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O que há de estranho em mim – Gayle Forman

16 de outubro de 2017

Livro: O que há de estranho em mim;
Autor: Gayle Forman;
Editora: Arqueiro;
Páginas: 224;
Sinopse: Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade. Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão. Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema. (Skoob)

Em O que há de estranho em mim, conhecemos Brit Hemphill. Uma adolescente tatuada, com cabelo colorido e guitarrista de uma banda, a Clod. Brit mora com o pai, a madrasta (carinhosamente apelidada de Monstra) e o irmão caçula recém-nascido, Billy. Após achar que Brit não é uma boa influência para Billy, a Monstra organiza uma viagem de família para o Grand Canyon. Depois de muito bater perna para não ir, a menina acaba embarcando com o pai, de carro, enquanto a madrasta e o irmão iriam –supostamente- de avião. Meio desconfiada com as atitudes do pai no caminho, Brit estranha quando eles param em frente à um lugar desconhecido, aparentemente uma universidade. No entanto, a coisa toda não passa de uma encenação para ela ser internada no Red Rock, um centro de tratamento residencial para adolescentes rebeldes.

O Red Rock é um internato que “trata” suas internas com terapias de choque fortíssimas. Desde expor as internas à longas sessões de humilhações, até carregar blocos de cimentos, embaixo do sol. Os motivos das internações são os mais diversos. Ou por que os pais não querem que as filhas sejam lésbicas, ou por que algumas delas está com transtorno alimentar ou depressão. A grande questão é: nenhum daqueles tratamentos ajudariam de verdade, pelo contrário. E, por que Brit foi internada? Já que, ela não preenche nenhum dos requisitos básicos.

A partir daí a história começa a desenrolar. Brit se junta com outras internas, para tornar o lugar um pouco mais agradável. O livro, além de desenrolar os problemas desse internato, nos angustiando com todas aquelas torturas, existe também o mistério que ronda o passado de Brit. Mais especificamente: o que aconteceu com sua mãe.

“Era como se a música me curasse, trazendo de volta a pessoa eu era, a minha autoconfiança, lembrando que os seis meses anteriores eram apenas uma exceção. A vida real era maravilhosa e, por mais distante que parecesse naquele momento, ainda existia. Eu ainda existia.” página 108

O que há de mim é a primeira ficção da carreira de Gayle Forman, o que acaba tornando compreensível algumas falhas que ele tem. Ao ver a capa, o título e a sinopse do livro, nós criamos uma certa expectativa e acreditamos que vá ter uma profundidade maior do que tem. Apesar de retratar, mais uma vez, uma adolescente em fase de descobertas, como em Se eu ficar, esse livro é bem raso.  Fala sobre muitos assuntos e não se aprofunda em nenhum. Sem contar, que a trama corre demais. Para piorar, algumas coisas ainda ficam sem explicações, como o relacionamento dela com a Mostra pós Red Rock.

O livro é legal, se não esperarmos uma grande trama dele. Tinha potencial para ser algo muito maior. Mas, aborda alguns temas interessantes. Sobre a importância de os pais abrirem os olhos para seus livros. Enxergarem o que os filhos precisam e aceita-los como são. E trata muito sobre amizade e como ela é capaz de mover montanhas. É uma boa leitura, só não é maravilhosa!

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