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Divergente: Como não adaptar uma triologia

29 de maio de 2018

Divergente foi lançado para o mundo em 2011, exatamente no mesmo ano em que Jogos Vorazes arrebentava nos cinemas (comentei isso nesta postagem aqui) e acredito que isso não tenha acontecido por acaso. Veronica Roth pegou carona no sucesso das histórias pós-apocalípticas distópicas que estavam ganhando destaque e foi sucesso nas prateleiras, não dá pra negar. Mas o que aconteceu com o filmes, rende muito assunto.

Para quem não conhece Divergente, um resumo rápido: A história conta a vida de Beatrice Prior, nascida na facção da Abnegação, e com o propósito de servir primeiro aos demais antes de si mesma. Em uma sociedade fundada para controlar pessoas e eliminar qualquer ameaça ao governo. Dar voz para suas próprias características pode ser perigoso. Acompanhamos Tris, mudar da facção mais calma para a Audácia e encontrar ali o sentido que buscava na sua vida.

Tris é uma personagem forte. Ela inicia sua história duvidando de valores que sempre estiveram presentes em seu crescimento e,quando é obrigada a escolher onde pertencer, ela escolhe mudar. Audácia é a facção dos fortes, tanto de personalidade como de físico e ela luta muito para conquistar o respeito daqueles que vivem lá. Uma jornada muito bem narrada nos livros de Veronica Roth, porque você está dentro da cabeça da personagem. Vivendo suas dúvidas e incertezas. Você sente o medo, porém sabe que existe coragem.

Os três livros que compõem a história são muito bem escritos e encaixados, não existe espaço para falhas de interpretação. Além dos livros principais, há aqueles menores que contam histórias que complementam o enredo principal. Portanto, um cuidado extra e que faz total sentido quando você lê. Imagine o trabalho para fazer um filme desse: aí está o erro da adaptação.

O primeiro filme de Divergente foi lançado em 2014, uma adaptação que chegou e agradou aos fãs. Não era exatamente o livro, mas a história foi contata de uma maneira correta. Não haviam perdas significativas na adaptação, o que conta muitos pontos a favor. Porém, isso deve ter ativado uma ganância ainda maior da produtora. Com o sucesso dos primeiros dois filmes, foi divulgada a informação de que Convergente (o último volume) seria transformado em dois filmes.

Existe história para dois filmes?

Nunca existiu essa possibilidade. O final do primeiro filme é, exatamente, o final do livro. Estava perfeito daquele jeito, porém um outro filme havia sido anunciado. De onde eles iriam tirar mais história? Não sabíamos e nunca chegamos a descobrir. Covergente parte 2, foi cancelado como filme e transformado em uma série de televisão. Esta que nunca saiu dos papéis e perdeu seus personagens com o passar dos anos, porque os atores simplesmente não desejam participar mais da história. Então, a pergunta final dessa postagem é: Por que ampliar uma história tão satisfatória apenas para gerar mais dinheiro? O público e os próprios atores não compraram essa ideia, para o bem da história.

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