Li, Gostei, Resenhei

Psicose – Robert Bloch

1 de outubro de 2018

Foto do livro Psicose

 Autor: Robert Bloch;
Editora: Darkside;
Páginas: 256;
Sinopse: Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. Em Psicose, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, junto com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror, inspirando um número sem fim de imitações inferiores. (Skoob)

e-commerce-like-heart

Baseado (levemente) em fatos reais

Baseado na história de Ed Gein, Robert Bloch conta em Psicose a história de duas pessoas em paralelo (Marion e Norman) até o momento em que suas vidas se cruzam. Dessa maneira, Marion Crane é uma mulher atraente, que namora à distância e passou a vida inteira ajudando os familiares. Um dia, seu patrão pede que ela deposite 40 mil dólares no banco. Ela então decide que é hora de chutar o balde e foge para a cidade do namorado com o dinheiro. Mas, no meio do caminho uma chuva forte lhe obriga a pernoitar em uma pousada na beira da estrada.

Enquanto isso, Norman Bates, é um cara de meia idade, com hábitos estranhos e controlado pela mãe desde sempre. Inclusive, ele é dono da pousada Bates Motel, que está a falência devido a abertura de outra rodovia. Desde então, quase ninguém passa em frente a sua pousada. Ao se conhecerem, Marion não podia imaginar que sua vida estava por um fio.

Lila Crane, irmã de Marion, estranha o sumiço repentino da irmã e se junta com o namorado de Marion, Sam Loomis, para procurá-la. A partir disso, fatos estranhos fazem com que eles comecem a investigar a vida de Bates. Trazendo a tona características e partes da história que o homem tentou esconder por anos. A relação doentia de Norman e sua mãe, Norma, instigam a curiosidade e reflexões de como os próprios pais podem causar certos problemas aos filhos. É um livro rápido, com uma narrativa envolvente. É fácil começar e terminar de lê-lo em uma tarde.

Psicose é um thriller psicológico clássico

No Brasil, Psicose teve duas publicações em 1959 e 1964. Mas, a editora Darkside trouxe o clássico de volta com duas edições maravilhosas. Eu li a de capa dura e morri de amores pela parte gráfica, todo o layout, cenas do filme inseridas no meio da história, incrível! (Não coloquei fotos da parte interna para instigar a curiosidade de vocês e vontade de ter o livro em mãos!!)

Talvez, Psicose, não seja um dos livros preferidos dos leitores hoje em dia. Tendo em vista que temos acesso a livros muito mais macabros (né, Raphael Montes?!). Mas, para a época que foi lançado, Psicose é um livro fortíssimo. Sendo assim, o que achei mais legal é que o foco principal da história não é o crime. O foco é a condição psicológica do assassino. Isso também o diferencia dos atuais thrillers. O que causa impacto é justamente a questão psicológica do Norman, descobrir mais sobre sua frieza doentia e sobre os seus segredos.

Hitchcock e a claquete usada nas gravações de Psycho

Hitchcock e a claquete usada nas gravações de Psycho

Como a maioria sabe, Psicose ganhou fama ao ser adaptado para o cinema pelo cineasta Alfred Hitchcock. Inclusive, a adaptação é incrivelmente bem feita. Mas, se você já viu o filme, não tenha receio de ler o livro, a experiência dessa leitura é maravilhosa e extremamente necessária, principalmente para os fãs de romances policiais e livros clássicos.

Já leu? Qual você prefere, o livro ou o filme? Conta pra mim aí nos comentários! 

You Might Also Like

No Comments

Comente aqui: