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Cidades de Papel – John Green

12 de abril de 2015
cidades de papel
Livro: Cidades de papel;
Autor: John Green;
Editora: Intrínseca;
Páginas: 366;
Sinopse: Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.
Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia. (Skoob)

Cidades de papel conta a história de Quentin, Q, um garoto apaixonado pela sua vizinha, Margo, desde a infância. O livro é dividido em 3 partes, na primeira, ele conta sobre a amizade deles na infância e, como anos depois deles terem se distanciado (ele ter virado um nerd e ela a garota linda e popular), sobre a noite em que ela entrou pela janela do seu quarto e lhe pediu ajuda para executar um plano de vingança. E como ele é um bobão apaixonado, aceita e passa a noite rodando a cidade com ela, na esperança de que no dia seguinte eles voltem a ser amigos.

Mas aí que começa a segunda parte e como todos vocês já sabem, Margo some, deixando um bocado de pistas, que só Quentin esta disposto a caçar em busca de encontra-la. Não digo só Quentin, seus amigos também ajudam bastante e são ótimos personagens. Tipo o Isaac, de A culpa é das estrelas, que era coadjuvante, mas todo mundo ama e a história se desenvolve melhor com a presença dele. Voltando ao que eu estava dizendo, os pais de Margo nunca estão dispostos a ir atrás da menina, sempre que ela some, esperam que ela retorne, mesmo com todas as pistas. O que deixa a gente com aquele sentimento de que ela é uma garota popular, cheia de amigos, porém solitária e afastada da própria família.

Cidades de papel divide bastante a opinião dos jovens leitores. E eu particularmente tinha desanimado de ler pelos comentários que vi e pelos primeiros capítulos não terem me prendido. Só que eu já tinha comprado livro e ler todos os livros do John Green era uma meta minha (Só faltava esse e “Quem é você, Alasca?”). No dia em que o trailer saiu, assistindo, a trama me chamou atenção novamente e resolvi ler de uma vez. Diferente de “Quem é você, Alasca?” pelos comentários negativos, eu não esperava muito, então me deixei surpreender. E realmente aconteceu isso. O livro é bom e me prendeu bem depois dos do que a Margo invade a casa do Q.

Ignore os comentários ruins e dê uma chance para Cidades de Papel!

John Green, como sempre, caprichou na pesquisa para construir os detalhes dessa história. Adoro essa dedicação dele em construir um livro. Quinto livro que li do João Verde e é o que mais acentua a característica do John que eu mais gosto:  fazer com que cada personagem seja único. Assim como as pessoas. Acho isso incrível, por que tem autores que fazem mil livros e todos os personagens são meio semelhantes.

Cidades de papel tem romance, aventura, mistério, papais noéis negros… Num encaixe perfeito, formando uma das melhores  histórias do John. Como sempre, os livros dele trazem várias reflexões. Nesse, a que mais me chamou atenção foi a de como as pessoas são apenas… pessoas. Como a gente sempre da uma carga de expectativas muito grande em cima das pessoas que amamos ou admiramos, sem perceber que elas são apenas pessoas sujeitas a erros, dores e etc. E que apesar do sentimento que temos por elas, devemos respeitá-las como seres humanos. É um ótimo livro, sim! Vale ignorar os comentários ruins e dar uma chance para Cidades de Papel.

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