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A Garota Dinamarquesa: a história de Lili Elbe

17 de março de 2018

Gênero: Biografia, Drama, Romance;
Ano: 2016;
Direção: Tom Hooper;
Sinopse: Cinebiografia de Lili Elbe (Eddie Redmayne), que nasceu Einar Mogens Wegener e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero. Em foco o relacionamento amoroso do pintor dinamarquês com Gerda (Alicia Vikander) e sua descoberta como mulher. (Filmow)

A Garota Dinamarquesa é um filme para ser visto por todos, mas que certamente não fará efeito igual nos seus telespectadores. Um filme que demonstra emoções e transmiti tudo com perfeição para quem assiste. Você sente com o personagem, sofre e vê o filme crescer até o final.

Eu já tinha ouvido falar sobre o filme antes mesmo dele ser lançado na Netflix. A Garota Dinamarquesa teve um destaque absurdo na mídia assim que chegou ao cinema. Foram diversas discussões sobre o tema abordado no filme e como tudo foi retratado. Eu não me apeguei nas críticas ou reviews do filme, apenas assisti com a mente aberta para o que o filme estava me propondo. É uma opinião extremamente sincera que vem por aí.

Viajamos para Copenhague de 1926, encontramos uma história que tem uma base profunda na arte. Einar e Gerda Wegener, o primeiro é um pintor com estilo definido e que possui grande prestígio. Sua mulher, Gerda, está em busca da pintura ideal. Um estilo que possa ser reconhecido e que leve seu nome. No meio dessa procura, Gerda usa Einar como modelo para alguns retratos femininos e sugere como brincadeira que ele encarne o papel em um evento para artistas.

Penso como Lili. Sonho seus sonhos, ela sempre esteve lá.

Depois disso, vemos o quanto a experiência mexeu com o pintor. Uma faísca que leva ele novamente para sua primeira paixão e seu desejo de se reconhecer no espelho. Acompanhamos Einar encontrando Lili e vemos essa personagem, em um primeiro momento, assumir o lugar do marido de Gerda. O que me causou uma mistura de sentimentos.

Einar não fica confortável sendo homem. É algo que ele sempre sentiu e que cresceu com as pinturas de Gerda. E vemos essa jovem fazendo sucesso com pinturas do marido vestido como mulher, lutando para aceitar que aquela fantasia virou realidade. Dói ver Einar lutando para controlar Lili inicialmente, mas também machuca ver Gerda sofrendo tanto por perder seu marido e ainda apoiando ele para todas as mudanças que deseja realizar em sua vida.

Passei metade do filme brava com Lili por focar apenas nela e não reconhecer a dor que Gerda estava sentindo. E outra metade nervosa com Gerda por não assumir as rédeas de sua própria vida. Eu entendo que naquela sociedade da época isso seria difícil, mas não impossível. Ver procedimentos e pensamentos da época sobre transexualidade é algo surreal. Ao mesmo tempo que é algo ultrapassado, ainda vemos reações que acontecem atualmente.

A Garota Dinamarquesa é um filme profundo. Que conta uma história real que deve ser ouvida e sentida por todo amante de cinema. E que ensina muito sobre transexualidade e mostra o quanto essa luta por aceitação começou anos atrás e continua até hoje.

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