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Artemis Fowl: o menino prodígio do crime – Eion Colfer

8 de outubro de 2018

Artemis Fowl

Autor: Eion Colfer;
Editora: Record;
Páginas: 288;
Sinopse: Artemis Fowl é a história de um garoto diferente. O autor criou um anti-herói mal-humorado e pessimista que, com apenas 12 anos, é um gênio do crime. Dessa forma, misturando ação, internet e magia, Artemis Fowl vem conquistando uma legião de leitores em todo mundo. Artemis é o único herdeiro do clã Fowl, uma lendária família de personagens do submundo, célebres na arte da trapaça. O garoto imagina um plano para recuperar a fortuna de sua família, após o desaparecimento misterioso de seu pai. Seu plano poderia derrubar civilizações e mergulhar o planeta numa guerra entre espécies. O garoto começa a pôr seu plano em prática em Ho Chi Minh, a calorenta capital do Vietnã, em pleno século XXI.

Lá, aliando tecnologia de ponta a seus dons criminosos, ele chantageia uma fada decadente para roubar seu livro, objeto que permitirá desvendar os segredos do Povo das Fadas e descobrir onde esse povo guarda uma enorme reserva de ouro. O único problema é que o Livro está em gnomês – o idioma das fadas, um alfabeto ancestral, jamais decifrado por um humano. De volta à sua segura mansão na Irlanda, ele trabalha freneticamente, com a ajuda de seu superpotente computador, até conseguir desvendar o código e traduzir o texto. Mais isso é só o início. (Skoob)

Gostaria de avisar que não é um livro tão infantil

Artemis Fowl é um livro bem chamativo. Inclusive, a capa toda reluz e parece muito com uma barra de ouro. Além disso, tem uns símbolos na frente, que despertam ainda mais a curiosidade. Porém, quando lemos a sinopse de Artemis Fowl, acabamos tendo a impressão errada. Apesar de no começo pensar que se trata de um livro infantil e até meio bobo, eu amei e me surpreendi bastante. Para começar, ele está longe de ser um livro infantil. Por vários motivos. Dentre eles, as palavras e linguagens utilizadas, são para pessoas mais velhas, que tem um vocabulário mais extenso. Mas, isso não impede que o público infanto-juvenil se interesse e goste do livro. Artemis Fowl é cheio de magia e encanto. Centauros, fadas, anões…

Artemis é um gênio com apenas 12 anos. Nada o abala, não comete erros, não faz piadas. Mas, isso vai durar quanto tempo depois que ele se envolve com o “povo das fadas”? Só que vale ressaltar que o garoto faz o estilo de vilão que é impossível odiar. Tem senso de responsabilidade e pensa antes de fazer algo. Sempre avalia se sua próxima atitude é realmente necessária. Por ser apenas um menino de doze anos e agir como um adulto responsável, ele acaba sendo bem encantador. Seus motivos tornam-se aceitáveis e seus dramas familiares são de partir o coração. Portanto, a trama toda é bem mais profunda do que parece.

Artemis Fowl deveria ser mais conhecido!

Dessa maneira, a narrativa da história é ótima, bem pontuada e, apesar dos momentos tensos, sempre tem algo divertido para quebrar a tensão. Aliás, uma das coisas que eu gostei bastante foi o fato de o autor repetir algumas situações dos dois pontos de vista. Tanto o de Artemis e sua equipe (constituída por Butler, seu segurança e Juliet, irmã de Butler), quanto o do povo das fadas que está tentando resgatar a Holly. Mas, a melhor parte é o rodapé do livro, que vem com a história contada por um personagem em alfabeto gnomes, o que dá uma característica realista e divertida pro livro. Confesso que fiquei boa parte do tempo traduzindo o rodapé. É uma coleção que merece ser tão conhecida e amada quanto Percy Jackson e Harry Potter, juro! Inclusive, ainda torço por uma adaptação muito boa, que leve a trama para outro nível de popularidade.

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