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Quem é você, Alasca? – John Green

21 de janeiro de 2019
foto do livro Quem é você, Alasca?
Autor: John Green;
Editora: WMF Martins Fontes;
Páginas: 229;
Sinopse: Quem é Você, Alasca? – Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao “Grande Talvez”.

Quem é você, Alasca? conta a história do Miles Halter, o Gordo. Um garoto que nunca teve amigos, inteligente e que coleciona as últimas palavras ditas por grandes personalidades antes de morrerem. Então, ele decide se matricular em um colégio interno, para buscar o “grande talvez” dele, baseado em uma citação de François Rabelais. Na nova escola, ele conhece Chip (O General) seu colega de quarto, um baixinho invocado, porém divertido que lhe apresenta Alasca Young, uma garota de lua e super complicada, misteriosa, que adora deixar informações sobre ela “no ar”. Gordo acaba se apaixonando por ela logo de cara (obvio, que isso ia acontecer, né?).
“Vou-me em busca de um grande talvez. Baixai o pano, que a farsa terminou.” 
A moça é engraçada e faz tudo o que “der na telha”. Ou seja, bebe, fuma e outras coisas, fazendo com que não seja exatamente a companhia em que os pais de Miles sonharam para ele. Mas, no fundo, essas atitudes fazem com que Gordo passe por novas experiências e conheça novas pessoas. No geral não tem uma trama, uma investigação que desenrola na história. Dessa forma, são só adolescentes vivendo normalmente, dia após dias. Principalmente, sobre o processo de adaptação do Miles longe da família. O fato de não ter comida feita pela mãe, sofrer com o calor do quarto, etc. E nisso a gente acaba se envolvendo com o processo de adaptação dele.
É legal destacar que o livro é dividido em duas partes o “antes” e o “depois” do clímax da história. Portanto, os capítulos são nomeados com quanto tempo falta para que a situação que divide o livro aconteça. Exemplo: O primeiro capitulo tem como título “Cento e trinta e seis dias antes” e o último “Cento e trinta e seis dias depois”. Como não sabemos o que vai acontecer depois da data em questão, a medida que vai se aproximando, vai dando uma ansiedade e uma vontade ainda maior de ler o livro.

Todo mundo ama, mas eu esperava mais!

Bom, esse é o primeiro livro publicado pelo John e o segundo mais famoso depois de “A culpa é das estrelas”. Não sei se eu fui com muita sede ao pote, pelo tanto que já ouvi falar bem do livro. O livro é bom sim, porém esta bem longe de ser tudo o que eu já ouvi falar dele. Ou de ser um dos melhores livros do nosso queridíssimo “tio Verde”. Dos seis livros publicados pelo John, foi o último que eu li e talvez por isso tenha achado um pouco fraco. Convenhamos, foi o primeiro e ninguém é excelente no começo. Achei fraco de história, de trama, não tem nada tão envolvente ou enlouquecedor como os outros. Mas, mantém aquela “pegada John Green” de fazer metáforas e reflexões super interessantes. A leitura é válida, porém deixa muito a desejar em sentido de trama mesmo. 

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