Da página ao play

O nome da morte: como podem ter feito isso com o livro?

19 de fevereiro de 2019

Meu primeiro contato com o livro O nome da morte, foi em 2013. Eu tinha acabado de entrar na faculdade de Jornalismo e o autor Klester Cavalcanti veio contar um pouco da sua experiência na Síria. Mas, no evento, ganhei o livro em questão de um professor. Assim como foi meu primeiro contato com a trama, foi também meu primeiro contato com algo escrito pelo autor. Para quem não conhece, o livro conta a história real de Júlio Santana. Um pistoleiro, brasileiro que matou 492 pessoas e anotou o nome de todas, o mandante e quanto ele recebeu por cada crime. Inclusive, clique aqui para ler a resenha do livro. Esse é o tipo de livro que te impacta por tanto tempo, que fica até dificil esquecer a história.

Klester tem um poder de construir a narrativa, de uma forma tão sensacional, que parece que ele viveu tudo aquilo com o pistoleiro. O autor não descreve Julio como um personagem distante. Na verdade, faz ele ser algo tão vivo e presente, que você se sente a pessoa mais próxima do Julio Santana. Você cria empatia e acaba torcendo por ele também. É impossível odiá-lo. Aliás, é legal contar que o Klester passou 7 anos conversando com o pistoleiro por um telefone público. Uma vez por mês, no horário e data marcada, ele ligava para um orelhão e o pistoleiro atendia. No entanto, o filme saiu meio fraco ao retratar a vida de Júlio. 

O filme

Fui com sede a pote, confesso. Mas, não acredito que esse tenha sido o problema. Inclusive, não costumo divulgar por aqui algo que eu não tenha gostado do resultado. Só que eu adoro o livro e acho válido avisar vocês, que só viram o filme, que existe a obra original. O roteiro do filme não impactou, nem ficou memorável como é o livro O nome da morte. Foi meio triste, por que fiz muita propaganda dessa história para várias pessoas, mas quando elas foram ver o filme ficaram todas decepcionadas. A escolha dos atores foi ótima e talvez a maior parte da trama tenha sido fiel ao livro. Entretanto, não parece ter sido construído da maneira correta. Ficou superficial e me decepcionou muito. As cenas que tiram o fôlego no livro, são bobas no filme. No fim, ficou tão bobinho, que nem tem muito o que falar sobre. 

Sendo assim, se você quer saber a história real do Julio Santana, recomendo o livro. Por ser mais completo, mais compreensivel e, de muitas formas, mais apaixonante.  

You Might Also Like

No Comments

Comente aqui: