Dois Quartos

Padrão dos Três C’s: oi, dúvidas e outros assuntos mais

14 de agosto de 2019

Um belo dia, Êrica Blanc, a excelentíssima dona e proprietária deste blog por você acessado, me perguntou se, tendo uma coluna na internet, sobre o que eu iria gostar de escrever. Eu, de mãos dadas com meu ascendente em virgem, mandei uma lista de categorias para ela. Com subcategorias.

O Ré, sendo diverso e democrático, fala sobre tudo o que eu gostaria de escrever: feminismo, gastronomia, cultura, comportamento. Então, era um match. Sendo assim, fui incumbida de escrever uma coluna. Fui incumbida de dar um nome a essa coluna. Foi me dado uma data pra começar e uma frequência. Pude escolher sobre o que eu queria escrever.

Pronto. Tudo lindo, tudo decidido, tudo encaminhado.

Entrei em pânico.

Primeiro: nunca escrevi para um blog. Ou seja, muito menos tive uma coluna só minha. Quem é a maluca que dá uma coluna inteira para uma pessoa que odeia mostrar seus textos pros outros?

Segundo: sou péssima em dar nomes, como vocês puderam perceber no começo do texto. Na escola, escrevia meus textos na primeira metade da aula. Na outra metade inteira, ficava pensando em um título. E, ainda assim, na maioria das vezes, saía algo como “Brasil Varonil” para uma dissertação sobre a política brasileira.

Aliás, não estou totalmente convencida sobre esse incrível nome da coluna. Então, não se apegue. Ele pode mudar, ok?

Terceiro: eu procrastino. Muito. Mesmo. E não é a procrastinação do tipo: “Tenho que entregar um trabalho daqui a um mês, começo dois dias antes” Não. É a procrastinação do tipo: “Se eu quero ser uma escritora, eu tenho que escrever, oras. Mas, primeiro, deixa eu arrumar minhas playlists no Spotify que eu nunca me importei e vou passar horas organizando e vou acabar não escrevendo nada, porque eu só consigo escrever com música”. Portanto, o tipo de procrastinação que arruína vidas e destrói sonhos.

O que afeta a quarta questão: se eu procrastino tanto, como é que eu vou conseguir entregar um texto coerente, claro e cativante a cada quinze dias? Olha só que ótimo. Acabei de criar o “Padrão dos Três C’s”: coerente, claro e cativante. Seria bom patentear. Onde será que faz isso? Na Biblioteca Nacio…

Tá! O texto. Foca no texto, Helena!

E, finalmente, em quinto lugar: sobre o que eu vou escrever? Há um mundo de possibilidades e opções de temas e assuntos. Eu poderia escrever sobre comida. Eu amo comida. Todo mundo ama comida. Todo mundo tem que comer. Mas, todo mundo tem que, sei lá, respirar também…

Mas sobre o que é que eu vou escrever?

Posso falar sobre a vida, pessoas, relacionamentos… complicados, que não deram muito certo, traumas, tretas, mágoas. Não, melhor não… O que é que eu vou escrever? Ah! Posso falar de filmes e séries. Uma coluna sobre entretenimento em geral. Uma coluna divertida. Se bem que o mundo não é só diversão, né? A gente precisa se informar, criticar, falar sobre coisas que realmente importam pra sociedade…

MAS QUE PORRA É QUE EU VOU ESCREVER????

Bom, tenho certeza que um texto de estreia, para uma coluna em um blog, deveria seguir o “Padrão dos Três C’s” (sério, eu deveria patentear isso). O que, claramente esse texto não é. Ele não fala exatamente sobre quem eu sou, o que eu faço. Ele, definitivamente, não informa sobre o que a coluna vai falar. E vocês podem ter criado sérias dúvidas de que os textos sairão no prazo.

Mas, quem sabe? Quem sabe sobre o que será o próximo texto? Será que vai seguir o “Padrão dos Três C’s” (onde registra patente, gente?). Será que vai ter um próximo texto?

Acho que daqui a quinze dias a gente descobre.

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2 Comments

  • Reply Roberta Cruz 15 de agosto de 2019 at 20:34

    FOCA NO TEXTO, HELENA! ❤️ (Mas será que eu posso usar palavrão?) hahahah

  • Reply Lara Félix 14 de agosto de 2019 at 13:45

    ameeeeei <3

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