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Garota Interrompida: linear ou não linear, eis a questão

9 de outubro de 2018

Eu vi o filme de Garota Interrompida um zilhão de anos atrás. E só li o livro ano passado, após ganhar de aniversário. Para quem nunca ouviu falar, Garota Interrompida é uma história verídica, da época em que a autora Susanna Kaysen ficou internada em um hospício. Segundo Susanna, isso se deve ao fato de que nos anos 60 meninas eram internadas quando não sabiam o que queriam da vida. Portanto, só de pensar nessa situação, o livro já me deu calafrios. Inclusive, para pensar um minutinho. E se uma situação como essa acontecesse atualmente? Muitas de nós estaríamos internadas numa hora dessas. Ser jovem e estar perdido sobre o que quer fazer no futuro é quase um pleonasmo. Aliás, vale ressaltar que está tudo bem se você ainda não souber o que quer para a sua vida, ok? 

Preciso dizer que se você quiser mais detalhes sobre o livro ou sobre a história da Susanna em si, é só clicar aqui. Mas, em geral, o livro é meio confuso. Por que a autora não conta em forma cronológica e bagunça um pouco a nossa mente. Tem muita gente que prefere o filme por esse motivo. Enquanto o livro não é linear, o filme tem começo meio e fim, mesmo que intercale presente e passado. Mas, para mim, essa falta de cronologia só tornou o livro mais real. É como pegar o diário cru da Susanna e folhear cada página. Me senti mergulhada em sua mente e envolvida na história como um todo. Dessa maneira, a forma como o filme foi construído me deixou com a sensação de ser apenas mais um filme. 

Garota Interrompida foi altamente reconhecido

Quero deixar claro que o filme, lançado em 1999, não é ruim. Pelo contrário. Conta com um elenco incrível, sendo protagonizado pela Winona Ryder e Angelina Jolie. Inclusive, a Angelina ganhou um Oscar pela sua atuação impecável no filme. Até por que eu quis ler o livro por que gosto do filme. Mas, se tiver que escolher entre um ou outro (que é o proposito da categoria, apesar de que as vezes eu não consigo tender para um lado só), eu optaria pelo livro. O livro tem uma pegada mais emocional, mostrando que as pessoas podem recuperar suas vidas e que saúde mental importa.

Além de, é claro, mostrar que a sociedade precisa ser menos cruel e cobrar menos. Já o filme tem um perfil mais light. Eles chegam a introduzir um romance entre as personagens e tornam alguns momentos mais engraçadinhos. Mas, ainda assim consegue transmitir um pouco da mensagem que a Susanna quis passar. Gosto mais do livro, mas recomendo os dois e se você não gosta de histórias que não acontecem de forma linear, vá com o filme que não terá erro! 

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