Da página ao play

Para todos os garotos que eu já amei: representatividade birracial

11 de setembro de 2018

Para todos os garotos que já amei conta a história de Lara Jean. A adolescente é a filha do meio de três irmãs, que foram criadas só pelo pai, já que a mãe faleceu muito cedo. Mas, a filha mais velha, Margot, sempre se esforçou para suprir a falta da mãe para as irmãs mais velhas. No ano em que o livro se passa, Margot vai para a Escócia, para fazer faculdade, e Lara Jean passa a ser a responsável por tudo. Pelas tradições da família, pelo cuidado com a irmã caçula e por manter tudo em ordem.

Enquanto Margot é prática, Kitty é pentelha e Lara Jean é a sonhadora. Tanto que se apaixonou cinco vezes e, sempre que queria “enterrar” o sentimento, escrevia uma carta enorme carta de amor abrindo seu coração. Mas, ao invés de envia-las, Lara Jean as guardava. Todas ficavam guardadas em uma caixa de chapéu, em seu quarto. Entretanto, enquanto ela se esforçava para manter tudo em ordem, as cartas sumiram e foram enviadas misteriosamente aos destinatários. Alguns deles começaram a procurá-la para pedir explicações. Dentre eles, Josh, ex-namorado de Margot e melhor amigo de Lara Jean. A confusão começa a sair do controle e, no desespero, ela simula um namoro com um de seus ex-amores. 

Uma protagonista feita para amadurecer e representar

Desde que li Para todos os garotos que já amei, sempre achei que a trama tem a formula certa para ser uma comédia romântica. Quase como as que assistíamos na sessão da tarde, no inicio dos anos 2000. É um livro jovem, despretensioso, clichêzinho e bem simples. Mas, que possui grandes questões por trás disso. Ao longo da trama, Lara Jean amadurece muito e precisa fazer algumas escolhas complicadas. Porém, ela é uma personagem mais chatinha no livro. Senti que no filme deram uma cortada no drama dela. Aquele drama adolescente mesmo, um sofrimento por questões pequenas. Que, no livro faz com que ela seja mais real. Mas, que não fez falta alguma no filme. 

No livro, Lara Jean é uma menina muito fechada, não tem amigos, tem medo de tudo e se apaixonou várias vezes sem dizer uma palavra para ninguém. Jenny Han criou uma personagem que precisava amadurecer e crescer ao longo da trama. Porém, no filme, fizeram com que ela fosse mais auto confiante. O que acaba sendo um modelo incrível, para as jovens atuais. Outra coisa fantástica: Lara Jean é birracial. Sendo, mais uma vez, uma ótima representatividade. A autora precisou bater  o pé para conseguir mantê-la assim no filme e fez muito bem. Tenho certeza que fez a diferença na vida de diversos jovens que nunca foram representados em papéis como o dela, tanto em livro, quanto em filme. 

Por mais adaptações como essa!

Essa é a primeira parte de uma trama dividida em três livros e, provavelmente, também terão mais dois filmes. Amei a perfeição dessa adaptação. Claro, muitas coisas precisaram ficar de fora. Mas, nada que alterasse o percurso da história. Com exceção do suspense de como as cartas desapareceram. No livro, há um suspense por trás disso. Enquanto, no filme, fica bem claro o que aconteceu. Além disso, a escolha de todos os atores foram bem certeiras na minha opinião. E todos foram muito bons em suavizar seus personagens. Ao mesmo tempo que Lara Jean está menos dramática, Margot está menos dona da verdade. Kitty está mais divertida e nem tenho palavras para falar do Peter. 

O Noah Centineo, interpretando Peter deu uma suavizada incrível no personagem. No livro ele é todo atleta e confiante demais. Então, sempre imaginei ele com aqueles caras loiros, musculosos e padrãozinhos. Mas, o Noah deixou o personagem mais cativante. E, acho que nem preciso falar que amei demais a atriz Lana Condor, que interpreta a Lara Jean. Ela captou exatamente a personagem. Tudo! Os trejeitos, as mudanças de feição, a forma meio atrapalhada de ser. Não tem nada nela que não tenha ficado perfeito. Adorei como a produção se preocupou com os mínimos detalhes. Foi, exatamente como se o livro tivesse ganho vida! 

Portanto, se você está na dúvida em qual é melhor, eu só posso dizer que não dá para amar mais um do que o outro. São igualmente maravilhosos! Mas, leia primeiro o livro <3

You Might Also Like

3 Comments

  • Reply Monique Cristine 12 de setembro de 2018 at 23:30

    Quero muito ler a trilogia, inclusive está no meu carrinho de compras da Black Friday hahahahah <3 muito lindo o seu texto, amei!

    • Reply Ê Blanc 13 de setembro de 2018 at 21:21

      Acho que você vai amar muito, Mona! <3 Obrigada pelo carinho! <3

  • Reply Eva Camargo 12 de setembro de 2018 at 11:02

    Amar é pouco esse texto, pois pela primeira vez li alguém falar sobre o drama que a Lara Jean faz no livro! Eu também a achei bem chatinha, contudo, não desgostei dela. Contudo, no filme, ela subiu muito no meu conceito. Achei a adaptação incrível e mesmo com algumas mudanças, acredito que foram necessárias para fazer a obra funcionar. E funcionou.
    Os atores foram um acerto incrível e li que o filme foi negado por varias produtoras por causa da protagonista ser de descendência asiática, queriam que fosse americana apenas. Até que a produtora do WIll Smith concordou!
    Texto incrível como sempre!

    com amor, Eva

  • Comente aqui: