O Pasquim

Amador Visual: amizade em primeiro lugar

11 de Fevereiro de 2018

Durante a infância, acreditamos que as amizades vão durar para sempre. E, quando damos sorte, algumas delas duram mesmo. Mas, nessa época da vida, o que a gente nunca espera é que nosso amigo de infância seja nosso maior parceiro de trabalho. Nosso parceiro de vida. Pedro Fernando (PP) e Samyr Otto se conheceram antes de chegar a pré-adolescência. Vários anos mais tarde, o que parecia brincadeira para eles, se tornou empreendedorismo noticiado. A amizade, virou parceria de trabalho.

Desde Agosto de 2014, graças a dupla, Porto Velho (RO) vem ficando cada vez mais colorida. Assinando como Amador Visual, Samyr e PP deram cor e vida para a capital que há muito tempo era preta e branca. A arte feita por eles está exposta nos lugares mais diversos de Porto Velho. Em Pet Shop, em acadêmia, em restaurantes e clínicas. E não é só por aqui não. Tem arte do Amador Visual nas cidades: Ariquemes (RO), Guajará-Mirim (RO) e Paraguaçu Paulista (SP). Tive a honra de entrevistar os dois e saber mais sobre o trabalho deles. Confira:

 

 

Como surgiu o projeto do Amador Visual? Já planejavam trabalhar com isso?

Nunca houve qualquer planejamento, nem mesmo cogitávamos a ideia de pintar o que pintamos hoje. Não passava de uma brincadeira entre dois amigos. Criamos uma conta no Instagram, para postar tudo que fazíamos juntos. Para isso precisaríamos de um nome, daí surgiu o nome Amador Visual. Haviam outras opções de nomes, como: BananaAnatômica. Mas, ficaria um pouco estranho, não acha? Após o primeiro trabalho postado (um móvel antigo da casa do PP), não paramos mais, uma pessoa foi indicando para a outra. Uma brincadeira que virou nossa carreira.

Trabalhar em parceria nem sempre é fácil. Como é a dinâmica de trabalho de vocês, para fazer a dupla funcionar?

Samyr sempre simplifica tudo, deixa tudo mais básico e clean possível. Já eu (PP) gosto sempre de ficar inventando moda, fazer milhões de dobras nos tecidos, colocar unhas nos dedos da mão, detalhar tudo. Minha cabeça é sempre mais metódica do que a do Samyr. Eu sempre to trazendo a coisa mais pro real, proporções mais reais. Não gosto muito mas faço sem pensar. O Samyr sempre trás os exageros das proporções. Aí a gente fica se equilibrando, quando ta simples demais eu mexo e quando ta muito enfeitado o Samyr limpa e simplifica. Tentamos levar da maneira mais leve possível, um ajudando sempre o outro. Não queremos que a palavra TRABALHO seja maior do que a nossa amizade. Sempre buscamos ferramentas para tornar nosso dia o menos estressante, mais dinâmico, para que a essência de “brincadeira entre amigos” nunca acabe.

Os desenhos criados por vocês têm uma identidade visual bem definida. Como vocês chegaram nessas características?

No início nossas referências eram do grafite. Só que todos os artistas que nos inspiravam usavam como técnica o spray. E na falta desse material na cidade, tentávamos reproduzir o mesmo efeito do spray usado pincel. Acreditamos que temos uma identidade bem definida, mas sabemos que podemos ir mais longe nesse sentido. Pois, nossa busca pela identidade sempre foi intencional.

Como é o processo de viver completamente da arte que produzem?

Nada é certo. Quando começamos não tínhamos noção de como seria esse processo, nem imaginávamos que era possível. Foi difícil para os nossos pais entenderem essa escolha. Muitas pessoas não levavam muito a sério, outros diziam que isso era só uma fase. Mas, a gente sentia algo diferente. Em uma mistura de medo e desejo, resolvemos apostar tudo! Fomos aprendendo com o tempo, estamos aprendendo com ele e iremos aprender ainda muito mais. Estamos nos entendendo melhor como artistas e assim como em qualquer outra profissão autônoma temos nossos altos e baixos. Então, temos que resolver nossos problemas com o máximo de criatividade para conseguirmos alcançar nossos objetivos e subir a escada da vida.

Quem são os artistas que inspiram os trabalhos de vocês?

Podemos listar vários artistas nacionais e internacionais, como: Marcelo Eco, OsGemeos, Ronah, Alex Senna, Crânio, Tito Ferrara, Marina Capdevila, Fernando Garu. Mas, nosso trabalho é extremamente visual e sentimental. Então, a inspiração pode vim de diversos lugares, até mesmo no cheiro cítrico de um perfume, um filme de terror, uma flor amarela. Ou uma loja de roupa de gestante, um copo transparente de extrato de tomate… Enfim, estamos sempre à disposição para a inspiração vir, e quando ela vem, a abraçamos.

Qual é o trabalho que mais marcou vocês?

Tivemos vários momentos em nossa carreira, guardamos todos com muito apreço. Mas, podemos afirmar que o evento de arquitetura e design MORARMAIS Rondônia, foi o mais marcante. Foram 2 meses de muito trabalho. De baixo de sol, sem entrar 1 real, muito desgaste, onde acreditamos que seja o nosso maior trabalho em todos os âmbitos. Ficamos totalmente livres para desenvolver o que quiséssemos. Fizemos de lá, uma escola. Aprendemos a lidar com o emocional, mental e o físico, no extremo. O fato de estarmos expondo no mesmo evento onde haviam profissionais qualificados de outras áreas, nos trouxe a confiança que nos faltava.

Qual é a parte mais difícil de trabalhar com esse tipo de arte em Porto Velho?

Ser visto como prestador de serviço. Gostaríamos de ser vistos como artistas que possuem uma identidade e um estilo forte! Queremos criar um produto no qual o conteúdo seja nosso próprio estilo e identidade, seja a nossa arte!

Por fim, qual o atual objetivo de vocês com o Amador Visual?

Virar a maior referência em empreendedorismo e artes visual que a gente conseguir.

Gostou? Você pode acompanhar o trabalho deles através do instagram e do facebook!

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1 Comment

  • Reply Dario 23 de Abril de 2018 at 11:30

    Massa! :)

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