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iZombie: dos quadrinhos para a televisão

9 de janeiro de 2018

Acho que já deixei bem claro por aqui o quanto eu amo a série iZombie. Logo quando ela começou, em 2015, fiz questão de ler os quadrinhos no qual a história foi baseada. Porém, não tinha a menor ideia de que os 23 quadrinhos de iZombie eram tão diferentes da série.

Criados em 2010, por Chris Roberson e Michael Allred, os 23 quadrinhos foram publicados pelo selo Vertigo, que pertence a DC Comics. As diferenças entre os quadrinhos e a série começam no nome da personagem. Na HQ iZombie, nós temos como personagem principal a Gwendolyn Dylan. Enquanto na TV temos Olivia Moore. A trama já começa com Gwen zumbi e trabalhando como coveira no cemitério em que foi enterrada. Como uma tradicional zumbi, ela também saiu de seu túmulo como acontece nos filmes. Após ser dada como morta pela família, Gwen vive em uma cripta e precisa se alimenta pelo menos uma vez por mês, para não esquecer suas memórias da antiga vida. O problema é que após se alimentar, ela passa a compartilhar sua mente com os últimos pensamentos do morto. Por conta disso, ela passa a resolver qualquer assunto inacabado desta pessoa. 

Os quadrinhos não se limitam no quesito zumbi, então Gwen pode contar com a ajuda de uma melhor amiga fantasma e um amigo terrier-zomem (eu sei, esse nome é estranho!). A trama também conta com a presença de um clã de vampiras, um macaco boca suja, uma sociedade secreta e, para fechar alguns clichês, um cara poderoso disposto a destruir o universo. Os primeiros quadrinhos me prenderam bastante. Porém, apesar de gostar muito da parte visual dos quadrinhos, a medida que a história foi evoluindo perdeu um pouco da graça. Senti que perderam o fio da meada e acabei não gostando de como a trama terminou. Talvez, pessoas que gostem mais de ler quadrinhos e desses grupos fantasiosos (zumbis, vampiros e afins) gostem mais. 

A trama da série iZombie

Enquanto isso, na adaptação…

Olivia Moore é uma médica em inicio de carreira e está noiva de um cara tão maravilhoso, Major, que parece um príncipe encantado. Um dia, na saída do trabalho, alguns amigos convencem Liv a ir em uma vesta num iate, onde rola um ataque zumbi e ela é infectada.  Porém, a moça consegue acordar antes de sua semi morte ser descoberta pela família e tenta ajustar sua rotina para sua atual condição. Ela rompe o noivado, para não por Major em perigo, arruma um novo emprego em um necrotério da polícia, para conseguir cérebros com maior facilidade, e fica extremamente moribunda, preocupando a família e os amigos. 

Sua nova vida traz, de presente, Ravi. Seu mais novo chefe e melhor amigo que, desde o primeiro episódio, descobre que ela é uma zumbi. E, como bons amigos só querem ajudar, Ravi começa a estudar uma possível cura para Liv. Assim como nos quadrinhos, Liv absorve parte da memória dos falecidos de quem se alimenta. Por conta de suas visões, ela acaba se aliando com um dos policiais e o ajudando a investigar os crimes. Por mais maluca que pareça essa junção de zumbis com investigação policial, a série vem sendo um enorme sucesso. O carisma dos personagens, a trama bem amarrada e a química entre os atores resultam na combinação perfeita.

Diferenças e semelhanças

Além do nome principal da personagem, na série nos conhecemos mais sobre a história da personagem principal. Sabemos seu passado e vemos o seu desenrolar para se adaptar a vida de zumbi. Enquanto nos quadrinhos, Gwen já está totalmente adaptada. As duas personagens absorvem um pouco do cérebro de que se alimenta. Mas de formas bem diferentes. Gwen escuta vozes em sua cabeça, enquanto Liv tem visões e acaba sofrendo algumas mudanças de personalidade de um cérebro para outro. Essas mudanças de comportamento acabam gerando diversas situações maravilhosas e super engraçadas na série. Porém, elas tem várias semelhanças na personalidade, na maneira de se vestir e na aparência de uma maneira geral.

A série puxa mais para o lado de investigação policial, apesar de equilibrar bem com a comédia. Nada de personagem terrier-zomem, fantasmas ou vampiros. Então, ao contrário dos quadrinhos, você não tem aquele impacto com o universo completamente fantasioso. Os fatos mais estranhos da série, puxados para o lado zumbi da trama, acabam sendo bem fáceis de associar. 

Ao contrário dos quadrinhos, eu amo demais a série. É viciante e a cada temporada que passa só desejamos que tenham mais e mais episódios. Se você gosta de quadrinhos, vá em frente e tire suas próprias conclusões sobre iZombie. Porém, se você prefere séries, não perca a oportunidade de ver a série! 

Já leu ou assistiu iZombie? Conta aí o que você achou!

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