes, ouvíamos a voz da pessoa e víamos ela em um bar bebendo ou em sua rotina de trabalho.

Documentário excelente e extremamente marcante. É ultra importante ao se propor registrar a história de um povo esquecido pelas autoridades. Inclusive, esquecido, muitas vezes, até pela população da capital de Rondônia, Porto Velho. Eu, que nasci e cresci na capital, acompanhei noticias das usinas durante todos esses anos. Mas não lembrava de tanta coisa que já aconteceu com esse povo. É uma realidade tão diferente, que não paresse que moram tão perto de onde eu vivo. É chocante pra todos que assistem. Infelizmente, é mais fácil para pessoas dos grandes centros assistir um documentário desse e voltar pra casa. Sendo assim, para nós que moramos ao lado, o que fica é a sensação de impotência e descrença na sociedade.