Li, Gostei, Resenhei

O diário de Anne Frank – Anne Frank

26 de Fevereiro de 2018


Autor: Anne Frank, com edição definitiva por Otto H. Frank e Mirjam Pressler;
Editora: Record;
Páginas: 416;
Sinopse: Nova edição com capa dura de um dos livros mais importantes do século XX. O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seu diário narra os sentimentos, os medos e as pequenas alegrias de uma menina judia que, como sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto. Lançado em 1947, O diário de Anne Frank tornou-se um dos livros mais lidos do mundo.

O relato tocante e impressionante das atrocidades e dos horrores cometidos contra os judeus faz deste livro um precioso documento e uma das obras mais importantes do século XX. Com a menção de Anne Frank no filme A culpa é das estrelas, o livro despertou interesse no público jovem, ficando diversas semanas entre os 100 mais vendidos no país de acordo com a Nielsen. Mais de 420 mil exemplares vendidos no Brasil. O relato pessoal mais emocionante sobre o Holocausto continua surpreendendo e impressionando! The New York Times. (Skoob)

Espero poder contar tudo a você, como nunca
pude contar a ninguém, e espero que você seja
uma grande fonte de conforto e ajuda.
Anne Frank, 12 de julho de 1942

Ler o diário de Anne Frank é uma experiência maravilhosa. Durante a leitura, você tem a chance de conhecer parte da história, na época da segunda guerra, de uma forma diferente. É impossível não criar afeto por ela e não ficar triste quando a mesma acredita que tem chance de escapar da guerra, uma vez que já sabemos quando ela morre. Por mais nova que Anne seja, consegue lhe prender facilmente a história.

A história começa em 1942, quando a garota ganha o diário, um mês antes de se mudar para o Anexo Secreto, em seu aniversário de 13 anos. Anne chama seu diário de Kitty e a cada dia em que escreve é em forma de carta. Em 9 de julho de 1942, Anne e sua família mudam-se para o Anexo. Eles dividem o espaço com uma outra família, os van Daan. Meses depois o Sr. Dussel, um dentista, é convidado a morar no anexo e divide o quarto com ela. Ao todo, são 8 moradores. No diário, Anne relata parte da guerra que ouve através do rádio, parte da vida no Anexo: as brigas, a escassez de alimento; e a parte íntima: seus pensamentos, sentimentos, amores e conflitos internos.

Em 1942 e 1943 as cartas são espaçadas, de quatro a cinco no mês. Já em 1944, após encontrar motivação e se apaixonar, ela começa a escrever quase todos os dias. Quando começa a escrever (em 1942) ainda é infantil, imatura e mimada. Estava acostumada a receber carinho dos pais, tudo do bom e do melhor. Nesse período, Anne valoriza muito as brigas na escola e as que tem com a irmã mais velha, Margot. Em 1943, quando Anne está na transição dos 13 para os 14 anos, com quase um ano no anexo, ela começa a mudar. Diante dos conflitos do dia-a-dia, Anne é obrigada a amadurecer forçadamente. Afinal, convivência não é fácil. Por não ter ninguém da sua idade, a garota se sente só e vai se “fechando”.

O diário de Anne Frank é leitura obrigatória para qualquer um

Somente em 1944, quando começa a se apaixonar e não se sentir tão só, é quando ela escreve mais em Kitty. No mesmo ano, em março, Gerrit Bolkestein, membro do governo holandês, anuncia na rádio que iram recolher diários e testemunhos após o final da guerra. Servindo de motivação para Anne. Ainda em 1944, a garota começa a reler seu diário, criando uma autocrítica, principalmente em relação como ela descreve a mãe.

Existem dias em que você ri das brigas e do jeito que ela fala sobre os outros moradores. Porém, existem também aqueles dias em que seu coração vem a boca. Como o dia em que a polícia quase os descobre. É lindo ver como Miep, Bep, Sr. Kleiman e outros, se preocupam com eles. Mesmo que estejam correndo riscos de serem presos e condenados. É triste ver a raiva dela com a mãe. Mas, é ainda mais emocionante saber que tudo isso foi real. O diário de Anne Frank é uma leitura obrigatória para qualquer um, ao por os sentimentos em destaque e retratar mais sobre a menina que é um mito.

Essa resenha foi publicada originalmente em 25 de outubro de 2012, mas eu precisava mostrar um pouquinho dessa edição maravilhosa feita pela editora record! Eu sou apaixonada por esse livro, espero que você goste. <3

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