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Alice no País das Maravilhas: Um clássico que nunca morre

14 de novembro de 2017

Alice no País das Maravilhas é um clássico atemporal, ou seja, é a típica história que vai continuar conquistando o público mesmo depois de tantos anos e versões. Para vocês terem uma ideia: a história criada por Lewis Carroll tem origem em 1862 e depois disso temos milhares de outras obras baseadas na mesma curiosa Alice que aprendemos a amar em tantas versões.

Alice é uma das minhas histórias preferidas. Tenho diversas recordações de ler e reler a história da garotinha loira, extremamente curiosa, que é transportada para um país novo através de uma toca do coelho. Isso resultou em uma busca interminável na minha infância, como você deve imaginar. O livro não é uma leitura simples (a edição citada nesse texto pertence a editora Zahar), o texto é característico do autor e possui diversas charadas e palavras que incitam sua curiosidade. É uma fantasia para se pensar e devo dizer que essa versão não é o tipo que atrai o público infantil que ficou encantado com a versão criada pelos estúdios da Disney em 1951. Pausa para você absorver a idade que esse filme possui… Sim, estou tão surpresa quanto você nesse exato momento.

A Alice de 1951 é uma criança que viaja por um País das Maravilhas pela primeira vez. Assim como nós, estamos vendo tudo que é possível e impossível naquele mundo. Ficamos encantados. Os personagens são o que demonstram: A Rainha é má, o Chapeleiro é maluco e o gato Cheshire é misterioso. Não temos uma história muito profunda, pois ainda é um filme voltado ao público infantil. Viajamos com Alice, pintamos flores para a Rainha de Copas e tomamos chá com o Chapeleiro apenas para acreditarmos no final que tudo não passou de um sonho da pequena Alice.

A única forma de chegar ao impossível é acreditar que é possível.

Em 2010, temos a alegria da estreia de uma nova Alice. Em um filme dirigido por Tim Burton, a Disney decide continuar a história original, como? Fazendo com que uma Alice mais velha, prestes a ser pedida em casamento, retorne ao seu amado País da Maravilhas. Somos apresentados as memórias de uma Alice que passou anos sonhando com gatos mágicos e chapeleiros. Uma personagem que está desacreditada, que não se encaixa em sua realidade e com uma mente além do seu tempo. Alice é levada, mais uma vez pela toca do coelho, e descobre que está sendo aguardada para, junto da Rainha Branca, salvar o país das mãos da terrível Rainha de Copas. (Cortem as cabeças!!)

O filme é espetacular! Mostra uma protagonista forte e os efeitos visuais superam tudo que eu imaginava para essa versão moderna. Os atores escolhidos são perfeitos em seus personagens, seja Johnny Depp (Chapeleiro), Helena Bonham Carter (Rainha de Copas) ou Anne Hathaway (Rainha Branca) há destaque nas interpretações. A estreante Mia Wasikowska está impecável, você acredita estar em frente a Alice original. O diretor deu um ar mais sombrio ao filme, como o esperado, o que resultou em um filme maduro. Os personagens têm profundidade, nenhum deles é aquilo que esperamos.

Alice evoluiu através dos anos e acredito que esse filme mostra o melhor momento da história. Uma produção que deu tão certo que abriu espaço para um segundo filme. Baseado em um livro que sempre existiu, mas pouquíssimo divulgado ao público. Mas isso, é história para outra resenha. Enquanto a próxima resenha não saí, que tal ler e rever a Alice original? Tenho certeza que você ainda vai se surpreender com algum detalhe! Me conta tudo depois!

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