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Fala sério, mãe: a adaptação que eu mais esperei!

20 de março de 2018

Ok! Talvez não seja que eu mais mais esperei, mas eu juro que desejei muito esse filme. Ganhei o livro Fala sério, mãe lá na pré-adolescência. Durante meus 12 anos, estava realmente descobrindo o poder da literatura e Thalita Rebouças me ajudou muito nessa caminhada. Com seus livros, esse principalmente, eu ria até doer a barriga e me emocionava quando deveria. Fala sério, mãe me marcou de maneiras tão positivas, que até hoje consigo lembrar de diálogos inteiros que constam no livro. A história gira em torno da relação da Maria de Lourdes e sua mãe, Ângela Cristina. O livro é, basicamente, um compilado de crônicas, divididas pelas idades da Malu, meio narrado pela mãe, meio narrado pela filha. 

Elas duas são todo o contexto central da coleção Fala sério, que também tem livros sobre o pai, os irmãos, os professores e os namorados. Por mais que essas pessoas ganhem espaço nos outros livros, Ângela Cristina está sempre por lá. Mostrando quem realmente manda na história. É um livro leve, gostoso e perfeito para essa fase de inicio da adolescência. Afinal, muitos adolescentes enxergam suas mães como malucas ciumentas. 

Eu já falei um pouquinho sobre o que achei do filme em outro post, que você pode acessar clicando aqui. Então, nesse aqui, vou focar mais no comparativo com o livro. Lembro que, em 2012, a globo lançou a série “As Brasileiras”. Um dia vendo a série meio sem expectativa, comecei a reconhecer o enredo do episódio. O episódio “A mamãe da barra” também foi inspirado nesse livro. Estrelado pela Glória Pires e duas de suas filhas, o episódio foi um resumão do livro e aí eu passei a desejar um filme inteiro dedicado a obra da Thalita.

Quando vi que a Ingrid Guimarães ia ser a Ângela Cristina quase morri de alegria. Me desculpa Glória, mas não tem pessoa melhor para interpretar a personagem do que a Ingrid. Ela é tão cômica quanto a Ângela do livro e consegue transmitir bem o temperamento maluco/protetor dela. Senti falta de algumas cenas icônicas do livro, que ficariam muito melhor do que outras bobas que colocaram. Tipo, a cena em que o Paulo Gustavo aparece aleatoriamente em um mercado é completamente descartável. Poderiam ter dado aqueles minutos preciosos de filme, para uma cena em que a Malu, ainda bem criança, pergunta por que o nome dela é de Lourdes. 

Fala sério, mãe é sobre cumplicidade!

Em contra partida, gostei muito de algumas pequenas alterações. Como a de fazer a Malu se interessar por costura. Ou a dela ir para um intercâmbio. No livro, ela vai morar com as amigas. Essas mudanças deram um ar mais atual, para um livro que foi escrito baseado em outros jovens. Em outro estilo de vida. Então, o filme acabou ganhando uma roupagem mais voltado para os adolescentes atuais. É voltado 100% para um contexto familiar. É voltado para a relação de amizade e cumplicidade entre as duas. Os outros personagens são meros coadjuvantes, que servem de pano de fundo para a história acontecer. 

Eu adoro a história e adorei como a adaptação ficou, apesar de reconhecer algumas falhas. Outra coisa que é clara: esse não é um grande filme. Se você é um super fã de cinema, que adora filmes bem elaborados, esquece! Fala sério, mãe não é para você. Esse é um filme levinho, engraçado, para ver no tempo de descanso. Para assistir com a mãe e encher ela de mimos depois. É para sentir falta da adolescência e de ler os livros da Thalita! Tenho certeza que, se você gosta desses contextos mais leves e divertidos, vai adorar!

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