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A culpa é das estrelas: que adaptação L-I-N-D-A!

17 de abril de 2018

Já comecei a ler o livro cheia de expectativa, pois ouvi muitos elogios sobre ele. E acredite, não me decepcionei nem por um segundo. Apesar de o tema tratar sobre o câncer, um tema pesado e melancólico, o livro não passa isso. Fazia tempo que eu estava querendo ler algo realmente envolvente, que não me desse tempo nem para respirar. E sim, A culpa das estrelas, toma seu fôlego, te arranca sorrisos e infinitas lágrimas. Por várias vezes fechei o livro e o abracei, absorvendo o que tinha lido, só para tentar fazer durar mais

A história é narrada por Hazel Grace, que é a garota mais esperta e diferente que eu já vi. Doce, e determinada, trata tudo com leveza. Até mesmo a sexualidade. Ela fala numa linguagem tão simples, mas sem deixar as coisas vulgares. Augustus, tão charmoso e atencioso, que eu não me incomodaria de conhecer alguém como ele. Entre aqueles ambientes de hospital e casa, Hazel detalha tudo sem deixar a história maçante, detalhes realmente necessários para construir o ambiente da história e não aqueles detalhes desnecessários. Sou apaixonada por livros que fazem referencia a outros. E em “A culpa é das Estrelas” fala sobre Anne Frank e o museu criado em sua homenagem (não vou estragar a surpresa, mas foi uma das melhores referências que já vi).

Esse livro consegue despertar uma enorme variedade de humor em você, desde raiva e decepção até a alegria mais pura que puder sentir. O livro é tão bom que deveria fazer parte dos livros que devem ser lidos antes de morrer, perdendo apenas para “O Pequeno Príncipe” e “Fernão Capelo Gaivota”. E ao mesmo tempo, queria que só eu soubesse da existência dele.

Bom, quanto ao filme: muitos gostaram. Outros já disseram que não superou as expectativas. Talvez eu tenha me preparado psicologicamente muito bem para não ficar decepcionada, afinal, já me acostumei que adaptações não são totalmente fiéis. Mas ainda acho que esse filme foi muito bem feito e me fez sorrir muitas vezes. Porém, me fez chorar compulsoriamente por um bom tempo durante o filme e depois também.

Quando eu li A culpa é das estrelas e em seguida soube que fariam um filme, entrei em desespero. Tive medo de estragarem algo que mexeu tanto comigo. Tinha medo dos atores não sentirem a realidade daqueles personagens. Algo que Shailene Woodley, atriz que interpreta Hazel Grace, mostrou que conseguiu principalmente na cena em que seus pais entram no quarto e ela já sabe a notícia que está por vir e chora com tanto sentimento, ficou visível que ela sentiu a dor da personagem.

De começo tive birra com Ansel Elgort, ele não era a descrição do Augustus e eu estava azul de raiva. Mas quando saiu o trailer e ele sorriu pela primeira vez, com toda a “manha” do Gus, eu pensei “Ei, você acabou de ganhar meu coração”. Por que ele realmente ganha nos poucos segundos do trailer, mas ganha muito mais no decorrer do filme. Quanto as pequenas alterações que a história sofreu, achei que não foi nada demais, sabe? Claro, senti falta de alguns detalhes. Mas eram detalhes simples e que serviam apenas para preencher o livro. As partes realmente importantes, os diálogos principais, estavam ali, vivas e fortes, com uma trilha sonora incrível de fundo, prontas para me fazer soluçar.

Sim, a trilha sonora desse filme foi escolhida a dedo, as letras são lindas e sou mega fã da maioria dos cantores/bandas. Como One Republic, Ed Sheeran, Birdy… Particularmente, tenho mania de ler e escrever ouvindo música de acordo com o que o momento descrito pede. Então, esses três que citei acima já participavam da minha trilha sonora particular quando li o livro. Claro, não com as músicas da trilha oficial, mas com outras que poderiam se encaixar na história também.

“Alguns infinitos são maiores que os outros”.

De volta à escolha dos atores, acho que todos se encaixaram muito bem nos personagens, não só o casal principal. Os pais de Hazel são descontraídos e legais como no livro. O Isaac é realmente um carinha incrível! Mas nenhum deles foi tão bem escolhido como o Peter Van Houten, autor de “Uma Aflição Imperial”, livro preferido da Hazel. Willem Dafoe, que participou de Homem Aranha, é perfeito para o papel. Ele já me parece detestável só com sua forma de olhar. Assim foi muito simples odiar Peter, muito antes do mesmo abrir a boca no filme.

A versão filme, de A culpa é das estrelas, é enriquecido com detalhes simples. Como o cenário do quarto do Gus e o da Hazel. E os balõezinhos que aparecem enquanto eles trocam mensagens. Gostei bastante de terem mantido a narração da Hazel, alguns filmes tiram a narração dos personagens e perde totalmente a graça. Outra coisa que me agradou bastante foi a atenção especial que deram ao olhar e as mãos da Hazel. E ao sorriso do Gus.

Sinceramente, é uma história que vale apena ser sentida várias vezes. Seja lendo o livro ou vendo o filme.

Esse post foi publicado, originalmente, em 2014, num site chamado Cartaz Branco. Que morreu há muito tempo e, como achei esse postzinho perdido por aqui, quis compartilhar!

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