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O Mínimo para Viver: Um retrato da anorexia

11 de novembro de 2017

Classificação: Filme
Gênero: Drama;
Direção e Roteiro: Marti Noxon;
Sinopse: Uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar. (Filmow)

O Mínimo para Viver é aquele tipo de filme que começa a atrair atenção antes mesmo de ser lançado. Talvez tenha sido a escolha do tema ou a maneira como a atriz Lily Collins entrou na personagem, mas uma coisa é certa: a Netflix acertou em cheio.

Ellen é uma jovem que possui anorexia e que jura estar no comando da situação. Porém, logo no trailer do filme  vemos o contrário: Eli contando as calorias do seu prato de comida junto da sua irmã. Também sabemos que a jovem é levada para um médico, disposto a colaborar para a melhora da garota. Porém, ele é famoso pelo uso de  seus métodos não convencionais. O que não vemos no trailer é o que deixa a história ainda mais profunda, acredite.

Eli é filha de pais separados. A mãe se apaixonou por outra mulher e depois de ver a filha definhando decidiu: era a hora da garota viver com o pai. Um pai (totalmente ausente), sua madrasta e sua irmã mais nova. Que enfrenta todo o drama de ver a irmã mais velha passando por uma doença destrutiva, sem conseguir ajudar.

Quando conhecemos o personagem do Keanu Reeves, vemos o lado dramático da história aumentar. Talvez pelas consultas particulares, pela reunião da família (que não dá nada certo) ou pela adição de novos pacientes com problemas similares. Todos vivendo sobre o mesmo teto, com regras (um pouco) rígidas e em busca de melhoras em suas vidas. Cada um com sua história e sua maneira de enfrentar a doença, o que mostra os diversos comportamentos em frente ao mesmo problema.

Lily Collins está fazendo uma atuação impecável. A atriz dispensou efeitos especiais e realmente emagreceu o que aparenta na frente das câmeras. O que, na minha opinião, agregou ainda mais impacto nas cenas onde ela aparece sobre a balança. Ela atua com tanta veracidade que você chega a acreditar que ela realmente está sofrendo de anorexia e precisa de ajuda. Foi divulgada uma nota onde a atriz diz ser uma pessoa recuperada de uma antiga anorexia, talvez isso tenha ajudado em sua atuação final.

A discussão da vez: É culpa da Netflix?

O filme recebeu diversas críticas por irresponsabilidade por mostrar tão abertamente a situação de uma pessoa com anorexia e outros transtornos alimentares. Críticas que também apareceram com a série 13 Reasons Why sobre o tema suicídio (fizemos um post sobre a série aqui). Não acho que a Netflix deve levar esse tipo de culpa. Expor uma realidade que tantos jovens vivem e escondem, não é irresponsabilidade. Anorexia, assim como os outros transtornos apresentados, é um assunto muito sério. E não existe maneira sutil quando trata-se de um tema que mata diversas pessoas por ano. O Mínimo para Viver mostra que ignorar um problema como este, infelizmente, não faz com que ele suma.

E você? Já assistiu ao filme? Ficou curioso? Conte o que achou!

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