Li, Gostei, Resenhei

Alguém lá em cima te odeia – Hollis Seamon

6 de julho de 2015

Livro: Alguém lá em cima te odeia;
Autor: Hollis Seamon;
Editora: Planeta;
Páginas: 248;
Sinopse: Num momento de reflexão, após sessões de quimioterapia e um zilhão de cirurgias, Richard Casey, de 17 anos, se pergunta o que está fazendo no hospital. Ele conclui que, se tudo faz parte de um plano do Todo-Poderoso, é óbvio que alguém lá em cima o odeia. No entanto, decidido a não dar o braço a torcer, ele percebe que a doença que o levou a ser internado, cortado e costurado ainda não o abateu. Ele continua vivo e precisa dar sentido ao pouco tempo que ainda lhe resta, animar-se e animar os outros em situação parecida a sua.  (Skoob)

Alguém lá em cima te odeia conta a história de um casal de adolescentes, Richie e Sylvie, que querem aproveitar a adolescência. O único problema: ambos tem câncer e estão internados na ala terminal de um hospital em Hudson. Como vivem lá há um bom tempo, eles já se conhecem e tem um entrosamento de longa data.

Além do casal, outros personagens presentes são os enfermeiros do hospital, com destaque para o Edward (sem dúvida o personagem mais legal). Também conhecemos a mãe do Richie e o pai da Sylvie (chato, chato, chato). Existem outros personagens mais “superficiais” ou que aparecem mais pro meio/fim da história, então eu vou evitar o spoiler. 

A história é narrada por Richie. Então, sabemos muito sobre ele e pouco sobre o restante. Comecei a ler umas semanas atrás e parei por volta da página 40, por aí. Não me pegou de primeira, não sei se pela história em si ou por estar na correria do fim de semestre.

Essa frase de efeito na capa me fez esperar bem mais

Porém, ontem foi um domingo tedioso para variar e resolvi retomar a leitura. Li Alguém lá em cima te odeia em poucas horas. Um pouco impulsionada por a narrativa ser boa, um pouco pela falta do que fazer mesmo. O livro em si é bom e envolvente na medida do possível. Mas é bem fraco em sentido de mensagens, coisas que acrescentam pra vida do leitor. 

Na capa, o título e a frase “Esta não é outra história de “um cara que morre de câncer”, é a história de um casal de jovens que quer seguir vivendo intensamente”, dão um apelo emocional enorme. Confesso que achei a frase meio forçada. Senti como se fosse uma espécie de afronta a outras histórias, como “A culpa é das estrelas”. Apesar de ter lido em menos de um dia, e ter gostado na medida do possível, senti falta de um algo a mais.

O título e a frase não condizem com o que acontece no livro. Fazem a gente esperar demais por algo que nunca chega. Talvez as coisas pelas quais eles querem “seguir vivendo intensamente” sejam tão banais, que tenha me deixado com essa sensação. Os personagens não são memoráveis. A gente não fica com a sensação de que aprendeu muito, após terminar de lê-lo. É bacana para passar o tempo, não para tirar algo de incrível dali!

 

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