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O Diário da Princesa: 18 anos do sucesso da Meg Cabot

6 de março de 2018

Em 2000, o mundo conheceu e se apaixonou por Mia Thermopolis. Uma garota comum e desajeitada que em uma dia descobre ser a herdeira do trono de Genovia e que deve enfrentar um longo caminho até conquistar o título de princesa. Um caminho descrito no Diário da Princesa, o primeiro volume que nos aproxima de Meg Cabot, que na minha opinião, é uma das escritoras de maior sucesso nos livros adolescentes.

Quando conheci Mia Thermopolis pela primeira vez, estava descobrindo qual seria meu gênero literário preferido. Eu cresci sempre aficionada por princesas da Disney e fiquei cativada muito rápido pela escrita da Meg Cabot. Em onze livros e sete volumes extras, Mia descreve tudo que acontece ao seu redor em um diário bem detalhado que é carregado para todo canto. São relatos bem pessoais, demonstram a insegurança de uma adolescente que está crescendo. Um prato cheio para o público alvo! Leitores passaram a torcer por Mia, opinar sobre seu relacionamento e imaginar o que fariam em seu lugar.

Tome cuidado com seus desejos. Eles podem acabar se tornando realidade.

O sucesso foi tanto que a história foi comprada pela Disney e virou filme um ano depois do lançamento do Diário da Princesa. Mia saiu das páginas e se transformou em Anne Hathaway que estreou nas telonas em grande estilo com um papel incrível. Além de Julie Andrews, destaque no papel da rainha viúva Clarisse Renaldi. Anne foi a melhor escolha para o papel! Conseguiu fazer aquela Mia desajeitada dos livros e demonstrar o lado gentil da personagem. Não havia como dar errado.

O grande porém da história e que me incomoda um pouco como fã foi: Com uma série de livros tão bem elaborada, por que a Disney resolveu criar um roteiro aleatório para criar uma continuação para o filme? Por que apressar um processo de criação do mundo de Mia? Pra que ir direto para a parte em que ela cresceu e está pronta para reinar? Um filme, que abordasse dois ou três livros, de uma vez ainda seria muito bem recebido por todos. Tenho certeza.

A minha crítica vai para a escolha de qual roteiro iria pra telona. Pois quando assisto sem imaginar os demais livros, gosto do que vejo. As atuações estão ainda melhores e a sincronia dos atores cresceu muito. Porém é impossível não sentir falta dos demais volumes!

Para provar mais uma vez que a história é sucesso, um último fato: O último livro da série, O Casamento da Princesa, foi lançado para comemorar 15 anos do primeiro volume. Uma história que, sem dúvidas, conquista seus leitores e que deve ter uma finalização incrível com um volume mais que especial. Me sinto extremamente orgulhosa por crescer com livros da Meg Cabot.

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