Dois Quartos

Vamos falar sobre orgulho

25 de setembro de 2019

Ah o orgulho…Aquele negocinho que pode fazer a gente transbordar de alegria ou fazer a gente transbordar frustração. Que nos impede, muitas vezes, de fazermos aquilo que realmente queremos, mas também pode nos impedir de fazer muita bosta. Então, vem cá. Vamos falar sobre orgulho.

Eu sou muito familiarizada com o orgulho. Lido com ele a minha vida toda. Afinal, sou leonina. Meu sobrenome é orgulho. Mas, nos últimos tempos, percebi que, se não for usado com parcimônia (hoje eu quero usar palavras difíceis), ele pode fazer você virar uma pessoa amarga, sem família, sem amigos.

Tá, posso ter exagerando um pouco. Mas é que eu tô vendo muita gente se agarrando a esse sentimento em nome da autodefesa. Com medo de se machucar, as pessoas…não, péra…quem é que eu tô querendo enganar. Pleno 2019 e eu ainda me fazendo. “As pessoas”, não. Nós.

Nós temos medo de nos machucarmos e escondemos, engolimos nossos sentimentos, nossas vontades e desejos.

Tudo bem que isso também faz parte do medo da rejeição. Mas, uma hora ou outra, vamos ser rejeitados nessa vida. Não vai ser todo mundo que vai querer ficar com a gente, por exemplo. Mas, fico me perguntando se vale a pena não dizer que gosta pelo medo de não ser correspondido. E se acontecer de você ser correspondido, sabe?

E também tem o perdão. Ou, melhor dizendo, a falta dele. É claro que existem níveis de mancadas. Umas nunca devem ser perdoadas. Eu sou a primeira a dizer e admitir isso. Mas não perdoar alguém porque seu orgulho foi ferido, porque você não quer ser feito de trouxa, porque você acha que a pessoa merece ser punida por ter te magoado e você não perdoar é uma forma de castigo pra ela, muitas vezes, pode afetar tanto x vacilão/vacilona, quanto você.

Ou ainda, os joguinhos que criamos pra nunca acharem que estamos vulneráveis.

Quando começamos a achar que nunca podemos demostrar demais, que nunca podemos responder uma mensagem assim que ela chega pra gente, que nunca podemos dizer aquelas três palavrinhas primeiro? Quer dizer, como é que vamos mostrar que estamos interessados, se não mostrarmos que estamos interessados porque alguém disse que se fizermos isso, a outra pessoa vai perder o interesse?

Vamos falar sobre esse orgulho.

Existe aí o equilíbrio. Eu não tô falando que é pra você correr pra porta dx @, levantar um rádio com as mãos em plena tempestade e se declarar (você faz isso se você quiser). E também que é pra você se declarar pra alguém que, claramente, não te acrescenta em nada ou pra alguém que te fala várias groselhas, mas só te frustra. Mas, quando você sentir, deixe isso claro. O que a pessoa fará com essa informação, é problema dela. Assim como a forma que ela vai lidar com isso.

Diga que você gosta da companhia, responda a mensagem se você não estiver fazendo nada, perdoe quando o perdão é possível, não pague na mesma moeda só pra punir, diga EU TE AMO.

Afinal, como já dizia o Art Popular: “o orgulho mata o sonho que nos faz viver.”

<3

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