Being Êrica

Diário de transição #2: a melhor decisão que tomei em 2017!

19 de Abril de 2018

Faz um ano e oito meses que parei de alisar meu cabelo. Na verdade, eu não sabia que era meu último alisamento quando o fiz. Eu não planejei entrar na transição. Para ser, beeeeem sincera, a coisa toda de transição aconteceu por acaso e, principalmente, por eu andar BEM insatisfeita com o meu cabelo reto e escorrido. Eu só decidi entrar na transição, quando já fazia 11 meses que não alisava. Ou seja, já tinham vários dedos de cabelo natural e eu fiz 11 meses de transição sem perceber. Portanto, fazem 9 meses que transição capilar é algo real para mim.

No meu primeiro diário de transição, eu contei um pouquinho da minha jornada com o cabelo. Além de falar sobre o corte que fiz em dezembro e sobre a importância de conversar com profissionais especializados no seu tipo de cabelo. Se você quiser ler esse primeiro diário de transição, clique aqui! Nesse segundo momento, quero contar um pouquinho de como venho me sentindo na transição. Além de falar sobre como venho lidando com as duas texturas e com o fato de tudo pesar no meu cabelo.

A melhor decisão que tomei em 2017

Não é um processo fácil. Transição capilar é, definitivamente, uma montanha russa. Tem dias em que você está no topo dessa montanha, com o cabelo incrível. Apesar das duas texturas. Mas, em outras ocasiões… Não há definição nenhuma e pareço um leão desgrenhado. Só que nesse tempo todo eu nunca me arrependi de passar por esse processo. Por isso, digo com toda a certeza do mundo: só entre em transição se você tiver 100% de certeza que é algo que você quer. Como eu já não aguentava mais meu cabelo escorrido, sem movimento, vibro a cada menor ondinha que aparece. Gosto do volume (que eu odiei a minha vida inteira) e do frizz também. Parece maluquice, mas a gente aprende a amar nosso cabelo como ele é realmente.

A gente perde, pelo menos um pouco, da cobrança de perfeição. Do desejo em querer todos os fios alinhadinhos. Como se cada fio tivesse um lugar certo para ocupar. É um processo de auto-conhecimento total. Inclusive, esses dias li um post da Clara Rocha, em que ela traduziu MUITO BEM essa questão da transição. No post, ela disse: “Não é só sobre o cabelo, mas também sobre o cabelo”. É e-xa-ta-men-te isso. Parece que, no tempo inteiro em que mascaramos a textura do nosso cabelo, nós também estávamos escondendo a nossa própria essência. Eu sei, é muita responsabilidade para um cabelo só. Mas é a sensação que a transição passa. A gente começa a se entender melhor em todos os sentidos. É, realmente, a melhor decisão que tomei em 2017.

O produto que salvou minha transição!

Eu falei sobre a Água Milagrosa, da linha Maria Molinha, criada pela Aspa Cosméticos, no favoritos de março. E eu estou completamente apaixonada por ela. Por alguns motivos. Mas, antes de explicá-los, preciso contar um pouquinho sobre a textura do meu cabelo. As ondas são beeeem abertas. Então, é muito provável que minha textura esteja entre 2A e 2B. Portanto: tudo pesa. Creme de pentear, por exemplo, não funciona de jeito nenhum. Fica escorrido e armado. Já tentei diversas finalizações, que vi onduladas recomendando, e nada. O que tem funcionado aqui é: amassar e amassar. Só. Porém, eu ainda não cortei toda a química ainda e isso deve influenciar. Muito provavelmente, eu teste novamente alguns produtos mais para a frente.

Outra coisa: meu cabelo é castanho claro. Então, esses cremes mais grossos escondem muito a cor dele. Eu passei a vida inteira querendo pintar meu cabelo de preto, achando que eu ia virar a Branca de Neve. Só que hoje em dia eu já consigo ter a noção de cabelo mais escuro não orna com o meu rosto. Ou seja, cabelo escuro por causa do creme me deixa maluca e frustrada.

Agora que eu já expliquei um pouquinho sobre minha cabeleira, vamos aos motivos principais de eu estar amando a Água Milagrosa:

1- Não pesa! O produto é bem líquido, como água mesmo. Então não tive esse problema de sentir o cabelo pesar; 

2- Não esconde a cor do meu cabelo. Quer dizer, mais ou menos. Depende do quanto de produto eu borrifo. No começo eu perdia um pouco a mão e escurecia sim. Agora que já estou mais acostumada, sei que não preciso borrifar até meu cabelo ficar ensopado. Preciso borrifar só um pouquinho e apertar bastante para chegar no efeito que eu quero;

3- É fácil de usar. Como falei no tópico acima, é só aplicar um pouco de produto e amassar bastante o cabelo. Como a embalagem vem com um sistema de borrifar, fica muito mais fácil! Como eu sou meio preguiçosa para essa questão de texturizar, essa praticidade é um paraíso. 

4- É baratinho! Eu paguei, se não me engano, R$20. E dura bastante. Como no começo eu ainda não sabia o quanto borrifar, gastei um pouco mais do que deveria. Agora estou mais controlada e tem durado muito. 

5- Day after maravilhoso. Eu tenho conseguido day afters incríveis com a água milagrosa. E vale levar em conta que eu ainda tenho duas texturas.  Esses dias acordei com o cabelo sem definição nenhuma e ia para um curso, então precisava estar um pouquinho mais arrumada. Com a água milagrosa meu cabelo ficou cheio de ondas e sobrevivi o dia inteiro, bem plena. <3

6- Controle de volume e frizz. Já faz um tempo que perdi a vontade de controlar super o volume do meu cabelo e o excesso de frizz. Mas, a Água Milagrosa dá uma boa ajudada nisso. Então, se você gosta de um cabelo mais controlado, investe que é sucesso!

Super recomendo se você tem a textura parecida com a minha!

Water only: sem shampoo tudo melhorou

Para quem ainda não conhece, Water Only é a técnica de lavar o cabelo só com água. Tem gente que se dá melhor lavando o cabelo só com shampoo ou só com condicionador. Também tem gente que faz low poo. Pelo que vi algumas pessoas que praticam Water Only explicando, você basicamente massageia o couro cabeludo com a ponta dos dedos. Espalhando toda a oleosidade natural em todo o comprimento do cabelo. Eu moro em uma região muito quente. Então, vez ou outra, entrava no chuveiro e só me molhava da cabeça aos pés, para sobreviver ao calor de Rondônia. Depois de só molhar o meu cabelo, eu percebia que ele secava mais ondulado. Aí acabei conhecendo mais sobre o water only, através de uns videos no youtube e testei. 

Como meu cabelo não é oleoso, todas as vezes que testei o Water Only deu certo. Meu cabelo, inclusive, ondula MUITO MUITO mais quando não uso nenhum produto. Essa semana mesmo, conversando com a minha mãe sobre isso, disse que achava que a culpa era do shampoo. E ela questionou como eu sabia que era o shampoo e não o condicionador. Como eu não sei viver na dúvida, testei no mesmo dia. Está 100% comprovado: a culpa é do shampoo e estou abolindo esse queridíssimo da minha vida capilar. Mais para frente, quando eu tiver mais experiência com essa técnica, venho fazer um post só sobre isso, ok?!

Big chop: cortar ou não cortar, eis a questão!?

Nós planejamos o blog por trimestre e sempre um mês antes de o atual trimestre acabar, quando planejei esse post, achei que já falaria sobre o meu big chop. Mas, como as coisas geralmente não saem como a gente planeja… Para quem não sabe, big chop é o nome dado para o corte de cabelo que vai tirar toda a química que ainda tem. Mesmo o contraste entre as duas texturas não sendo enorme, eu juro que não aguento mais. Olho para a parte lisa e penso que esse um palmo de cabelo não me pertence mais. Só que, em contra partida, estou insegura de cortar. Eu não sei como o meu cabelo vai reagir sem o peso da química. Não faço ideia se vou saber lidar com ele 100% natural, sabe?

Sem contar que eu não vejo a hora de ver meu cabelo enorme (como estava em novembro), só que natural. Aí que agonia. Estou tomando umas vitaminas, para ajudar a crescer mais rápido e não ficar com ele tão curtinho. Afinal, tenho percebido o quanto é complicado medir o crescimento de um cabelo ondulado. Parece que ele nunca cresce. Só dá para saber no banho, quando a água bate e alisa tudo, sabe? Aí eu vejo que já cresceu bastante de dezembro pra cá. Porém, como eu já estou bem insatisfeita com essa dupla textura, muito provavelmente o próximo post seja sobre o big chop! Veremos… Até lá, pinterest, para que te quero. Até por que, preciso ficar namorando uns cortes de cabelos com texturas parecidas com o meu. 

Caso você queira ver esses e outros pins, acesse nossa pasta de cabelos naturais!

Enfim, se você está em transição, compartilha aí nos comentários a sua história que vou amar saber! E se você acha que eu devo perder o medo e meter a tesoura nesse cabelinho, avisa aí!

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4 Comments

  • Reply Diário de transição #3: Cortar o cabelo é fundamental! | Ré Menor 15 de Maio de 2018 at 10:05

    […] um mês, mais ou menos, fiz o segundo diário de transição, falando que estava pensando em cortar o cabelo. Escrever sobre isso foi mega importante no […]

  • Reply Destaques de Abril: Rupi Kaur, Vingadores e Mario Kart | Ré Menor 30 de Abril de 2018 at 17:16

    […] mês eu falei um pouquinho da minha transição capilar aqui no blog (para acessar, clique aqui). No post eu contei que estava na dúvida se cortava ou não o cabelo. Já fazia MUITO tempo que eu […]

  • Reply Clara Rocha 21 de Abril de 2018 at 16:34

    Eu uso um spray de coco da salon line pra também revitalizar meu cabelo durante o day after <3 gosto demais, desse produto pois não pesa e meus cachinhos voltam a ficar com um aspecto mais arrumadinho. Amei muito seu post e estou muito feliz de ver mais meninas aceitando seus cabelos naturais e que essa corrente vá aumentando cada vez mais ♥ É muito importante ver onduladas também falando sobre isso, pois aumenta a representatividade! E muito grata por ter sido citada.

    • Reply Ê Blanc 23 de Abril de 2018 at 11:42

      Mana, eu sou tão grata por ter te encontrado! Tem sido incrível a troca de ideias. E você tem contribuído muito para a minha transição. Adorei a dica desse produto, já quero testar <3

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