Dois Quartos

O coronavírus chegou. E tem uma ajuda presidencial

25 de março de 2020

imagem ilustrativa do coronavírus

É, galera. O coronavírus chegou ao Brasil e conta com uma ajuda presidencial. No momento que eu escrevo esse texto, são 2.201 casos de contaminação confirmados e 48 mortes. Desses, a maioria eram idosos, mas houve também o falecimento de um jovem de 25 anos com histórico de problemas respiratórios, o que agrava a doença. 


Bom, se você tem o mínimo de acesso à informação, você já deve saber de tudo isso. E, além de saber dos enormes prejuízos a saúde pública que essa pandemia está causando pelo mundo, você também deve saber dos grandes prejuízos à mesma saúde pública causados por um dos maiores aliados desse vírus: o Excelentíssimo Presidente da República do Brasil.

Desde o começo da crise, esse personagem tão irresponsável demonstra sua descrença no real problema causado pelo coronavírus. Já chamou as reações e precauções de histeria, que tudo isso não passa de um exagero da imprensa para causar pânico, incentivou aglomerações de pessoas em passeatas a seu favor, inclusive indo cumprimentar seus “devotos” e tirando selfs com os mesmos, descumprindo as ordens de seu Ministro da Saúde e, em seu último pronunciamento, transmitido em rede nacional, além de ter reafirmado todas as suas falas desastrosas, disse que, se ele mesmo contrair o vírus (não temos certeza absoluta de que isso já não aconteceu) não passará de uma simples “gripezinha” devido a seu histórico de atleta (aqui podemos relembrar aquele icônico vídeo dele fazendo flexões como um “verdadeiro” atleta. Se você não conhece esse vídeo, vale muitíssimo a pena procurar e ver esse Leônidas em ação).

É absurdo, mas o coronavírus chegou e tem uma ajuda presidencial.

Parece piada, mas, infelizmente, chegamos a um ponto em devemos ignorar o que o presidente diz. A pessoa que deveria ser o maior exemplo de responsabilidade, precaução e cuidado com a saúde de seu país, é aquela que não devemos dar ouvidos, porque sua maior preocupação são os danos na economia e nos bolsos de parte de seu eleitorado. No momento em que deveria se pronunciar com cautela e incentivar a população a zelar por suas vidas e pelas vidas de outros, ele viu a oportunidade de fazer politicagem.

Então, eu digo: NÃO DÊ OUVIDOS AO PRESIDENTE.

Fique em casa, se puder. Mantenha o distanciamento social pelo seu bem e pelo bem dos outros. Se preocupe de verdade. Siga as recomendações dos órgãos e profissionais de saúde. Lave as mãos. Passe álcool em gel. E, principalmente, não dê ouvidos ao presidente. Fazendo tudo isso, você estará fazendo mais pelo país e pelo mundo do que o “líder e atleta” do Brasil.

You Might Also Like

No Comments

Comente aqui: