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A menina que conversava com o verão – Sally Nicholls

8 de maio de 2013
A menina que conversava com o verão
Livro: A menina que conversava com o verão;
Autor: Sally Nicholls;
Editora: Geração Editorial;
Paginas: 244;
Sinopse: Quem será o misterioso homem verde que somente Molly consegue ver? Após a morte de sua mãe, tudo muda para as irmãs Molly e Hannah. As duas meninas são mandadas pelo pai para morar com os avós numa pequena cidade do interior. Certa noite, Hannah decide fugir, e obriga a irmã a ir com ela. Em meio a uma forte tempestade, Molly vê um rapaz perseguido por uma matilha de cães e por um caçador com chifres. No dia seguinte, na coluna de uma velha igreja, Molly observa um rosto esculpido e percebe, estarrecida, que é o mesmo homem que ela viu sendo caçado no dia anterior! Existe algo de mágico nesse Homem Verde. A grama cresce à sua volta e árvores brotam sob o seu toque. Será ele fruto da imaginação de Molly… ou será um antigo deus esquecido? Se ele tem poder para devolver vida às plantas, não poderia também fazer a mãe de Molly retornar à vida? Esta enternecedora fábula sobre amor, perda e superação, em que o estado da alma dos personagens se confunde com as estações do ano, vai encantar leitores de todas as idades. (Skoob)

Molly e Hannah são mandadas, pelo pai, para morar com os avós em uma cidade do interior, após a morte da mãe. Em uma noite, esgotada pela situação que estavam vivendo, Hannah foge, levando Molly com ela. A menina vê, em meio a uma tempestade, um homem sendo perseguido por cães e por um outro homem com chifres. O homem que estava fugindo, nomeado de Homem Verde, faz árvores e grama crescerem ao seu redor. O mistério é: o Homem Verde é um amigo imaginário de Molly ou um deus desconhecido?

É um livro sobre perda e superação, cheio de significados

A menina que conversava com o verão é narrado por Molly, a personagem principal. Molly constrói muito bem o ambiente ao seu redor com uma narrativa simples e doce. Não deixa claro no livro quantos anos ela tem, mas parece ter entre 11 a 13 anos. A impressão que eu tive ao ler o livro foi de estar lendo o seu diário ou conversando com ela. Não só por ela estar narrando, mas pela forma como ela narra.

O livro mostra que não existe essa limitação de bem ou mal, que cada um é aquilo que lhe convém no momento. O real e o mágico estão bem balanceados, o que deixou o livro melhor. Os personagens são bem comuns, avós, colegas de escola, a irmã mal-humorada e o pai distante. Pessoas que são reais na vida de muitos adolescentes. Já o Rei Carvalho e o Rei Azevinho trazem a magia pro livro. Apesar de eles representarem coisas reais: as estações do ano. O livro tem muitos capítulos, mas todos curtos. É uma história sobre perda e superação. Não foi um dos melhores livros que eu já li, mas ainda assim é uma ótima leitura.

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