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Fala sério, Mãe: esperei muito por esse momento!

6 de janeiro de 2018

Gênero: Comédia Nacional;
Ano: 2017;
Roteiro: Dostoiewski Champagnatte, Ingrid Guimarães, Paulo Cursino, Thalita Rebouças;
Direção: Pedro Vasconcelos;
Sinopse: Baseada no romance teen escrito pelo fenômeno literário Thalita Rebouças, a comédia familiar traz a doce e intensa relação de Maria Lourdes (Larissa Manoela) e Ângela Cristina (Ingrid Guimarães) e acompanha a vida das duas desde a infância de Malu até à fase da adolescência e da independência. Contada sob o ponto de vista das duas personagens, a história aborda as principais dificuldades da maternidade nos primeiros anos de vida de Malu, o primeiro dia na escola, as amizades, as descobertas amorosas e os problemas familiares. (Filmow)

No primeiro trailer, eu já surtei. E, para que você consiga entender o tamanho da paixonite aqui, preciso te contar uma história um pouco longa. Prometo resumir. Eu li o livro Fala sério, Mãe!, da Thalita Rebouças, uns 8 anos atrás. Eu ria até doer a barriga e me emocionava bastante também, com a cumplicidade entre mãe e filha. Meu amor pelos livros da Thalita começaram com esse livro.

Porém, o amor chegou ao ponto de eu ficar em uma fila de autógrafo por uma hora e meia, com dengue, febre e toda pintada, aos 13 anos. Meu pai queria morrer, é claro. “Pelo amor de Deus, vamos para casa!”, mas Deus bem sabia que não adiantava ele rogar. Eu não sairia dali sem meus autógrafos, com direito a beijinhos da Thalita. Esses tempos, vendo uma entrevista dela para a Veja. Nessa entrevista, ela falava que enquanto gargalhava lendo Luis Fernando Veríssimo, pensava no quando devia ser incrível como ele. Como deveria ser incrível escrever como ele. E, era exatamente isso que eu pensava enquanto lia os livros de Thalita Rebouças. 

Mas, agora que eu já declarei o meu amor por Fala Sério, Mãe!, eu posso falar sobre o filme. A trama conta um pouco sobre a relação de mãe, Ângela Cristina, e a filha, Maria de Lourdes. Desde o período de gravidez, até (mais ou menos) uns 19 anos da Malu. A narrativa da história é dividida entre elas. Enquanto a mãe narra até os 12 anos da filha, Malu assume a narrativa após sua primeira menstruação e segue até o fim do filme. Foram feitas algumas mudanças na história do original, mas vários diálogos são bem fiéis aos do livro. Como o que Ângela tem enquanto Malu ainda está na barriga e como o que a menina tem sobre TPM.

Quando a gente gosta demais de um livro e descobre que o mesmo vai ser adaptado, dá um friozinho na barriga, né? Um medo de estragarem a obra inteirinha. Porém, eu tinha fé na interpretação da Ingrid Guimarães como a Ângela Cristina. E, realmente, a Ingrid é a rainha da comédia. Ela ficou MARAVILHOSA no papel de mãe e arranca enormes gargalhadas da gente. E, sobre a famigerada Larissa Manoela, que eu nunca tinha visto atuando até então, também não tenho do que reclamar. Ela e as pequenas versões da Malu foram ótimas em suas etapas. 

Uma história sobre cumplicidade e amor

Eu já vi Fala Sério, Mãe! duas vezes. Com apenas 3 dias de distância de uma para a outra. A trama fala sobre algo que todos nós conhecemos: mães. Essas pessoinhas maravilhosas que só mudam de endereço por que todas são bem parecidas. E, apesar de minha mãe nunca ter me feito pagar os micos como a Ângela faz, nós duas nos rimos muito e nos emocionamos também. É, basicamente, um relato sobre o amor genuíno que nossas mães tem. E sobre a cumplicidade entre as duas. Uma relação de pura amizade e parceria. Em determinados momentos, os papéis chegam a se inverter. 

É lindo, é engraçado. É para chorar e morrer de vontade de encher a mãe de abraços e beijinhos depois de assistir. Impossível não gostar. A trilha sonora é muito boa, cheia de músicas nacionais gostosíssimas! E repleto de referencias da autora. Para quem é fã, não tem coisas mais gostosa do que captar esses detalhes. O filme é para todas as idades, para todos os públicos (apesar de no cinema dizer que é a partir de 10 anos). Fala sério, Mãe! é um filme indispensável. Espero que ganhe os corações de muita gente ainda! E que mais livros da Thalita sejam adaptados! <3 

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