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Good Omens: Céu e Inferno unidos

27 de julho de 2019

Gênero: comédia, fantasia, mistério;
Ano: 2019;
Roteiro: Neil Gaiman;
Direção: Douglas Mackinnon;
Sinopse: Anjos e demônios são inimigos desde que Lúcifer se rebelou no Céu. As criaturas divinas que outrora eram anjos viraram demônios e foram para o Inferno. Então, sem amizade com o inimigo. Ou jantares no Ritz. Pegar carona? Nem pensar. Claro que a regra vale para todos, menos Aziraphale e Crowley. O primeiro é um anjo, o outro, demônio. Foram enviados para a Terra, desde o começo da humanidade, para garantir que o Armagedom acontecesse. Mas seis mil anos de convivência entre si e com os humanos são capazes de mudar a opinião de qualquer ser. Então, quando é hora do Armagedom começar, eles tentam impedir a qualquer custo, nem que tenham que se rebelar contra Deus e Satã. Este é o enredo de Good Omens, série da Amazon Prime.

Good Omens tem muitos personagens carismáticos. Aziraphale e Crowley são uma dupla incrível e amável interpretados respectivamente por Michael Sheen e David Tennant. Anathema Device, interpretada por Adria Arjona. é uma bruxa moderna e estilosa. E o arcanjo Gabriel, interpretado por Jon Hamm, é falso malandro. Tudo isso combinado com o roteiro de Neil Gaiman garante uma boa diversão.

Outra coisa que me convenceu a assistir Good Omens é a curta duração: só tem uma temporada de seis episódios com aproximadamente uma hora cada. É fácil de maratonar. Neil Gaiman recomenda que isso seja feito, ele até tuitou que a série foi feita para parecer um filme de seis horas, o que condiz realmente. O formato se deve ao fato de que a série é uma adaptação do famoso livro escrito por Gaiman e Terry Pratchett. Aqui no Brasil, o livro recebeu o nome de “Belas Maldições”.

Belos detalhes


Para quem é ligado em roupas, a caracterização dos personagens é ótima. A personalidade de cada um fica bem evidente. Os servos do Céu são adeptos das cores claras. Os do inferno, das cores escuras. Crowley sempre segue a moda humana à risca para poder se misturar e passar a imagem de um cara legal, mesmo que ele não goste de ouvir isso. Usa looks, óculos escuros e cortes de cabelo incríveis. Já Aziraphale é mais resistente às mudanças, não as acompanha tão rapidamente. O cabelo quase não é alterado durante os seis mil anos de vida terrestre. As roupas também não mudam tanto e são sempre em tons pastéis, mas isso não as faz menos bonitas, mantendo sempre a imagem de elegância.

Fora tudo isso, a série é rica em referências bíblicas, da cultura pop e históricas. Também há easter eggs que homenageiam o outro autor do livro, Terry Pratchett, que faleceu em 2015. E dois detalhes que gostei bastante: quem faz a voz de Satã é Benedict Cumberbatch, famoso por interpretar Sherlock na série da BBC e o Doutor Estranho nos filmes da Marvel. A escolha é boa, já que a voz dele é grave e facilmente se encaixa em personagens assustadores, como o dragão Smaug na trilogia O Hobbit. Já Deus, quem dá a voz é Frances McDormand, atriz americana. Sim, Deus é definitivamente uma mulher Toda-Poderosa que faz planos inefáveis, como diria Aziraphale.

Música do demônio

A trilha sonora é repleta de Queen, banda favorita de Crowley (e minha também), e rock clássico, geralmente britânico. Ou seja, “Bohemian Rhapsody” é perfeita para a série. “Belzeebub has a devil put aside for me”, um dos trechos da música, cai como uma luva. Beelzebub, o Lorde do Inferno e rei das moscas, aparece bastante nas cenas. Além disso, há várias melodias autorais de  David Arnold, que completam cada cena da série de forma harmoniosa. Gostei tanto que até rendeu este post aqui no blog, já que esse detalhe ajudou a me viciar ainda mais.

Não importa se realmente acredita no Céu, Inferno, em bruxas ou no Kraken. Ou se ouve rock, dança gavotte ou prefira as peças trágicas de Shakespeare. Portanto, Good Omens é para todos os públicos, crenças, idades e estilos.

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