Dois Quartos

Uma conversa esclarecedora e inspiradora sobre espiritualidade

18 de dezembro de 2019

silhueta pessoa com braços abertos a beira mar

Ontem, domingo (porque eu estou escrevendo esse texto em uma segunda), eu tive uma conversa esclarecedora e inspiradora sobre espiritualidade. A pessoa com quem eu tive essa conversa é uma das mais “bicho-grilo” que eu conheço. E uma das mais resolvidas com ela mesma em relação a isso. O que me ajudou a entender um pouco mais esse quesito que, há algum tempo atrás, não tinha nenhum espaço na minha vida.

Sabe, eu nunca fui muito de acreditar em alguma coisa “maior”. Eu sempre fui mais cética e da turma do ver para crer. Mas, de uns tempos pra cá, eu tenho percebido que essa crença em alguma coisa está, sim, me fazendo falta. Não sei se é uma percepção por necessidade ou porque, assim como essa pessoa que eu conversei essa semana, muita gente crente em algo está entrando na minha vida. Talvez por eu ver como essa crença em algo divino (ou não) pode trazer um pouco de conforto e paz pra uma pessoa.

Antes eu via religião, espiritualidade, rituais, oração, essas coisas, como algo fantasioso. Algo como uma muleta na vida de pessoas que precisavam se apoiar em algo.

Agora eu estou percebendo que, sim, essas coisas servem pra isso. E isso não é uma coisa ruim.

Estou começando a enxergar que crer no que quer que seja, pode te dar forças. Pode te dar suporte pra você conseguir fazer o que deseja e realizar seus sonhos e tudo mais.

Talvez uma religião, ou só acreditar em uma força maior, ajude o ser humano a ter um propósito. A se apoiar em algo que ele possa contar em um momento difícil. A procurar algo que o faça suportar algo, muitas vezes, insuportável. Saber que há uma comunidade que pode te resguardar e te ajudar, pode ser um alívio pra muita gente que não sente que tenha esse suporte fora dessa fé.

É claro que eu não defendo que uma crença vá fazer coisas mágicas por nós. Também, é óbvio, que não defendo nenhum tipo de fanatismo. Mas pensar religião como uma rede de apoio, é muito válido.

Também não adianta encontrarmos esse apoio e querer impô-lo aos outros. Tenho a convicção que sua crença e sua verdade são apenas suas e de quem concorda de livre e espontânea vontade com ela.

Assim como também acho mais do que válido não acreditar em nada. Se é isso que te faz bem e é o que funciona pra você, por que não? Assim como disse no texto passado, se não prejudica a você e ao o outro, você deve ser livre para fazer o que quiser.

E, no final, o que pude concluir depois dessa conversa esclarecedora e inspiradora sobre espiritualidade é que, quer você acredite em Buda, em Jah, em Deus, em uma força do Universo, tudo se resume a uma coisa : amor.

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