Li, Gostei, Resenhei

Li, gostei, resenhei: Quem é você, Alasca?

27 de abril de 2015
issLivro: Quem é você, Alasca?;
Autor: John Green;
Editora: WMF Martins Fontes;
Páginas: 229;
Sinopse: Quem é Você, Alasca? – Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao “Grande Talvez”.
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 Esse livro, de capa bonita e misteriosa, conta a história do Miles Halter, o Gordo. Que é um garoto que nunca teve amigos, super sozinho e inteligente, que coleciona as últimas palavras ditas por grandes personalidades antes de morrerem. Então ele decide se matricular em um colégio interno, para buscar o “grande talvez” dele, baseado em uma citação de François Rabelais (“Vou-me em busca de um grande talvez. Baixai o pano, que a farsa terminou.”). Conhecendo assim Chip (O General) seu colega de quarto, um baixinho invocado, porém divertido que lhe apresenta Alasca Young, uma garota de lua e super complicada, misteriosa, que adora deixar informações sobre ela “no ar”. Gordo acaba se apaixonando por ela logo de cara (obvio, que isso ia acontecer, né?). A moça é engraçada e faz tudo o que “der na telha”, bebe, fuma, fazendo com que não seja exatamente a companhia em que os pais de Miles sonharam para ele. O que no fundo faz com que Gordo passe por novas experiencias e conheça novas pessoas. No geral não tem uma trama, uma investigação que desenrola na história. São só adolescentes vivendo normalmente, dia após dias. O Miles se adaptando a viver longe da família, não ter comida feita pela mãe, sofrer com o calor do quarto, etc. E nisso a gente acaba se envolvendo com o processo de adaptação dele. O livro é dividido em duas partes o “antes” e o “depois” do clímax da história. Então os capítulos são nomeados com quanto tempo falta para que a situação que divide o livro aconteça. Exemplo: O primeiro capitulo tem como título “Cento e trinta e seis dias antes” e o último “Cento e trinta e seis dias depois”. Como não sabemos o que vai acontecer depois da data em questão, a medida que vai se aproximando, vai dando uma ansiedade e uma vontade de ler maior. Bom, esse é o primeiro livro publicado pelo John e o segundo mais famoso depois de “A culpa é das estrelas”. Não sei se eu fui com muita sede ao pote, pelo tanto que já ouvi falar bem do livro. Ou se eu to ficando velha, chata e crítica demais para esse tipo de livro (o que eu duvido, por todos os outros que eu tenho lido e gostado). Mas enfim, o livro é bom sim, porém esta bem longe de ser tudo o que eu já ouvi falar dele ou de ser um dos melhores livros do nosso queridíssimo “tio Verde”. Dos seis livros publicados pelo John, foi o último que eu li e talvez por isso tenha achado um pouco fraco. Convenhamos, foi o primeiro e ninguém é excelente no começo. Achei fraco de história, de trama, não tem nada tão envolvente ou enlouquecedor como os outros. Mas tem aquela “pegada John Green” de fazer metáforas e reflexões super interessantes. A leitura é válida, sim! Mas deixa muito a desejar em sentido de trama mesmo. 
SPOILER ALERT: Alasca se matou ou foi acidente? 

Vejo vocês na proxima resenha. 
@blanczombie 

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