Li, Gostei, Resenhei

O nome da morte – Klester Cavalcanti

9 de julho de 2013
Livro: O nome da morte;
Autor: Klester Cavalcanti;
Editora: Planeta;
Páginas: 256;

Sinopse: Depois de matar, Júlio Santana reza dez ave-marias e vinte pai-nossos para pedir perdão. Tem medo de acabar no inferno. Sem ideologia, Júlio Santana mata por ofício. Uma profissão que aprendeu em família, com seu tio Cícero, que lhe passou um trabalho aos 17 anos. Depois de 35 anos de ofício, contabiliza quase 500 vítimas registradas num caderninho com a capa do Pato Donald. Sem compaixão ou ódio, Klester Cavalcanti faz o matador respirar e nos assombrar com sua frieza. Pela primeira vez, um pistoleiro mostra seu rosto e conta sua vida. Mais do que a denúncia da impunidade e o desnudamento das engrenagens da viciada máquina Brasil, “O Nome da Morte” quer chacoalhar o país, acordá-lo desse triste sonho que ele insiste em viver como se fosse a realidade. Júlio Santana existe e dorme tranqüilo. (Skoob)
Depois de sete anos de conversas mensais por telefone com o pistoleiro, Klester Cavalcanti teve coragem de conhecê-lo pessoalmente, e tem toda a minha admiração por sua coragem. O livro é curto, dividido em poucos capítulos e ainda assim é cheio de detalhes que o tornam real.  Todos os fatos que estão no livro foram investigados pelo autor. Todos os nomes são reais. Tanto do assassino, como dos mandantes dos crimes e das vitimas.
Eu particularmente não consegui detestar o pistoleiro, pelo contrário. Ele é um menino bom que seguiu o caminho errado por confiar demais no tio. Júlio Santana era pistoleiro, brasileiro, religioso, tem medo de ir pro inferno e não esta preso. A narrativa é tão bem feita, que nos faz acreditar que o Klester esteve junto de Júlio em todos aqueles momentos.
O livro é completo, tem as datas, algumas imagens e um mapa, contando um pouquinho sobre alguns lugares em que o pistoleiro cometeu crimes. Algumas partes sobre a guerrilha do Araguaia até chocam quem lê o livro, pela riqueza de detalhes. É chocante também  descobrir sobre casos em cidades próximas a você, ou em que seus amigos moram. Como em Pimenta Bueno – RO (interior do estado em que eu moro) e Piripiri – Piaui (onde minha amiga mora).
O link abaixo é uma entrevista com o autor do livro, achei no youtube. A música de fundo incomoda um pouco, o áudio está adiantado e tem umas montagens desnecessárias. Mas ainda assim vale muito apena ver e complementar a leitura. E pra piorar, o blogger complicou na hora de incorporar o video. Então segue o link:

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