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Mulheres incríveis: 8 nomes para conhecer e celebrar no dia 8

6 de março de 2019

Os livros de história contam muita coisa sobre homens notáveis. Políticos, autores, pintores, musicos de todo o mundo. Mas, pouco se fala sobre mulheres tão (ou até mais) notáveis que esses tais homens. Com excessão de algumas, é claro, como Joana Darc e Anita Garibaldi. Ou seja, crescemos com poucas referências de mulheres incríveis. Só que sabemos bem que tem muitos nomes que foram convenientemente esquecidos nos registros. Pior do que isso, existem nomes de mulheres que fizeram muito pela nossa história, mas que jamais chegaremos a conhecer. Portanto, livros como o Mulheres Incríveis, de Kate Schatz, nos dá a chance de reconhecer mais sobre a nossa história. Entender quais são os nomes que deveriam estar nos livros, mas não estão. 

Sendo assim, para celebrar o Dia Internacional da Mulher que surgiu de muita luta, selecionamos 8 guerreiras citadas no livro em questão, que fizeram história e abriram as portas para as novas gerações. Mas, esse é só um gostinho do que você pode (e deve) conhecer no livro. Ou seja: leia-o. 

Fe Del Mundo | Filipinas

Ao se formar como a melhor aluna da turma na Universidade das Filipinas, Fe recebeu uma bolsa para estudar em qualquer universidade que escolhesse. Foi então que, aos 24 anos, escolheu Havard. Mas, até aquele ano, a instituição de ensino nunca tinha permitido uma mulher ingressar em um dos cursos. Ela foi aceita por engano, pois acreditavam que Fe era o nome de um homem. Quando chegou lá e lhe conheceram, perceberam que ela era boa demais para ser dispensada. Com uma carreira acadêmica de sucesso, Fe estudou em várias outras instituições, mas retornou ao seu país durante a Segunda Guerra Mundial e cuidou de mais de 400 crianças, no centro médico da Universidade de Santo Tomas. Assim ela recebeu o apelido de “o anjo de Santo Tomas”. Viveu até os 99 anos e até os últimos meses de vida ela ainda fazia ronda nos hospitais, mesmo estando em uma cadeira de rodas. 

Junko Tabei | Japão

Apaixonada pelo alpinismo desde criança, Junko fundou o Clube Feminino de Alpinismo do Japão e começou a subir picos com outras alpinistas. Em 1975, embarcou para subir o Everest, deixando seu marido e filha torcendo por ela. Mesmo que muitas pessoas tenham perdido tempo julgando a atitude dela, em deixar a filha para viver essa aventura arriscada, Junko sempre pode contar com o apoio deles. E era só isso que importava. Foi a primeira mulher a chegar ao topo. Mais do que isso, também é a primeira mulher a escalar os Sete Cumes. Recorde que bateu em 1992. Até o fim de sua vida, Junko escalava pelo menos 3 ou 4 montanhas por ano. 

Dama Katerina Te Heikõkõ Mataira | Nova Zelândia

Algumas das heroínas que você irá conhecer no livro Mulheres Incríveis, lutaram para preservar o seu país ou cultura. Dentre elas esta Dama Katerina. Em 1971, um relatório trouxe a notícia de que apenas 5% do povo maori sabia falar o idioma. Preocupada com o fato de seu país estar perdendo a cultura e o idioma materno, Katerina começou a trabalhar para melhorar esse dado. Ela e uma amiga, Ngoi, começaram a viajar pelo país recrutando pessoas que sabiam o idioma para serem professores. Sua iniciativa tomou proporções nacionais e ela ajudou a fundar escolas de imersão de língua maori, conhecidas como Kura Kaupapa Mãori. Em 1987, maori se tornou o idioma oficial da Nova Zelândia. 

Aung San Suu Kyi | Birmânia

O pai de Aung San Suu Kyi fpo general e ajudou a negociar a independência da Birmânia do domínio da Grã-Bretanha. Mas, foi assassinado quando ela ainda tinha 2 anos, se tornando herói nacional. Ela cresceu sempre com o desejo de ajudar seu povo, porém se mudou cedo para estudar em outros países. Se casou e constituiu uma família, mas deixava claro para o marido que voltaria para a Birmânia se seu povo estivesse precisando. Em uma visita ao país natal, Aung San, encontrou um governo militar opressivo. A partir disso, passou a liderar movimentos em prol da Birmânia. Entretanto, foi presa por mais de 15 anos, sendo impedida de ver seus familiares, mesmo quando seu marido estava para morrer de câncer. Só foi libertada em 2010 e hoje faz parte do Parlamento do seu país.  

Kalpana Chawla | India 

Quando a professora de matemática de Kalpana foi explicar o conjunto de medida zero, usou o exemplo de uma astronauta indiana. Mas, nem ela e nem os colegas de Kalpana poderiam imaginar que dentro daquela sala estava a primeira mulher indiana a viajar para o espaço. Além de abrir espaço para outras mulheres, Kalpana contribuiu para muitas pesquisas da Nasa. E, infelizmente, veio a falecer durante a missão STS-107 Columbia, em 2003. 

Kasha Jacqueline Nabagesera | Uganda 

Kasha nem sabia o que era uma lésbica, até seu professor dizer que ela provavelmente seria uma. Para ela, uma criança dos anos 80, era normal gostar de se vestir com roupas masculinas e escrever cartas de amor para meninas. Só que, infelizmente, em seu país, gostar de alguém do mesmo sexo é considerado crime. Sofreu tudo de ruim que se possa imaginar e suas experiências lhe tornaram “Mãe do Movimento dos Direitos Gays”. Até hoje, luta e briga para defender esses direitos. Já que temos visto poucos avanços nesse sentido. Chegou a ser presa, atacada e assediada. E, é claro, precisou se mudar. Já recebeu prêmios dos direitos humanos, mas ainda sonha com o dia em que poderá viver em seu país em paz. 

Debora Diniz | Brasil

No Brasil também temos mulheres incríveis! Dentre as citadas no livro, temos Elza Soares e Marta. Mas, também temos Debora Diniz. Nascida em Maceió, Debora se formou em Ciências Sociais na UnB. Entretanto, sua vida é marcada por uma carreira acadêmica impressionante e ela chegou a ser pesquisadora contribuinte em Tóquio, Inglaterra, França e Holanda. Só que Debora não para por aí e trata de assuntos que ninguém quer falar. Como, por exemplo, a vida das mulheres encarceradas e manicômios judiciários. Ela também contribui muito para a legalização do aborto. Inclusive, em 2010, conduziu a pesquisa mais completa sobre o assunto no Brasil. Mostrando que uma em cada 5 brasileiras de 40 anos já fez pelo menos um aborto. 

Bastardilla | Colômbia

Esse é o pseudônimo de uma artista de rua que marcou Colômbia com sua arte. Apesar de sua identidade ainda ser um mistério, ela também já pintou murais em Berlim, Londres, New York e México. Bastardilla prefere continuar no anonimato para que as pessoas continuem focando em seu trabalho e não em sua imagem. Em suas pinturas, costuma retratar “mulheres chorando, trabalhando, deitadas, até quebrando um rifle no meio”, como o próprio livro conta. Seus desenhos deram mais cor para a cidade de Bogotá, que antes era conhecida exclusivamente pela quantia de gangues e drogas.

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1 Comment

  • Reply Playlist: 100 mulheres para ouvir no Dia Internacional da Mulher | Ré Menor 8 de março de 2019 at 16:55

    […] Inclusive, se você quiser conhecer histórias de outras mulheres incríveis, não só da música, clica aqui! Mas, voltando ao assunto, selecionamos 100 mulheres para ouvir e conhecer em nossa playlist […]

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