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O mundo sombrio de Sabrina: cadê a Sabrina dos anos 90?

27 de outubro de 2018

Categoria: Seriado;
Gênero: Drama, suspense, terror;
Duração dos episódios: 50 min;
Roteiro: Dan DeCarlo, Donna Thorland, George Gladir, Matthew Barry e Roberto Aguirre-Sacasa;
Sinopse: Na veia de clássicos do horror como “O Bebê de Rosemary” e “O Exorcista”, esta adaptação segue Sabrina lutando para conciliar sua natureza dupla — metade-bruxa e metade-mortal — enquanto enfrenta forças malignas que a ameaçam, sua família e o mundo em que os humanos habitam. (Filmow)

Eu não sei você, mas quando a Netflix soltou a informação de que faria um remake de Sabrina, aprendiz de feiticeira, eu esperava algo mais como nos anos 90 e 2000. Confesso que, apesar de eu ter nascido no ano de estreia do seriado, Sabrina ainda fez parte de boa parte da minha infância. E eu amava! Então, criei uma série de expectativas, até a chegada do primeiro trailer. Ali deu para sentir que essa nova versão de Sabrina seria bem mais sombria. Afinal, já diz o nome da série: O mundo sombrio de Sabrina. Mas, ainda assim, a expectativa é que fosse algo cômico. Talvez até beirando um pouco a série Scream Queens.  

Se você já começou a ver a série, provavelmente já sabe que eu me decepcionei nesse sentido. O remake passa longe da série dos anos 90. As referências são quase nulas, exceto pelo nome dela, a existência do Salem e o fato de Sabrina ser uma bruxa. Ok, também temos os nomes das tias e do namoradinho dela. Mas, por mais que eu torcesse (e ainda deseje) um remake bem fiel a Sabrina original, eu dei uma chance para a série. E maratonei. Primeira coisa que preciso dizer é: não é tão assustador quanto parece. No trailer, a impressão que dá é de um terror pesadíssimo. E não é tudo isso. Sou bem medrosa e não gosto de assistir coisas que me apavoram, mas O mundo sombrio de Sabrina não passou nem perto disso. 

Sabrina Spellman é feminista!

Porém, a série dá mais nojinho do que qualquer outra coisa. Tem muito sangue e partes do corpo humano rolando. Então, talvez seja um pouco desconfortável para outras pessoas. Só que nem tudo é negativo. E o ponto mais alto da série é a própria Sabrina. Criaram uma personagem bem feminista e ativista. Que chega ao ponto de desafiar o próprio Satã, só para começar. E também cria um grupo de apoio feminino na escola onde estuda. Sinceramente, não tem como não querer uma camisa da Toda Frida com a cara dela estampada e a frase “Fight Like a Girl”. Os outros personagens não são tão trabalhados como ela, mas tem suas importâncias também. Inclusive, seu primo Ambrose ganha disparado no quesito cativante. Ele é o primeiro a roubar nossos corações! <3

Quando o assunto é a trama, confesso que não tem nada que tire o fôlego por completo. Mas já estou ansiosa para saber o que acontecerá em seguida. Aliás, a trama começa um pouco antes do aniversário de 16 anos da Sabrina, onde será realizado seu batismo. Na data em questão ela precisa se aliar de vez ao Satã e deixar sua vida para trás. Adorei o fato disso não se arrastar pela temporada inteira e tanta coisa ainda aconteceu, que nos mantem fixos até a temporada acabar. Apesar de Sabrina, que é meio bruxa e meio mortal, estar em busca de escolher entre a luz e as trevas, a série mostra que nem todo mundo é 100% de um único lado. 

Afinal, vale ou não vale assistir?

Isso vai depender! Não é o tipo de série que agrada todo mundo, mas eu gostei. Não te indico se: você tem medo de tudo, se tem pavor de sangue e órgãos humanos, e se goste de tramas mais impactantes. Entretanto, te indico se: você adora uma boa série de magia, se você adora mulheres fortes e se você não tiver nada melhor para fazer esse fim de semana! 

Se você já assistiu, comenta sua opinião sincera aí e vamos debater!

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