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Seis coisas impossíveis – Fiona Wood

11 de junho de 2018

Autora: Fiona Wood;
Editora: Novo Conceito;
Páginas: 272;
Sinopse: Dan Cereill levou um encontrão da vida: seu pai faliu, assumiu que é gay e separou-se de sua mãe, tudo de uma vez só. Enquanto isso, sua mãe recebeu de herança uma casa tombada pelo patrimônio histórico que cheira a xixi de cachorro, mas que não pode ser reformada… E, agora, Dan está vivendo em uma casa-relíquia que parece um chiqueiro, com uma mãe supertriste e sem conseguir falar com o pai — que ele ama muito. Suas únicas distrações são sua vizinha perfeita, Estelle, e uma lista de coisas impossíveis de fazer, como:

1. Beijar a garota;
2. Arrumar um emprego;
3. Dar uma animada na mãe;
4. Tentar não ser um nerd completo;
5. Falar com o pai quando ele liga;
6. Descobrir como ser bom e não sair abandonando os outros por aí. (Skoob)

Um choque de realidade de cada vez, por favor!

O subtítulo de Seis coisas impossíveis é perfeito para fisgar o leitor. E foi exatamente por conta dessa frase que eu resolvi comprar o livro. De inicio, a trama que gira em torno de Dan Cereill parece ter sido criada pelo John Green. Não me leve a mal, eu adoro o John. Mas, quando estamos conhecendo um autor, queremos encontrar a personalidade de escrita dele. E não um projeto de outro autor. Porém, para a minha alegria, Fiona Wood mostrou quem manda e não decepcionou. A construção dos personagens é ótima e todos eles tem um desenrolar interessante de descobrir. Vamos começar falando sobre o próprio Dan! Indignado pelo fato de o pai ter largado a família numa situação péssima, ele se fecha por um bom tempo.

Chega até a ser meio rude com a mãe em certos momentos. Só que, ao mesmo tempo, ele é um filho incrível. Faz o possível para animá-la, para não dar trabalho e para conseguir um emprego e começar a ajudar no orçamento da casa. O que me deixou com a sensação de que ele era mais velho, a maior parte do livro. Enquanto, ele só tinha 15 anos. Claro que, boa parte do amadurecimento dele veio após a falência do pai. Outra coisa bacana sobre ele: o problema dele com o pai, não tem nada haver com o fato dele ter se assumido gay. Pelo contrário, ele faz de tudo para entender por que o pai demorou tanto para falar sobre isso. O que lhe irrita, é o fato dele ter abandonado a família do nada. Ah, ele tem um costume que eu adoro: fazer listas!

Seis coisas impossíveis era tudo o que eu precisava

A mãe de Dan também é uma ótima pessoa. Pelo histórico deles, ela devia ser meio perua sem emprego. Mas, não demorou nada para arregaçar as mangas e começar a trabalhar. Apesar de que uma confeitaria de bolos para casamento, para quem acabou de divorciar, pode não ser a melhor ideia. Ela também faz de tudo para que Dan volte a falar com o pai. E, quando a magoa passa, ela sempre fala com muito carinho sobre ele e sobre como eram melhores amigos. Adorei essa leveza que a história tem, entre as relações familiares, mesmo em meio ao caos. Os personagens secundários também são muito carismáticos e a gente fica na torcida pela felicidade de todos eles. Não tem nenhum que seja irritante o suficiente ao ponto de despertar ranço na gente. 

A trama desenrola de um jeito muito bacana e vai te prendendo cada vez mais. Apesar de alguns pontos serem bem previsíveis, a gente se diverte lendo todas aquelas confusões. Os personagens e a trama fogem dos traços mais comuns. Eu estava precisando ler esse livro. Ele, totalmente renovou a minha vontade de ler mais e mais. Mas, gostaria de ter visto mais o pai de Dan no livro. Portanto, fiquei com um gostinho de quero mais. Tanto pela maneira que terminou, quanto por querer saber mais sobre esse pai. Só que, infelizmente, não sei encontrei nada sobre uma continuação. Ainda assim, terminei o livro com uma vontade enorme de abraçar todos os personagens e guardá-los num potinho. Mas, é claro, sigo minhas orações para ter uma continuação.  

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