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O bom gigante amigo: um filme de Steven Spielberg

14 de outubro de 2017

Gênero: Aventura, família e fantasia;
Ano: 2016;
Roteiro: Melissa Mathison;
Direção:  Steven Spielberg;
Sinopse: Sofia era uma menina órfã que vivia em um orfanato. Uma noite, em plena Hora das Bruxas, ela é raptada por um gigante orelhudo que a descobriu espiando pela janela. Mas Sofia logo descobriu que ela não precisava ter medo daquele gigante, que era amigável e tinha como função soprar sonhos nas janelas das crianças. Ao lado dele, ela bola um plano para acabar com os gigantes maus, que adoram devorar “serumanos”. Um plano que envolve pesadelos terríveis e a rainha da Inglaterra. (Filmow
)

Em 1982, o livro “The BFG”, de Roald Dahl, foi publicado, assombrando dezenas de crianças com as descrições de gigantes canibais. Roald também é o autor de “A fantástica fábrica de chocolate” e “Matilda”. Mas, ao contrario desses livros, The BFG só ganhou uma adaptação para o cinema em 2016. 

O bom gigante amigo (The BFG) acompanha uma menininha chamada Sophie, que lembra bastante a Matilda. Tanto fisicamente, quanto de personalidade. Sophie vive em um orfanato e, durante uma noite, ela desobedece uma ordem e olha pela janela, dando de cara com um gigante. Para não ser exposto, o gigante não vê outra solução a não ser sequestrá-la. A partir daí a história começa a se desenrolar. Os dois passam a se conhecer melhor e Sophie o apelida de BGA (bom gigante amigo). O BGA se mostra muito bonzinho, simpático, gentil e doce. Sophie, que cresceu sem família, não demora a se apegar ao gigante.

A menina passa a viver com o BGA na Terra dos Gigantes, onde outros gigantes habitam a vizinhança. No entanto, são gigantes completamente diferentes. São gigantes que devoram humanos, rudes e que maltratam –bastante- o BGA. Sophie e seu amigo gigante passam a trabalhar juntos, pensando em formas de combater os inimigos.

Apesar de ter lido vários comentários sobre o quanto a adaptação deixou a desejar, se comparada ao livro, existem vários pontos positivos que lhe salvam da berlinda. O primeiro, e mais importante deles, é a atuação e conexão entre os personagens principais. Spielberg fez questão que Mark Rylance, o BGA, e a Ruby Barnhill, intérprete de Sophie,  estivessem nos mesmos ambientes enquanto gravavam suas cenas conjuntas, para que criassem uma afinidade e isso ficasse claro no filme. E ficou! Os dois foram muito bons em seus papéis. Mark, por exemplo, passou muita delicadeza para o personagem, que, apesar de ser um gigante, conseguia pegar coisas minúsculas com muito cuidado. Além disso, transpareceram uma amizade maravilhosa. Impossível não dar boa risadas com eles.

O bom gigante amigo trás cenários incríveis!

O cenário e a animação são impecáveis. Lindos demais. Dá vontade de olhar para tudo e rever várias vezes. Principalmente os sonhos manipulados pelo BGA, coloridos e brilhosos, e os campos enormes, pelos quais eles passam. O filme demora um pouco a pegar ritmo, o que pode desagradar algumas crianças, e tem partes ultra fantasiosas, mas ainda assim é muito gostoso de assistir. Cômico e que ressalta uma das coisas mais bonitas da vida: a amizade. 

O bom gigante amigo tem um tempo bem diferente dos filmes que estamos acostumados. Tanto as animações, quanto as aventuras em geral. No entanto, a trama trás uma carga de nostalgia, de forma sutil, sobre os tempos em que todos tinham sonhos mais ingênuos. Talvez seja do agrado de todos, mas eu adorei e super recomendo! 

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