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#Girlboss: o império de Sophia Amoruso em duas versões

12 de junho de 2018

Girlboss já estava na minha lista de livros para ler há muito tempo. Porém, como meu pai costumava dizer, tudo tem sua hora. Essa semana, peguei o livro para ler, pois essa publicação já estava programada há meses. E o livro caiu como uma luva para o meu momento ocioso atual. Desde sua introdução, levei alguns tapas na cara que andava precisando. O mais engraçado é: Sophia prega sobre o valor do trabalho e, antes da Nasty Gal, ela teve muitos problemas com os lugares para qual trabalhou. Mas, como ela mesma diz, tirou o melhor de todos eles. E aprendeu. Aprendeu muito. O que acabou influenciando em sua própria experiência enquanto fundadora de uma empresa.

O livro não segue uma ordem cronológica, apesar de começar com uma linha do tempo. Ela separa suas experiências de vida em capítulos. Como o capítulo sobre os trabalhos ruins. Sobre os furtos e sobre várias outras coisas que podem ajudar as futuras Girlboss desse mundo. Adorei sobre como ela fala da própria história com o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Sobre os professores não acreditarem nela. Já vi isso acontecer com várias pessoas e tenho certeza que o livro pode ser uma fonte de inspiração. Como vi a série primeiro, o livro fez com que eu perdesse a visão que tinha de uma Sophia mimada e egoísta. Ela cometeu erros como todo mundo e, diferente da maioria, aprendeu com eles. E, melhor ainda, quis ensinar algo a partir deles. Com certeza, Girlboss se tornou um dos meus livros mais do que recomendados para todos.  

Apesar de ser baseada no livro, é bem óbvio que dramatizaram muita coisa para virar um roteiro. Então, fica um pouco difícil saber o que realmente fez ou não parte do passado da Sophia. Inclusive, após a baixa aceitação da personagem principal, fica a pergunta: será que dramatizaram demais? A Girlboss do livro, pareceu mais uma menina mimada na série. De fato, Sophia Amoruso cometeu alguns delitos durante sua trajetória. Além de ter tido empregos péssimos e quase não ter ficado tempo suficiente neles. Mas, mimada, não é uma das impressões que ela deixa no livro. Aliás, Sophia sofre de TDAH, então se manter focada em algo, sempre foi um problema.

Portanto,  o TDAH gerou uma série de problemas para ela ao longo da vida e sei que muitas pessoas passam por isso também. Muitas crianças são mal vistas nas escolas, pois os professores não estão preparados para atender as necessidades delas. Pessoas com TDAH acabam ouvindo que não vão ter sucesso na vida por conta da falta de atenção. Ou seja, se a série tivesse levado a personagem mais para a realidade da Sophia, acredito que poderia ter ajudado muita gente. Ela serviria de inspiração para muita gente, que descobriria que é possível sim ter muito sucesso e ter TDAH ao mesmo tempo. 

Girlboss merecia mais uma chance

Porém, apesar de seguir na contra mão da história real, Girlboss ainda tinha tempo de recuperar o tempo perdido. Acredito que desistiram rápido demais da série. Entendo totalmente as críticas que surgiram na época, sobre como a personagem mostrava que precisava ser uma pessoa “ruim” para ser uma Girlboss. A Sophia assume seus erros no livro e diz que quer ensinar com eles. Para quem a gente não precise cometê-los para aprender. Portanto, ainda tinha muita coisa para ser contada e poderia melhorar ao longo das temporadas. E se deram segunda (e agora uma terceira) temporada para 13 reasons why, que já podia ter encerrado na primeira, por que não deram para Girlboss? Que ainda tinha assunto para desenrolar, além da trilha sonora e figurino maravilhoso. Enfim, escolhas! 

Mas, a lição é que fica é: se você não gostou da personagem na série, leia o livro agora mesmo! Ele, com certeza, vai abrir sua mente para muita coisa.

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