Da página ao play

Dexter: livro, série e histórias em quadrinho

15 de Maio de 2018

Eu sou muito fã de livros e séries policiais. Portanto, Dexter já tinha uma probabilidade muito grande de me conquistar. Ele é um analista de respingos de sangue da polícia de Miami. Mas, nas horas vagas, ele é um serial killer que só mata assassinos. Resumo da história para quem nunca ouviu falar: Dexter teve sua mãe assassinada aos 3 anos de idade e depois disso foi adotado por um policial. Quando pequeno, começou a apresentar sinais de que seria um serial killer e seu pai adotivo, por ser policial, não quis colocá-lo em risco. Então, acabou ensinando Dexter a ter uma vida secreta. Assim, orientou como ele deveria se comportar em sociedade, como matar sem deixar rastros. E, o mais importante, levar sua necessidade de matar para algo “bom” (ou menos ruim), como matar exclusivamente assassinos.

A trama toda é muito envolvente, tanto no seriado, quanto no livro. Já finalizei a série, mas li apenas um dos livros. Portanto, vou focar mais no comparativo da primeira temporada com o primeiro livro. Inclusive, reparei que muitas pessoas rejeitam Dexter só pela sinopse. Mas, fico feliz em dizer: aí que está o erro! Afinal, isso também aconteceu comigo. Acabei começando a assistir por causa da insistência da minha irmã, que já era super viciada na série. Aí, ela me fez prometer que assistiria pelo menos os cinco primeiros episódios. Caso eu não gostasse, ela respeitaria. E assim fechamos o acordo. Devo confessar que no terceiro episódio eu já era super fã e acabei assistindo a série mais rápido que minha irmã.

O Michael C. Hall, ator que interpreta o Dexter Morgan, é sensacional! Ele encarnou o personagem de uma forma surpreendente. Até hoje fico impressionada com as expressões faciais que ele usava para passar as “emoções” do personagem. Por isso, fiquei com o sentimento de que o personagem não poderia ser interpretado por nenhum outro ator. Já a atriz Jennifer Carpenter, que interpreta a irmã de criação de Dexter, Debra Morgan, não parece fisicamente com a personagem dos livros. Que, no caso, é uma morena com o corpo bem desenvolvido, por assim dizer. Quem já viu a Jennifer em algum filme, incluindo As Branquelas, sabe que ela é super magrinha. Entretanto, a atriz combina muito com o estilo “foda-se” da Debra.

Na primeira temporada, aparece um serial killer em Miami que só mata prostitutas e drena todo o sangue delas antes de esquarteja-las. Durante o desenrolar da história, Dexter percebe que o serial killer está propondo um “jogo” para ele. Por conta disso, fica extremamente perturbado em saber que alguém sabe sobre seu passageiro das trevas (como ele chama sua personalidade “assassina”) e entra no jogo do cara desconhecido. A primeira temporada é razoavelmente fiel ao primeiro livro. Mas, deixa a desejar em alguns detalhes muito importantes. Então, chega em um determinado ponto que o roteiro do seriado tem que desfocar totalmente dos livros.  A escrita de Jeff Lindsay, o autor de Dexter, é muito envolvente. Repleta de detalhes, mas sem se perder do assunto. No livro, o desenrolar da história é muito mais pesado, as cenas são mais fortes e chocantes.

Mas, é fácil entender o motivo. Já que um seriado que apresentasse cenas iguais ou muito semelhante as do livro, ninguém teria estômago para assistir. A tradução do primeiro livro ganhou o subtítulo “A mão esquerda de Deus”. Eu acabei pensando que: existe um ditado que quando alguém te ajuda muito, você diz “fulano é meu braço direito”. No caso do subtítulo podemos associar ao fato de Dexter ajudar Deus tirando os assassinos de Miami. Só que, como ele os mata, é algo errado. Por isso seria a esquerda e não a direita. Concorda ou viajei? Enfim, independente da forma, esse é o tipo de história que deixa meu coração acelerado. Me falta o ar e me deixa com aquele sentimento de “quero mais”. Daquele tipo de livro que prende você até a última página. E o tipo de seriado que você só vai sossegar quando terminar de assistir.

Dexter em quadrinhos

A Marvel Comics iniciou o lançamento dos cinco quadrinhos de Dexter Morgan em fevereiro de 2013. Inclusive, quem escreveu as histórias foi o próprio Jeff Lindsay. Mas, as ilustrações são de Dalibor Talajic, que também desenhou “Deadpool”. A trama dos quadrinhos é bem acelerada e não contextualiza quem são os personagens. Meio que já supondo que o leitor conhece Dexter, além de seus amigos e familiares. A trama dos quadrinhos meio que vai girar em torno apenas do personagem principal e de um inimigo do passado. Então, Rita e as crianças quase não aparecem e Debra só sabe dar socos em Dexter. Apesar de não fugir do contexto principal, também não desenvolve nada de extraordinário. 

Pode ser que a Marvel tenha tentado pegar carona na fama do serial killer mais amado dos últimos tempos? Pode ser! Então, se você não faz questão de ler quadrinhos, provavelmente pode viver sem esses 5 adicionais na história de Dexter. No entanto, se você é super fã, provavelmente vai querer gastar com esses quadrinhos, assim como eu. E acho difícil que vá se arrepender por isso. Enfim, se você gosta de casos policiais, vai ser fã tanto dos livros, quanto do seriado, quanto dos quadrinhos. Mas, não recomendo assistir a série se você não gosta de ver sangue ou cenas nojentas, ok?! Eu morro de saudade da série e, só de escrever esse post, já estou pensando em rever tudo!

You Might Also Like

No Comments

Comente aqui: