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A menina que roubava livros, mas capaz de roubar corações

25 de setembro de 2018

Alguns anos atrás, eu passava um bom tempo visitando sebos. Porque era mundo totalmente novo, onde encontrava livros mais baratos e depois poderia trocar por uma nova aventura. Durante essas visitas, me encantei por um livro com um título bem curioso. A menina que roubava livros, me conquistou e, quando eu terminei a leitura, ela roubou meu coração.

Markus Zusak é o filho mais novo de um austríaco e uma alemã, portanto cresceu ouvindo histórias relacionadas ao período nazista. Sua mãe contava histórias reais, que ela vivenciou em uma pequena cidade alemã e desde sempre, o escritor sabia que iria dividir isso com o mundo. Porém, isso só aconteceu em 2011 com o lançamento de seu primeiro livro: A menina que roubava livros. E desta maneira ele se tornou uma revelação literária.

A história do livro é voltada para a vida de Liesel Meminger, começando em 1939. Uma pequena garota separada de sua mãe e enviada para outra cidade em busca de refúgio. Porém, seu irmão morre e Liesel tem seu primeiro encontro com a Morte. Sim, com letra maiúscula. Pois esta fica tão afeiçoada com a garota que acompanha sua vida e os acontecimentos dela e compartilha tudo com o leitor. Uma sacada incrível feita por Zusak. Uma personagem que não envelhece e narra toda a vida da garota com emoção, você sente tudo que ela descreve.

Quando a morte conta uma história, você tem que parar pra ouvi-la.

Quando finalizei o livro, eu senti o quanto aquela obra era impactante. Portanto era esperado que uma adaptação surgisse em algum momento, demorou alguns anos, mas enfim ela chegou em 2014. E trouxe todo o universo de Liesel aos olhos do público de uma maneira bem realista. E apesar da temática impactante, a sensibilidade em retratar a visão de uma criança foi muito bem pensada.

Um filme que já recomendei antes, mas que vou recomendar mais uma vez. Pois ele é perfeito para retratar um período da história que todos estudamos nas escolas e as atuações são incríveis. A construção da personagem principal e seu amor por livros, pode fazer com que as pessoas se identifiquem e criem afeição. O que pode arrancar algumas lágrimas quando o filme acaba, foi o meu caso.

Assistam e pensem sobre a história contada. Veja como uma garota tão jovem passou pela época do nazismo e como seu amor por livros levou ela através desses tempos sombrios. Uma viagem no tempo, guiada pela própria Morte e capaz de conquistar leitores e telespectadores no mundo todo.

 

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