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13 reasons why: a série é mais completa que o livro!

19 de setembro de 2017

O livro Os 13 porquês, do autor Jay Asher, é narrado por Clay. Um adolescente comum, até seu mundo virar de cabeça para baixo ao receber uma caixa que contem 7 fitas cassetes. Em cada lado delas está marcado um número de 1 a 13, pintado com esmalte. Ao dar play nas fitas, a voz de Hannah Baker soa em seus fones de ouvido. Clay era apaixonado pela menina, mas a mesma se matou algumas semanas antes. Cada fita conta um porquê de Hannah ter se matado. Cada um dos motivos é relacionado com uma pessoa diferente e todas essas pessoas devem receber e ouvir as fitas, repassando para o próximo da lista.

Dias antes da morte de Hannah, o garoto tinha recebido um mapa da cidade com algumas marcações e, durante as narrações dela, os lugares marcados no mapa ganham significado. Clay tem certeza que não fez nada de ruim para Hannah. Tem certeza de que não merecia estar naquelas fitas. A medida que a narração dela vai desenrolando, ele vai narrando as próprias emoções e o que acontece enquanto ele anda de um ponto a outro da cidade. Durante a noite em que está ouvindo as fitas, Clay muda a concepção que tinha sobre muitas pessoas citadas ali. Além de mudar a concepção que tinha sobre a própria Hannah, percebendo que não lhe conhecia tão bem quanto imaginava.

O livro é daqueles que te prende, principalmente por intercalar as duas narrativas, da Hannah e do Clay. Me impressionei muito com a escrita do autor e a forma como ele retratou problemas que as mulheres passam frequentemente. É um livro bem forte, que nos leva a repensar todas as nossas atitudes. Estava super ansiosa para ver uma adaptação dele.

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13 Reasons Why é a adaptação da Netflix do best-seller de Jay Asher. Apesar de ter mudado várias coisas do livro, a série ficou incrivelmente completa. Bem mais densa e cheia de significados do que o livro. Uma das principais mudanças do livro para a série, é o tempo que o Clay leva para ouvir as fitas. Enquanto, no livro, ele faz isso em uma noite, na série leva dias e acaba irritando todos ao seu redor. Em 13 episódios, cada lado da fita vai ser ouvido em um. Em uma narrativa dupla entre passado e presente, cada episódio vai retratar e desenvolver o perfil do personagem citado na fita em questão. Assim, temos a chance de saber um pouco mais sobre eles e o que os levou a agir de tal maneira.

Outra alteração, e uma das minhas favoritas, é a vida que os pais de Hannah ganharam na série. Eles instigam a escola a fazer algo, tentam descobrir o que de fato aconteceu com ela e, claro, sofrem o luto pela perda da filha. Os atores que interpretaram os pais, Brian D’arcy James e Kate Walsh, foram impecáveis em transmitir essa dor. O elenco da série é composto, principalmente, por atores novatos, mas Dylan Minnette (Clay) e Katherine Langford (Hannah), são tão incríveis na atuação, quanto os atores que atuam como os pais dela.

 

13 Reasons Why não aliviou nem um pouquinho nos problemas retratados pelo livro. Pelo contrário, deu mais ênfase e importância para os assuntos. Quebrou tabus ao falar de estupro, suicídio, cyberbullying e nudes. Mostrou a importância da conversa entre pais e filhos, além de nos mostrar o quanto devemos pensar antes de agir. Às vezes, a menor das ações, pode causar efeitos catastróficos. A série nos fala sobre empatia, sobre sair da nossa zona de conforto, enxergar o outro, estender a mão. As duas obras são incríveis e super recomendadas! E vem segunda temporada, que a gente não aguenta mais te esperar!!!! 

Se você sofre de depressão ou tem chance de ter algum gatilho ativado por conta de um dos assuntos abordados na série, por favor, não assista! Procure um psicólogo, converse, mas não sofra sozinho.

Setembro Amarelo! 

Nós estamos no mês de prevenção ao suicídio. Procure perceber se os seus amigos estão tendo grandes mudanças de comportamento. Dê ouvidos para quem diz ter vontade de se matar. Depressão não é brincadeira. Mantenha-se aberto para conversar com amigos que precisem, ajude-os a procurar ajuda de um psicólogo. 

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