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O diário de Anne Frank – Anne Frank

25 de outubro de 2012

Foto do livro O Diário de Anne Frank

Nome: O diário de Anne Frank;
Autor: Anne Frank, com edição definitiva por Otto H. Frank e Mirjam Pressler;
Editora: BestBolso;
Páginas: 378;
Sinopse: 12 de junho de 1942 – 1º de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de longos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente foi para Auschwitz, e mais tarde para Bergen-Belsen. A força da narrativa de Anne, com impressionantes relatos das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus, faz deste livro um precioso documento. (Skoob)

Espero poder contar tudo a você, como nunca
pude contar a ninguém, e espero que você seja
uma grande fonte de conforto e ajuda.
Anne Frank, 12 de julho de 1942

Ler o diário de Anne Frank é uma experiência maravilhosa. Durante a leitura, você tem a chance de conhecer parte da história, na época da segunda guerra, de uma forma diferente. É impossível não criar afeto por ela e não ficar triste quando a mesma acredita que tem chance de escapar da guerra, uma vez que já sabemos quando ela morre. Por mais nova que Anne seja, consegue lhe prender facilmente a história.

A história começa em 1942, quando a garota ganha o diário, um mês antes de se mudar para o Anexo Secreto, em seu aniversário de 13 anos. Anne chama seu diário de Kitty e a cada dia em que escreve é em forma de carta. Em 9 de julho de 1942, Anne e sua família mudam-se para o Anexo. Eles dividem o espaço com uma outra família, os van Daan. Meses depois o Sr. Dussel, um dentista, é convidado a morar no anexo e divide o quarto com ela. Ao todo, são 8 moradores. No diário, Anne relata parte da guerra que ouve através do rádio, parte da vida no Anexo: as brigas, a escassez de alimento; e a parte íntima: seus pensamentos, sentimentos, amores e conflitos internos.

Em 1942 e 1943 as cartas são espaçadas, de quatro a cinco no mês. Já em 1944, após encontrar motivação e se apaixonar, ela começa a escrever quase todos os dias. Quando começa a escrever (em 1942) ainda é infantil, imatura e mimada. Estava acostumada a receber carinho dos pais, tudo do bom e do melhor. Nesse período, Anne valoriza muito as brigas na escola e as que tem com a irmã mais velha, Margot. Em 1943, quando Anne está na transição dos 13 para os 14 anos, com quase um ano no anexo, ela começa a mudar. Diante dos conflitos do dia-a-dia, Anne é obrigada a amadurecer forçadamente. Afinal, convivência não é fácil. Por não ter ninguém da sua idade, a garota se sente só e vai se “fechando”.

O diário de Anne Frank é leitura obrigatória para qualquer um

Somente em 1944, quando começa a se apaixonar e não se sentir tão só, é quando ela escreve mais em Kitty. No mesmo ano, em março, Gerrit Bolkestein, membro do governo holandês, anuncia na rádio que iram recolher diários e testemunhos após o final da guerra. Servindo de motivação para Anne. Ainda em 1944, a garota começa a reler seu diário, criando uma autocrítica, principalmente em relação como ela descreve a mãe.

Existem dias em que você ri das brigas e do jeito que ela fala sobre os outros moradores. Porém, existem também aqueles dias em que seu coração vem a boca. Como o dia em que a polícia quase os descobre. É lindo ver como Miep, Bep, Sr. Kleiman e outros, se preocupam com eles. Mesmo que estejam correndo riscos de serem presos e condenados. É triste ver a raiva dela com a mãe. Mas, é ainda mais emocionante saber que tudo isso foi real. O diário de Anne Frank é uma leitura obrigatória para qualquer um, ao por os sentimentos em destaque e retratar mais sobre a menina que é um mito.

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